
Fiquei impressionado com a repercussão do meu último artigo sobre “MAIS FERROVIAS MENOS CAMINHÕES”, aqui publicado. Recebi vários vídeos sobre este tema fundamental para a nação. Dois deles deixo aqui os links, com a recomendação de assisti-los pois enriquecem de argumentos este assunto que será intensamente debatido na eleição. (https://www.instagram.com/reel/DcJLSaVvP37/?igsi=c2dscWc5NWFmNTAz) – (https://share.google/3yTTfNrJLnNEXjbBg).
Assim como foi um Presidente da República que cessou a construção e manutenção das ferrovias, tentando justificar que “GOVERNAR É ABRIR ESTRADAS”, nada mais apropriado e oportuno, que o futuro presidente corrija este engano, recolocando o BRASIL NOS TRILHOS. Sem isso jamais atingiremos o pleno desenvolvimento.
Verdade que ferrovias tem custo maior para serem construídas, mas é verdadeiro que elas têm maior durabilidade. Indiscutível que transportam mais barato e ainda com maior capacidade de carga. Não são causa de tantos acidentes e mortes como os caminhões de carga, e hoje podem ser facilmente entregues à iniciativa privada para construí-la com o frete obterem grandes lucros.
Chegou a hora de dizer: GOVERNAR É SALVAR VIDAS e nada mais precisará ser explicado e justificado, porquanto é inavaliável cessarmos com a matança de vidas nas nossas precárias rodovias. Vida não se vende, não se compra, VIDA NÃO TEM PREÇO!
Tem sido clara a omissão do governo federal, não apenas nesta questão do transporte ferroviário, mas em vários outros setores da economia. No programa do candidato José Serra em 2002, constava a meta de produzir aqui mesmo, nitrogênio, fósforo e potássio, nos livrando das importações.
Estes minerais existem nas nossas terras raras em abundância para serem aqui fabricados e usados na produção de alimentos, como milho, soja, sorgo, trigo e frutas. Teríamos uma economia substancial, sem a dependência das onerosas importações. Apesar disso, estamos aumentando a quantidade, e principalmente qualidade da nossa produção, além de usarmos outras áreas sem destruir reservas florestais. Citamos apenas o exemplo do Noroeste Baiano, onde nos últimos cinco anos, está se conseguindo o melhor índice de produtividade no trigo, do qual, ainda somos dependentes de importação. Mas todas as regiões do cerrado nordestino podem ser cultivadas com irrigação e sementes já desenvolvidas para isso.
São os números que comprovam que o Brasil produziu 7,87 milhões de toneladas de trigo em 2025, mas deverá produzir apenas 5,8 milhões em 2026. Estimativa da CONAB é que vamos ter que importar nesta safra 26/27, aproximadamente 7,1 milhões de toneladas. Esse será o maior volume de importação dos últimos 20 anos. Vejamos o atual quadro da produção de trigo brasileiro.
Estado |
Bahia |
Paraná |
Rio Gr do Sul |
Area |
5 mil ha |
819 mil ha |
1.157 mil ha |
Produção |
30 mil t |
2.77 milhões t |
3.5 milhões t |
Produtividade |
6.000 kg/ha |
3.383 kg/ha |
3.097 kg/ha |
Participação |
O,5% |
43,4% |
56,1% |
