COP30: oportunidade histórica

Daniel Trzeciak (Crédito: Lucian Brum/ Divulgação)

O embaixador André Corrêa do Lago, recém nomeado presidente da COP30, conferência que se realizará, em Belém, no Pará, em novembro deste ano, chega num momento em que o debate ambiental é bastante intenso.

Na avaliação do deputado Daniel Trzeciak, do PSDB gaúcho, “é uma oportunidade histórica para o Brasil”.

Crítico das soluções ambientais

O embaixador vai enfrentar um desafio, agora, agravado pelas manifestações do novo presidente norte-americano, Donald Trump, um crítico das soluções ambientais que vem sendo desenvolvidas, inclusive, anunciou a saída dos Estados Unidos do acordo de Paris.

Brasil trará direções positivas

“Não é exatamente o momento de águas tranquilas, assim, mas justamente o desafio se torna ainda mais interessante e há uma expectativa muito grande que o Brasil possa trazer algumas novas, boas e possíveis direções para esse debate”, acentuou André Corrêa do Lago.

Injustiça climática

Na opinião do deputado federal, Daniel Trzeciak, a realização da COP30 em Belém, no coração da Amazônia, representa uma oportunidade histórica para o Brasil assumir um papel de protagonismo global na agenda climática. Que possamos liderar, absorver e, acima de tudo, aplicar as melhores experiências e soluções sobre preservação ambiental, justiça climática e transição energética justa”.

Inclusão social

Na visão do parlamentar, “é o momento de conciliar desenvolvimento econômico, conservação ambiental e inclusão social, na busca por um futuro mais resiliente e equilibrado para todos”, acentuou o congressista,

Discurso antiambiental

A COP30 ganha a partir de agora, inclusive a relevância de ser um contraponto a esse discurso antiambiental. Para o embaixador André Corrêa do Lago, o que vem ocorrendo é um elemento importante e positivo. Tenho como tantas pessoas, a convicção de que a mudança do clima está aí para ficar e que, portanto, essas medidas serão positivas para a população mundial e podem ser positivas também para a economia”.

Disposição politica

“A ajuda financeira dos países desenvolvidos, não vai acontecer da maneira como se esperava, ou seja, não há mais essa disposição política e muito menos resultados financeiros da discussão política que era muito mais forte anteriormente”, avaliou o diplomata brasileiro.

Discussão financeira

Para o embaixador André Corrêa do Lago, “a discussão financeira vai ser uma das quais nós vamos ter que nos dedicar mais, mas eu acredito que aqui no Brasil estamos trabalhando muito, não só com o Ministério do Meio Ambiente, mas o Ministério da Fazenda, Banco Central, nós temos que encontrar aí caminhos realistas para enfrentar uma situação política que não dá para negar”.

Debate racional

“Nós temos que ter dentro do Brasil um debate racional sobre essa questão, baseado em informação, porque infelizmente no momento a gente está ouvindo quem é totalmente contra ou quem é totalmente a favor”.

Meio termo

Na visão do responsável pela COP30 “tem um meio termo que eu acredito que seja muito mais próximo da racionalidade e que eu acho que nós temos que estimular esse debate nesses próximos meses para que a gente tenha uma inclusão baseada nos interesses do Brasil”.

A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa