
O deputado federal Osmar Terra (PL-RS) classificou como “gravíssimo” o que chamou de “golpe dos precatórios”. A crítica ocorre após a Polícia Federal investigar suspeitas de fraude envolvendo pagamentos e cessões de créditos judiciais.
Segundo o parlamentar, “fundos de investimento e escritórios compravam precatórios com deságio, alegando demora no recebimento, e depois teriam acesso ao valor integral pago pelo governo”.
Dívida e investigação
Em 2023, o governo abriu crédito extraordinário de R$ 93,1 bilhões para quitar precatórios atrasados em cumprimento a decisão do STF, segundo Câmara, Senado e Tesouro Nacional. Para Terra, o caso exige apuração rigorosa: “Endividaram o país para financiar um esquema monstruoso”, afirmou.
Distensão estratégica
A tendência, a partir de agora, após a reunião entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, é de uma relação mais cautelosa, porém mais objetiva; centrada em comércio, segurança e minerais estratégicos. O encontro entre os dois presidentes pode inaugurar uma nova fase de pragmatismo entre Brasil e Estados Unidos, menos marcada por confrontos ideológicos e mais orientada por interesses econômicos e geopolíticos.
Lula e Trump: Diálogo interessa aos dois

Em meio à pressão eleitoral nos dois países, a redução do tom hostil interessa aos dois lados. Para Lula, significa retirar da oposição o discurso do isolamento internacional; enquanto para Trump, abre espaço para ampliar influência na América do Sul sem aprofundar desgastes diplomáticos. Por enquanto, parece bom para Brasil e EUA.
Terras raras e crime organizado
A aproximação também projeta uma agenda de longo prazo. O interesse americano nas terras raras brasileiras coloca o país no centro da disputa global por tecnologia, energia e soberania industrial. Ao mesmo tempo, o diálogo sobre segurança evita radicalizações, como o enquadramento de facções brasileiras como terrorismo, mas mantém aberta a cooperação contra o crime organizado. O próximo passo dependerá da capacidade de transformar gestos políticos em acordos concretos.
Consignado em debate

O deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS), mais uma vez, saiu em defesa dos aposentados, ao apoiar a renegociação de dívidas proposta pelo governo, mas criticou mudanças no crédito consignado.
Para o parlamentar, “reduzir a margem disponível empurra idosos para empréstimos mais caros e amplia o risco de superendividamento”.
A avaliação é que o governo acertou ao extinguir o “cartão bandido”, mas errou ao encolher o limite do consignado tradicional.
“Entre o governo e o aposentado”
Ao afirmar que “fica com o aposentado”, Pompeo de Mattos transformou o debate técnico sobre crédito em discurso político de proteção social.
O deputado argumenta que limitar gradualmente o consignado pode agravar a dependência de crédito pessoal com juros elevados. A cobrança feita ao governo é direta: preservar os 45% de margem e garantir acesso ao crédito barato para despesas básicas, como remédios e alimentação.
A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.
Edgar Lisboa