Os absurdos do nós contra eles (Nilso Romeu Sguarezi)

Nilso Romeu Sguarezi/Divulgação

Quem tem usado a internet para acompanhar a atual campanha eleitoral, é testemunha presencial e ocular das mais variadas e malucas interpretações desta miscelânea de 30 partidos, dos quais 13 apresentaram candidatos a presidente.

Mera coincidência ser o mesmo número 13(treze) do partido que pretende conseguir o 6º (sexto) mandato para ficar 24 anos no poder.

De certa forma, existe liberdade de expressão na internet e redes sociais, mesmo que se tenha que conviver com o monte de infâmias, calúnias, e narrativas fanáticas de aloprados, que na falta de fatos verídicos desta triste realidade econômica, política e social – que fomos jogados – criminosamente detratam a reputação dos adversários.

 São as narrativas mentirosas na tentativa de influenciar e convencer os eleitores pelas fakenews.  Não bastasse este clima belicoso é a total falta de segurança jurídica criada pela indevida interferência ideológica e partidária propositalmente infiltrada nos tribunais com a nomeação de advogados de partidos, que nem conseguiram passar em concurso de juiz substituto.  Cabe ao eleitor consciente separar a loucura e a paixão desses aloprados, para saber onde está a verdade e a realidade. Os maus exemplos vieram e continuam vindo do próprio poder judiciário, pelas estapafúrdias decisões de alguns dos seus membros.

 Atropelos ilegais antes do julgamento do recurso, como aqueles que censuraram e impediram que o candidato Deltan Dalagnol pedisse votos. Mais uma vez o SOBERANO PODER DO POVO DO PARANÁ, O ELEGEU SENADOR com 2.904.594 de votos, comprovando que o julgamento popular tem isenção e discernimento ao julgar.

Todo juiz isento e imparcial – esteja onde estiver – deve ser um OBSERVADOR ATENTO D0 QUE ESTÁ ACONTECENDO NA SOCIEDADE, para que sua sentença não interfira na liberdade do voto.

No dia seguinte deste primeiro turno, Lula veio à público tentando se justificar sua derrota e das lendárias figuras da esquerda como José Dirceu, Gleyse Hofmann, Benedita da Silva, Marina Silva, Randolfe Rodrigues, Érica Kokay e de adesistas como Simone Tebet, Eduardo Paes e Renan Calheiros.

 Na sua fala Lula vociferou:

“Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave, que é a “p r o m i s c u i d a d e”   que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias.”

Foi pior a emenda que o soneto ao classificar o STF de promiscuidade.  A verdade nua e crua é que estes, que agora ele chama de promíscuos, foram os mesmos que no passado, não podendo absolvê-lo das comprovadas condenações de corrupção em três instâncias, usaram filigranas jurídicas ignorando os princípios da moralidade pública, para optarem pela “descondenação”.

Não adianta trocar o marqueteiro, e continuar mentindo e esbanjando besteiras, como chamar o deputado mais votado do Brasil, o jovem idealista Nicolas Ferreira, de “piá de bosta”.

Evidente que a maioria das pesquisas errou nas suas previsões. Agora, talvez em função do apoio declarado dos outros candidatos que se incorporaram ao vencedor, – tendência que vem ocorrendo na América Latina – os pesquisadores se apressaram em anunciar que a diferença de votos será ainda maior. Mera lógica matemática do apoio dos partidos do centrão, que causou o inusitado fato na história do Senado Brasileiro, acontecido na 3ª sessão do dia 8 de outubro sobre a discussão da PEC 5 X 2, quando apenas 2 (dois) oradores falaram: Paulo Paim (PT-RGS) e Confúcio Moura (MDB-RO).

Candidato Partido Votos % obtido
Cury Avante 3.448.569 2.89%
Caiado PSD 2.605.148 2.18%
Zema NOVO    326.488 0,27%
Total   5.380.205 5.34%

Flavio – PL 56.104.503 47,03 %
Lula – PT
53.879.538
45,16%
Diferença    2.224.965   1,87%

Além da fria realidade dos números, existe outro fator difícil de ser quantificado, mas real e conhecido para quem faz campanha eleitoral no Brasil, que é a existência de considerável número de eleitores que não querem perder o voto. Sempre acabam votando no provável vencedor. Todo voto que muda de lado, sempre valerá dois para o vencedor e, bem por isso, que algumas pesquisas já apontam uma diferença favorável ao filho do mito por mais de 10% (dez por cento).

NILSO ROMEU SGUAREZI, advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor da tese da CONSTITUINTE EXCLUSIVA, com 50% de homens e mulheres, sem fundo eleitoral, com voto distrital e inelegibilidade de dez anos para quem escrever a nova constituição.