Debates aquecidos em Brasília

Marcelo Moraes (Crédito: Mário Agra, Câmara dos Deputados)

O Encontro de Prefeitos que reúne gestores municipais e vereadores de todo o país em Brasília, com o objetivo de aproximar as prefeituras dos programas do Governo Federal e fortalecer o pacto federativo, ajudou a aquecer os debates no Congresso Nacional. Além disso, as decisões contra tudo e contra todos de Donald Trump, tem provocado manifestações dos parlamentares que elevaram o tom, em alguns casos, além do habitual. O presidente Lula defende o diálogo e o respeito, mas deu o recado, sem rodeios.

Prefeitos e vereadores em Brasília

O deputado Marcelo Moraes (PL/RS), destacou “a romaria de prefeitos e vereadores, em Brasília, e isso se dá em função do Pacto Federativo que nós temos no Brasil”. Na opinião do parlamentar, “hoje, o bolo dos impostos é dividido de uma forma que fica injusta com quem está lá na ponta executando serviços básicos que são os prefeitos”.

Concentração de impostos

Marcelo Moraes acentua que “57% dos impostos ficam concentrados em Brasília, 25% dos impostos são divididos entre todos os estados e sobra apenas 18% para dividir entre os mais 5.500 municípios de todo o Brasil, de forma proporcional; é óbvio, e isso acaba sendo pouco para aqueles que têm a população no seu balcão e precisam entregar bons projetos e melhorias à população”, critica o congressista.

Portas abertas

Pontua Marcelo Moraes: “Isso faz com que os prefeitos e vereadores venham a Brasília. A gente fala de um termo carinhoso, que muitas vezes com chapéu na mão, buscando recursos para fazer uma obra, para poder lá fazer um calçamento, para poder ajudar a cultura, a educação, a saúde”.

Moraes convocou os parlamentares para um esforço conjunto para levar cada vez mais recursos para os municípios do Rio Grande do Sul.

Comando das comissões

Em relação à eleição da mesa, onde o PL apoiou o deputado Hugo Motta (Republicano/PB), Marcelo Moraes afirmou que, “é importante destacar que dentro desse bloco existiam vários partidos, e que se o PL não fizesse parte deste bloco, e estivesse fora do grupo que ganhou a eleição, o Partido não teria condições de indicar as maiores comissões. Hoje, por exemplo, a primeira, segunda e a quarta comissão, aqui da Câmara, as escolhas são do PL, entre elas a CCJ, que é uma comissão importante e que pode aprovar projetos, além da Segurança Pública e Educação”.

Força do PL na vice-presidência

Marcelo Moraes acrescentou: “mais do que isso, o PL tem a vice-presidência da casa, o deputado Altineu Côrtes é o nosso vice-presidente hoje aqui da Câmara dos Deputados, e com certeza os projetos de interesse da direita estarão em pauta em todos os momentos em que ele assumir a presidência”.

Orçamento e Comissões

Para o parlamentar, “o mês de fevereiro é o mês que se discute ainda o orçamento da União, é o mês que se discute quem são os nomes que vão estar à frente das comissões”.

O importante, compromete-se o deputado, “a gente está aqui sempre de portas abertas para atender, principalmente, os nossos amigos, as delegações que vêm do Rio Grande Sul para tentar cada vez mais ajudá-los”, disse.

A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa