Eleições 2026: pesquisas em três Estados mostram cenários abertos e disputas polarizadas

Ilustração: Edgar Lisboa com recursos de IA

Levantamento da Genial/Quaest revela quadros distintos em Goiás, Ceará e Rio Grande do Sul, com lideranças consolidadas, alto índice de indecisos e projeções ainda em aberto para o segundo turno.

Goiás: Vilela lidera com folga e herda força de Caiado

Em Goiás, o atual governador Daniel Vilela (MDB) aparece na dianteira em todos os cenários. No levantamento estimulado, soma 33%, seguido por Marconi Perillo (PSDB), com 21%. A deputada Adriana Accorsi tem 10%, e o senador Wilder Morais registra 9%. Indecisos são 15%, enquanto 12% declaram voto branco, nulo ou abstenção.

Nos cenários de segundo turno, Vilela amplia vantagem:

  • Contra Perillo: 46% a 27% (15% branco/nulo/abstenção e 12% indecisos);
  • Contra Wilder Morais: 51% a 21% (16% branco/nulo/abstenção e 12% indecisos).

A rejeição é liderada por Perillo (50%), seguido por Adriana Accorsi (26%) e Vilela (19%). O cenário é reforçado pela aprovação de 84% ao governo de Ronaldo Caiado, padrinho político de Vilela.

Na disputa ao Senado, Gracinha Caiado lidera com 22%, seguida por Vanderlan Cardoso (12%), Zacarias Calil (11%) e Gustavo Gayer (10%).

Ceará: disputa embaralhada e alta indefinição

No Ceará, o cenário é mais volátil. Na espontânea, Ciro Gomes lidera com 9%, seguido pelo governador Elmano de Freitas (7%), enquanto 81% dos eleitores ainda não definiram voto.

Na estimulada, Ciro aparece com 41%, contra 32% de Elmano. Já em outro cenário, Camilo Santana lidera com 40%, seguido por Ciro (33%).

Outras simulações mostram:

  • Elmano com 39% contra 16% de Roberto Cláudio;
  • Camilo com 49% frente a 12% de Roberto Cláudio.

No segundo turno:

  • Camilo vence Ciro: 44% a 39%;
  • Ciro vence Elmano: 46% a 35%;
  • Elmano vence Roberto Cláudio: 46% a 26%;
  • Camilo supera Roberto Cláudio: 58% a 20%.

O quadro indica disputa fragmentada, com diferentes lideranças conforme o cenário e elevado grau de indecisão do eleitorado.

Rio Grande do Sul: empate técnico e segundo turno decisivo

No Rio Grande do Sul, a corrida ao Palácio Piratini começa equilibrada. Juliana Brizola (PDT) lidera com 24%, seguida de Luciano Zucco (PL), com 21% — empate técnico dentro da margem de erro. Gabriel Souza aparece com 6%. Indecisos somam 34%, e 12% declaram voto branco, nulo ou abstenção.

Nos cenários de segundo turno:

  • Juliana vence Zucco: 35% a 27%;
  • Juliana vence Gabriel Souza: 35% a 27%;
  • Zucco vence Gabriel Souza: 28% a 20%.

A leitura política reforça o peso das alianças: Zucco é associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Gabriel Souza ao governador Eduardo Leite, enquanto Juliana Brizola conta com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na disputa ao Senado, Manuela d’Ávila aparece com cerca de 13% a 14%, seguida por Germano Rigotto (12%), com outros nomes próximos.

Leitura geral: favoritismo localizado e incerteza nacional

Os dados mostram um padrão: liderança mais consolidada em Goiás, disputa aberta no Ceará e equilíbrio no Rio Grande do Sul. Em comum, o peso ainda elevado dos indecisos e a forte influência de padrinhos políticos, sinalizando que o quadro eleitoral de 2026 segue em formação. Vale a pena lembrar que as pesquisas mostram a situação do momento.

Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa