Master ainda contamina o tabuleiro eleitoral

Michele (Isaac Nóbrega, PR), Zema (Rafa Neddermeyer, Agência Câmara) Caiado (Zeca Ribeiro, Câmara dos Deputados) Flávio Bolsonaro (Saulo Cruz, Agência Senado)

A crise envolvendo o Banco Master continua produzindo reflexos na pré-campanha presidencial e dentro do Congresso.

O caso passou a ser tratado por parlamentares como teste de resistência política para o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Aliados trabalham para reduzir danos, enquanto adversários tentam ampliar o desgaste.

A avaliação nos bastidores é de que o episódio ainda pode influenciar alianças e o discurso moral da campanha. Enquanto isso, Flávio está em Washington, para tentar uma foto com Donald Trump. Se ele conseguir, e se isso pode ajudar, só saberemos depois.

Fila presidencial cresce no campo conservador

Com o desgaste político aumentando, outros nomes passaram a ocupar mais espaço no debate eleitoral. Michelle Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema intensificam movimentos de articulação nacional.

O problema para a direita começa a ser justamente o excesso de candidatos. Quanto mais nomes surgem, maior o risco de fragmentação política e disputa interna antecipada.

Congresso afrouxa fiscalização partidária

A aprovação, pela Câmara, do projeto que flexibiliza regras de fiscalização dos partidos reacendeu críticas de entidades de controle e transparência. A proposta é vista por adversários como nova tentativa de “blindagem política” em pleno período pré-eleitoral.

Organizações como a Transparência Internacional Brasil defendem que o Senado promova audiências públicas antes da votação final.

Senado vira última barreira institucional

Agora o foco está no Senado. A expectativa é saber se os senadores manterão o texto aprovado pelos deputados ou se haverá endurecimento das regras. Nos bastidores do Congresso, cresce a pressão para mudanças antes do recesso parlamentar de julho. Juristas alertam que parte das alterações pode enfrentar questionamentos no STF por possível afronta ao princípio da anualidade eleitoral.

Ficha Limpa volta ao centro da disputa

O Supremo Tribunal Federal iniciou julgamento virtual sobre mudanças na Lei da Ficha Limpa. O debate pode reduzir prazos de inelegibilidade e reabrir espaço eleitoral para políticos hoje fora da disputa.

A ministra relatora, Cármen Lúcia, primeira a votar, deu o recado. Considerou inconstitucionais as regras aprovadas pelo Congresso e flexibilizaram pontos da Lei da Ficha Limpa. Ela classificou as mudanças como “um patente retrocesso”.

Fim da escala 6×1 acelera no Congresso

Outro tema que promete dominar é o debate sobre o fim da jornada 6×1. O final de semana foi de reuniões com parlamentares, governo, e nesta segunda-feira, o presidente da Câmara, Hugo Motta, com o presidente Lula.

Tudo caminhando, mas o principal ponto de discordância continua sendo a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas. Com as eleições se aproximando, partidos tentam evitar desgaste diante de uma pauta com forte apoio popular e sindical.

A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa