
A fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos provocou divergências entre governistas e oposição no Plenário da Câmara. Para Bohn Gass (PT-RS), “a viagem representa uma tentativa de escapar da Justiça, e revela receio diante de suspeitas de irregularidades em operações financeiras”.
100 dias sem embaixador na Argentina
O roteiro da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil adicionou um problema à já deteriorada relação diplomática com o governo de Javier Milei. O parlamentar chegou a Miami utilizando um jatinho fretado de uma companhia aérea argentina atualmente investigada por corrupção na gestão Milei. O episódio aprofunda a tensão entre os dois países, que completaram nesta segunda-feira (02/11) exatos 100 dias sem a presença de seus embaixadores titulares nas respectivas capitais.
Convocação dos Diplomatas
As convocações dos diplomatas para consultas tiveram início no final de julho, logo após o presidente argentino disparar ataques contra as instituições brasileiras durante a convenção do PL que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A nova crise eleva o alerta no Rio Grande do Sul, que tem a Argentina como seu segundo maior parceiro comercial, sobre o risco de maiores travamentos nas negociações comerciais de fronteira.
Assédio eleitoral no ambiente de trabalho
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registrou 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em apenas três dias de funcionamento de um novo canal de queixas. O Rio Grande do Sul contabilizou 230 denúncias no período, ocupando a sexta posição no ranking nacional. A lista é liderada por São Paulo (1.325 registros), seguida pelo Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345), Paraná (268) e Santa Catarina (259). Segundo a pasta, os auditores fiscais já estão em campo para verificar os relatos e emitir autos de infração. Além das punições administrativas, o governo federal estuda criar uma “lista suja” – nos moldes do cadastro de trabalho análogo à escravidão – para dar publicidade aos empregadores responsabilizados por coagir politicamente seus funcionários.
Lupa do MPF nas emendas
O Ministério Público Federal (MPF) iniciou um pente-fino nas prestações de contas de R$ 165 milhões em emendas parlamentares destinadas a 54 municípios gaúchos. Focada inicialmente nas regiões de Novo Hamburgo, Santa Cruz do Sul e Cachoeira do Sul, a ação já identificou que a maioria das prefeituras segue descumprindo a obrigação de dar transparência aos recursos, o que pode configurar ato de improbidade administrativa.
Cruzamento de Dados
O cruzamento de dados também revelou discrepâncias que chamaram a atenção dos procuradores. Um hospital em Santa Cruz do Sul – alvo da Operação EmendaFest da Polícia Federal em 2025 por suspeita de desvios – recebeu R$ 40 milhões em emendas em um determinado período, enquanto a Santa Casa de Porto Alegre, referência nacional de alta complexidade com seis milhões de atendimentos anuais, recebeu apenas R$ 12 milhões na mesma época. Na próxima fase, a fiscalização será ampliada para as prefeituras de Caxias do Sul e Lajeado.
Edgar Lisboa/Portal Repórter Brasília/Jornal do Comércio