Quem retomará as ferrovias? (Nilso Romeu Sguarezi)

Nilso Romeu Sguarezi/Divulgação

Fiquei impressionado com a repercussão do meu último artigo sobre “MAIS FERROVIAS MENOS CAMINHÕES”, aqui publicado. Recebi vários vídeos sobre este tema fundamental para a nação. Dois deles deixo aqui os links, com a recomendação de assisti-los pois enriquecem de argumentos este assunto que será intensamente debatido na eleição. (https://www.instagram.com/reel/DcJLSaVvP37/?igsi=c2dscWc5NWFmNTAz) – (https://share.google/3yTTfNrJLnNEXjbBg).

Assim como foi um Presidente da República que cessou a construção e manutenção das ferrovias, tentando justificar que  “GOVERNAR É ABRIR ESTRADAS”, nada mais apropriado e oportuno, que o futuro presidente corrija este engano, recolocando o BRASIL NOS TRILHOS. Sem isso jamais atingiremos o pleno desenvolvimento.

Verdade que ferrovias tem custo maior para serem construídas, mas é verdadeiro que elas têm maior durabilidade. Indiscutível que transportam mais barato e ainda com maior capacidade de carga. Não são causa de tantos acidentes e mortes como os caminhões de carga, e hoje podem ser facilmente entregues à iniciativa privada para construí-la com o frete obterem grandes lucros.

Chegou a hora de dizer: GOVERNAR É SALVAR VIDAS e nada mais precisará ser explicado e justificado, porquanto é inavaliável cessarmos com a matança de vidas nas nossas precárias rodovias. Vida não se vende, não se compra, VIDA NÃO TEM PREÇO!

Tem sido clara a omissão do governo federal, não apenas nesta questão do transporte ferroviário, mas em vários outros setores da economia. No programa do candidato José Serra em 2002, constava a meta de produzir aqui mesmo, nitrogênio, fósforo e potássio, nos livrando das importações.

Estes minerais existem nas nossas terras raras em abundância para serem aqui fabricados e usados na produção de alimentos, como milho, soja, sorgo, trigo e frutas. Teríamos uma economia substancial, sem a dependência das onerosas importações. Apesar disso, estamos aumentando a quantidade, e principalmente qualidade da nossa produção, além de usarmos outras áreas sem destruir reservas florestais.  Citamos apenas o exemplo do Noroeste Baiano, onde nos últimos cinco anos, está se conseguindo o melhor índice de produtividade no trigo, do qual, ainda somos dependentes de importação. Mas todas as regiões do cerrado nordestino podem ser cultivadas com irrigação e sementes já desenvolvidas para isso.

São os números que comprovam que o Brasil produziu 7,87 milhões de toneladas de trigo em 2025, mas deverá produzir apenas 5,8 milhões em 2026. Estimativa da CONAB é que vamos ter que importar nesta safra 26/27, aproximadamente 7,1 milhões de toneladas.  Esse será o maior volume de importação dos últimos 20 anos. Vejamos o atual quadro da produção de trigo brasileiro.

Estado

Bahia

Paraná

Rio Gr do Sul

Area

5 mil ha

819 mil ha

1.157 mil ha

Produção

30 mil t

2.77 milhões t

3.5 milhões t

Produtividade

6.000 kg/ha

3.383 kg/ha

3.097 kg/ha

Participação

O,5%

43,4%

56,1%

A produtividade baiana de 6 toneladas/hectare é 77% superior à do Paraná e 94%  à do Rio Grande do Sul na estimativa de 2025. Estudos da Embrapa mostram que apenas na Bahia a área de plantio de trigo pode passar do 500 mil hectares, bastando fazer uma rotação nas culturas de soja e algodão, se houver financiamento governamental para irrigação, pois rios e água que lá existe. A pergunta que não cala é:  por que não sermos autossuficientes em trigo e assim assegurarmos o pão nosso de cada dia também ao norte e nordeste? Isso livraria aquelas populações de depender do trigo do Sul, pela grande distância quilométrica, bem como da cara importação do trigo estrangeiro.

Num PLANEJAMENTO DE ESTADO, em poucas décadas isso seria resolvido. Como ainda não foi, a primeira providência que temos a tomar, é passar a responsabilidade para os novos governantes que tenham, além de capacidade, consciência de planejamento de estado.  Leitor, te convido assistir este vídeo e na sequência ler, sem custo,  este esclarecedor livro O BRASIL PODE MAIS, https://youtu.be/hKduQ1cWj8M?is=y1snTGMzv8AYMXvZ

Com isso contribuímos para a tomada de consciência do nosso eleitorado na escolha do novo presidente. Governar é fazer, realizar e não só prometer. O famoso TREM BALA, com edital lançado por Lula em 2010 para ficar pronto para as Olimpíadas de Verão de 2016, no Rio de Janeiro, foi mais uma promessa que nem saiu do papel, mas já consumiu milhões com os cargos de comissão dos cumpanheros do petismo.

NILSO ROMEU SGUAREZI, advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor da tese da CONSTITUINTE EXCLUSIVA, com 50% de homens e mulheres, sem fundo eleitoral, com voto distrital e inelegibilidade de dez anos para quem escrever a nova constituição.