Quem está gostando da polarização na política Brasileira? (Nilso Romeu Sguarezi)

Nilso Romeu Sguarezi/Divulgação

Nos últimos 20 anos, o lulopetismo tem usado como slogan de suas campanhas eleitorais a expressão NÓS CONTRA ELES” usada desde que o octogenário Lula perdeu a eleição para Fernando Collor em 1989  Pouca gente sabe que este slogan do “nós contra eles”, era usado por Hitler na Alemanha nazista, pois foi Carl Schmitt (1888–1985), filiado ao Partido Nazista – NSDAP, colaborador pessoal de Hitler, que a criou a expressão no livro que escreveu “DER BEGRIFF DES POLITISCHEN, em português “O CONCEITO DO POLÍTICO“afirmando que a distinção especificamente política tinha que ser entre o amigo e o inimigo(Freund und Feindou seja, NÓS (o amigo) ELES (o inimigo).

A verdade é que o PT, que se diz de esquerda, nasceu usando um slogan nazista da ultra direita nas suas campanhas para acusar os outros (eles) de nazistas e fascistas como usa até hoje.

Quanto ao jovem Bolsonaro – estreante na disputa presidencial – foi em julho deste ano que já fez a terceira troca do seu marketing de campanha, ao contratar DUDA LIMA, conhecido como o MAGO DO ABC, o marqueteiro vitorioso da campanha de 2018 de Jair Bolsonaro e em 2024, na reeleição de Ricardo Nunes, Prefeito de São Paulo. Em maio Flavio dispensou Marcelo Lopes – o Marcelão, admitindo Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer, agora substituídos por Duda Lima.

A mudança de tom da campanha do filho do Bolsonaro, com orientação do seu novo marqueteiro, veio rapidamente. No último dia 6(seis) de agosto, um dia depois de ter anunciado seu Vice o Deputado Federal Antônio Gaspar de Mendonça (PL) – competente e corajoso relator da CPI do INSS, Flávio anunciou que agora o ritmo da campanha, também será o NÓS CONTRA ELES.

Segundo analistas políticos da Jovem Pan e CNM, a mudança objetiva recuperar o antipetismo para reavivar a polarização.

Será mesmo que neste Brasil de duzentos milhões de habitantesmais de 30 partidos políticosdiversos credos religiososmultiplicidade racialgrandes investimentos estrangeiros, teremos que continuar nesta polarização ideológica entre esquerda e direita?

Não será possível continuarmos sendo grandes produtores de alimentos com este crônico subdesenvolvimento. Será verdadeira burrice continuar gastando mais do que se arrecada. Sobreviver com juros elevadíssimos, causadores desta herança maldita pela impagável dívida de onze trilhões e nos últimos lugares do ranking internacional da qualidade de educação. Não, não podemos deixar que a condução da federação brasileira continue deseducando as novas gerações, quando governos estaduais já conseguiram mudar para índices de educação de países desenvolvidos, como Paraná, Goiás e Ceará.

Estarmos no começo da campanha eleitoral, mas até o momento, dos dois candidatos que aparecem na preferência do eleitorado, ainda nada sabemos de seus programas e compromissos. Exigência até de ordem moral, cobra de todos os candidatos que, claramente mostrem como tirar a nação desta lamentável realidade, em que a maioria da população está endividada, o crime organizado e o tráfico de drogas infiltrado nas instituições, juros altos que espantam investimentos estrangeiros e impedem os nossos de progredirem para criar empregos. Estão aí os fatos incontroversos de que investimentos estrangeiros continuem saindo da Bolsa de Valores. Que continue crescendo a lista de grandes empresas brasileiras, indo instalarem-se em outros países, tudo em função de menor custo de tributação e livres das amarras burocráticas e ambientais.

Evidente que existe a expectativa do fim da esquerda, sem renovação de lideranças a mais de 20 anos continuar no poder. Fundamental, como tem acontecido ultimamente que a direita se una no segundo turno. Mas aqui, nesta polarização, do NÓS CONTRA ELES, não seria uma tática preventiva da disputa ficar apenas entre Lula e Bolsonaro, afastando os demais candidatos dotados de conhecimento e práticas de administração pública e fichas limpas, para recolocar o Brasil nos trilhos, conseguindo assim acordar o gigante adormecido?

Mais uma vez, só uma briga do poder pelo poder?

Resta a esperança de que os eleitores brasileiros que votarem no candidato vencedor, possam bater no peito e vibrar com o acerto dos seus votos, podendo depois de décadas,  dizer ALTO E BOM SOM, votei no melhor candidato.

NILSO ROMEU SGUAREZI, advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor da tese da CONSTITUINTE EXCLUSIVA, com 50% de homens e mulheres, sem fundo eleitoral, com voto distrital e inelegibilidade de dez anos para quem escrever a nova constituição.