Caiado reafirma sua pré-candidatura à Presidência da República

Print Friendly, PDF & Email

Ronaldo Caiado, governador de Goiás (Crédito:Antônio Cruz, Agência Brasil)

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), confirmou que é pré-candidato ao Palácio do Planalto, em 2026 e tem percorrido os Estados conversando com lideranças políticas.

“Eu tenho trabalhado, lógico, cuidado do meu estado, daquilo que é minha responsabilidade, mas, ao mesmo tempo, conversado política, reunindo com as lideranças do partido, de outros partidos coligados, visitando estados, dialogando com as lideranças políticas do país, participando em debates”.

Renegociação de dívidas dos Estados

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), recebeu governadores em Brasília, na tarde desta terça-feira (2), para tratar da dívida de R$ 764,9 bilhões dos estados com a União.

Situação mais crítica

Minas Gerais é o estado com a situação mais crítica entre os endividados, e acumula uma dívida de R$ 160 bilhões com a União. Já a dívida gaúcha está suspensa por três anos. O impacto nas contas públicas é de cerca de 23 bilhões.

Otimismo com novas regras

O governador Ronaldo Caiado (União/GO), disse, nesta terça-feira (02), antes da reunião, estar otimista com a aprovação de novas regras. Segundo ele, existe um consenso entre os governadores de que é possível ter uma correção dos débitos pelo IPCA.

Rio Grande do Sul

Sobre a situação do Rio Grande do Sul, Ronaldo Caiado explica que “o governo já suspendeu as parcelas da dívida e vai trabalhar para que uma situação como essa, de uma catástrofe climática, tenha regras especiais. Resgatar a economia do Rio Grande do Sul, é extremamente importante para os outros estados também”.

Marcha dos prefeitos gaúchos 

Deputado Bohn Gass

“O Rio Grande do Sul está sob toda calamidade, é legítimo que os prefeitos façam suas reivindicações”, afirmou o deputado Bohn Gass (PT/RS). “O governo federal já ajudou muito, eu tenho certeza que o presidente Lula está sensível e vai continuar ajudando o nosso estado”.

Prioridades maiores

Para Bohn Gass, “houve uma perda muito grande do ICMS, por causa do fluxo econômico mesmo agora. Além de que tem que investir muito em reconstrução pelas perdas que teve, vai ter uma baixa no ICMS, é a forma de compensação das perdas e pelos investimentos”.

Previdência maior desafio

Deputado Maurício Marcon

O maior desafio dos municípios, hoje, segundo Mauricio Marcon (Podemos/RS), “é a previdência, que é um problema do país. A gente tem um déficit enorme, é um buraco sem fundo tanto no Executivo Nacional, como nos estaduais e municipais também. Citou como exemplo Caxias do Sul, que fez uma reforma agora, se mostrou também insuficiente.

Três situações diferentes

Deputado Heitor Schuch

Na visão do deputado Heitor Schuch (PSB/RS), existem três situações no Estado do Rio Grande do Sul: os municípios em calamidade, que são os mais atingidos, tem lugares que tem que reconstruir a própria cidade, nós temos os que estão em situação de emergência, que é grave, mas não tão grave como os de calamidade e que também precisam de ajuda e nós temos felizmente um grupo de municípios que está numa situação mais tranquila, porque teve muita chuva mas não a tal ponto de dar tanto prejuízo e ter problemas mais graves”.

Garantir a anistia

“Quando o agricultor está com o nome limpo, vai lá e financia, compra insumo, planta, gera renda, emprego e movimenta a economia do município”, aponta Heitor Schuch. Na opinião de deputado, “o fácil foi liberar R$ 5.100 para todo mundo, liberar o FGTS, agora, a coisa mais urgente é garantir a anistia dessas contas para que o cidadão possa ir no banco e dizer e que minha dívida está anistiada, quero continuar produzindo, plantando, criando gado, suínos, aves, plantar trigo, que está na hora, aí a economia volta ao normal”.

Aprovação antes do recesso

O projeto de lei complementar sobre a dívida dos estados com a União, assinado por Pacheco, deve ser votado em regime de urgência pelo Senado sem passar por comissões temáticas. O senador Davi Alcolumbre (União-AP) é cotado para a relatoria da proposta. A expectativa é de que o texto seja aprovado pelo Senado antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho.

Socorro aos produtores

O deputado Luciano Zucco (PP/RS)  sugeriu a edição de uma Medida Provisória para agilizar o socorro ao setor produtivo. Ele cobrou do ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome),na Marcha à Brasília Pela Reconstrução dos Municípios do Rio Grande do Sul, agilidade do governo. O evento reuniu cerca de 400 gestores municipais de todas as regiões do Rio Grande do Sul.

Mourão na Marcha dos Prefeitos

Senador Hamilton Mourão

O relator da Comissão Temporária para o Rio Grande do Sul, senador Hamilton Mourão (Republicanos/RS), que participou da marcha dos prefeitos, em Brasília, afirmou que “uma das preocupações apresentadas por representantes dos municípios é a burocracia na liberação de recursos pelo Governo Federal. A falta desses recursos pode interferir no fechamento das contas dos municípios, preocupados em atender a Lei de Responsabilidade Fiscal. Um total de R$ 12,5 bi em prejuízo foi informado pelos municípios, segundo dados da CNM. Dos 478 municípios gaúchos afetados pelas cheias, 323 continuam em situação de emergência e 95 em estado de calamidade, segundo a última atualização da Defesa Civil do Estado.

Prejuízos no agronegócio

O prejuízo no agro gaúcho é estimado em R$ 3 bilhões após enchentes. O governo federal tem anunciado apoio ao agronegócio. Entre as medidas está a abertura de R$ 2 bilhões em crédito via

A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *