
Indiscutível que a maior potência do planeta ainda seja os Estados Unidos da América, apesar dos grandes avanços da China, principalmente depois que fracassou a tentativa de implantar o regime comunista, que não deu certo em nenhum país livre.
Mas o sistema democrático de governo americano vem pagando um preço muito caro por depositar tanto poder na mão de uma única pessoa, como é o SISTEMA PRESIDENCIALISTA. Dos 45 presidentes que os americanos já tiveram, 4(quatro) foram assassinados e 3(três) feridos em atentados, sem contar as outras tentativas que o serviço secreto de segurança dos presidentes americanos, sistematicamente escondeu da opinião pública.
Abraham Lincoln (1865, morto por John Wilkes Booth), James A. Garfield (1881, por Charles J. Guiteau), William McKinley (1901, por Leon Czolgosz) e John F. Kennedy (1963, por Lee Harvey Oswald).
Além de Trump, que já sofreu três atentados, outros dois presidentes também sofreram tentativas de assassinato: Ronald Reagan, enquanto estava no cargo (1981, por John Hinckley Jr.), e o ex-presidente Theodore Roosevelt (1912, por John Schrank).
No nosso arcaico presidencialismos também houveram atentados malsucedidos, como em 06/09/2018, a facada contra Jair Bolsonaro, mas antes disso também José Sarney, Carlos Lacerda e o próprio imperador Don Pedro II, e até mesmo Costa e Silva em 25 de julho de 1966, quando um artefato explodiu no saguão do Aeroporto de Guararapes, no Recife, e matou o vice-almirante Nelson Gomes Fernandes e o jornalista e secretário de governo de Pernambuco Edson Régis de Carvalho, além de deixar 14 feridos. O alvo era o então ministro do Exército e futuro presidente da República, general Artur da Costa e Silva, que escapou pela sorte de ter mudado a sua rota de viagem programada, pois em vez de desembarcar diretamente no Recife, onde era aguardado por uma comitiva para um evento da SUDENE, o general seguiu de carro de João Pessoa para a capital pernambucana, lá chegando após o ocorrido.
Além disso, já tivemos as renúncias de Deodoro da Fonseca (1891), Getúlio Vargas (1945), Jânio Quadros (1961) e Fernando Collor de Mello (29/12/1992, quando percebeu que seria cassado). Essas renúncias ocorreram em momentos de forte crise política, algumas sob pressão militar ou iminente processo de impedimento como foi a cassação de Dilma Rousset em 31/08/2016.
Deixar tanto poder na mão de uma única pessoa, nos tempos atuais, é um risco que a democracia superou com o SISTEMA PARLAMENTARISTA, como tentamos na Constituinte de 1988, quando foi aprovado na Comissão do Sistema de Governo, mas pela manobra do Centrão se optou por um plebiscito. Abra-se um parêntesis para lembrar que além do próprio Ulisses Guimarães, Presidente da Assembleia Constituinte, a absoluta maioria dos governadores também tinham pretensão à presidência, como sempre terão. Foi assim que de setembro – em mais uma manobra do Centrão – foi antecipada a consulta para 21 de abril de 1993, para que a força e influência dos então governadores pretendentes à presidência, com propaganda sub-reptícia e claro abuso de poder, promovessem a campanha pró presidencialismo.
“De um universo de 90.256.461 eleitores na época, compareceram às urnas 66.209.385 (73,36%), mas apenas 36.685.630 (55,41%) eleitores optaram pelo sistema presidencialista de governo – vale dizer pouco mais de um terço dos eleitores da época e, ainda assim 16.415.585(24,79%), optaram pelo parlamentarismo mesmo contra toda a propaganda dos governantes. https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2013/Abril/plebiscito-sobre-forma-e-sistema-de-governo-completa-20-anos
Considerando que hoje temos quase o dobro de eleitores, perto de 160 milhões, todos conscientes do fracasso deste sistema presidencialista, que só sabe criar arremedos de partidos e seus donos, que se envolvem em negociatas e maracutaias com os bilhões dos fundos eleitorais e das emendas parlamentares – fonte permanente de corrupção que impede um planejamento de estado, nossa população optaria por outro sistema. Mesmo que presidencialista mas com voto distrital e facultativo para selecionar em prévias os melhores candidatos.
Mas para que isso ocorra, apenas uma CONSTITUINTE EXCLUSIVA, para escrever novas regras do poder público e responsabilidade dos governantes para impedir a corrupção que rouba e crime organizado que já participa do poder institucionalizado pelos corrompidos governantes.
Basta uma amostra do que aconteceu agora com a inesperada visita de Lula ao Trump – ninguém sabe a verdade do que trataram – até porque nada de prático e oficial foi publicado. Meras narrativas de um Trump arrogante, e a costumeira demagogia populista de Lula, ambos mendigando favores inconfessáveis na tentativa de estancarem a desaprovação de suas péssimas gestões.
Passou o tempo de um só indivíduo, ainda octogenário, decidir o destino de milhões. O presidencialismo com reeleição não é um sistema de governo justo e muito menos democrático.
Em excelente texto de junho de 2025 intitulado “O Poder que Cega e a Queda que se Anuncia” de Paulo Lemos, advogado especialista em Direito Público-administrativo, (https://odocumento.com.br › o-poder-que-cega-e-a-queda) assim definiu “Há pessoas que confundem o exercício de autoridade com um salvo-conduto para o autoritarismo. Ocupam cargos públicos, lideranças institucionais ou espaços de influência como se fossem donos da estrutura, e não seus servidores. Julgam-se a própria lei — ou pior, acima dela. São figuras que, sob o disfarce da eficiência ou da moralidade, exercem o poder com mão de ferro, alimentando um projeto pessoal e autocrático de dominação. Governam pelo medo, pela chantagem e pela manipulação emocional. Sua liderança não se edifica no diálogo, mas no silenciamento. Não buscam justiça, mas submissão. São capazes de fingir empatia onde lhes convém, mas tornam-se cruéis, desumanas e vingativas diante de qualquer um que represente um obstáculo ao seu desejo de controle. Esses sujeitos não toleram o contraditório. Para eles, divergência é sinônimo de traição. A crítica é considerada afronta pessoal. E quem ousa se levantar contra essa lógica doentia de poder logo se torna alvo de retaliações veladas, perseguições administrativas ou exclusões simbólicas. É a lógica Narcisista do Poder”.
Caso típico do Lula em não promulgar a dosimetria das penas aprovada pela maioria absoluta de 318 votos, pelos legítimos representantes do POVO.
Recente pesquisa internacional considera o Brasil como: “UM PAÍS LINDO, MAS INSEGURO”, verdade inquestionável pela insegurança jurídica que afasta investidores externos e 41% das nossas mulheres, maioria da população, que não saem a noite pelo medo de serem assaltadas.
A falta de preparo intelectual e correto exercício do poder, como no caso da desastrosa negociação da energia de Itaipu com o Paraguai, levou empresários e líderes paranaenses que acompanham e participaram da construção desta usina, assim se expressarem: “Cá, entre nós – Me sinto um pouco responsável por não ter conseguido fazer nosso governo entender este processo. Vamos ficar sem a energia excedente do Paraguai (Itaipu), e eles com um mega HUB de IA”, com a complementação de outro líder que assim completou: “Com este governo populista e sem percepção de grandeza, o que se pode esperar?”
A esperança está nas eleições deste ano, se de fato uma renovação acontecer com novos governantes descomprometidos da imoralidade e corrupção em que o poder no Brasil se transformou.
NILSO ROMEU SGUAREZI, advogado, ex-deputado constituinte 1988, defensor da CONSTITUINTE EXCLUSIVA com 50% de membros masculinos e femininos, eleitos pelo VOTO DISTRITAL, sem necessidade de filiação partidária e fundos eleitorais, submetidos a uma inelegibilidade de 10 anos, para que o texto final seja submetido a REFERENDO POPULAR.