Marcel Van Hattem, Sanderson, Germano Rigotto, Manuela D´Ávila, Paulo Pimenta e Frederico Antunes
Por Edgar Lisboa
A primeira pesquisa do Instituto Brasmarket sobre a corrida ao Senado no Rio Grande do Sul, divulgada nesta segunda-feira (6), indica o deputado federal Marcel van Hattem (NOVO) na liderança das intenções de voto para uma das duas vagas que estarão em disputa nas eleições de outubro. O levantamento também mostra o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL) na segunda colocação, consolidando um cenário em que os dois parlamentares aparecem à frente dos demais pré-candidatos.
No somatório do primeiro e do segundo votos sistema adotado porque cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, Marcel van Hattem registra 35,7% das intenções de voto. Em seguida aparecem Sanderson, com 24,1%; o ex-governador Germano Rigotto (MDB), com 19,5%; Manuela D’Ávila (PCdoB), com 17,4%; o ex-ministro Paulo Pimenta (PT), com 13,2%; e o vice-governador Frederico Antunes (PSD), com 8%. Brancos e nulos somam 29%, enquanto 53,2% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder.
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 3 de julho, com 1.200 eleitores, tem margem de erro de 2,84 pontos percentuais e está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RS-09741/2026 e BR-00409/2026.
Duas cadeiras em disputa
Os gaúchos elegerão, neste ano, dois senadores para mandatos de oito anos, em substituição às vagas atualmente ocupadas por Luís Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT), cujos mandatos se encerram em 2027.
Heinze já anunciou publicamente que não disputará a reeleição. Paulo Paim, por sua vez, havia comunicado ainda no início do processo eleitoral que também não pretende concorrer a um novo mandato, encerrando uma trajetória de mais de três décadas no Congresso Nacional.
O terceiro representante do Rio Grande do Sul no Senado, Hamilton Mourão (Republicanos), permanece no cargo até 2031 e, portanto, não participa da disputa deste ano.
Com a saída de dois senadores experientes, a eleição de outubro promoverá uma ampla renovação da bancada gaúcha na Câmara Alta, tornando a disputa uma das mais relevantes do cenário político estadual. Além da definição dos novos representantes do Rio Grande do Sul, o resultado influenciará o equilíbrio de forças no Senado Federal a partir de 2027, em um momento de intensos debates sobre reformas econômicas, segurança pública, pacto federativo e relações entre os Poderes.
Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa