
Na véspera da sessão solene que será realizada nesta terça-feira, a partir das 9 horas, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, o embaixador de Ruanda no Brasil, Lawrence Manzi, recebeu um grupo restrito de convidados para um jantar em sua residência oficial, em Brasília.
Em clima reservado, o diplomata abriu o encontro agradecendo a presença e, em especial, a cobertura do Portal Repórter Brasília. “Mas eu realmente agradeço você pela sua amizade. Por estar sempre lidando e pegando as visões internacionais dos embaixadores”, afirmou, em referência ao trabalho jornalístico voltado à agenda diplomática.
Memória e reflexão
Durante a conversa, Manzi destacou a relevância da sessão solene que ocorre hoje na Câmara Legislativa, dedicada à memória do genocídio contra os tutsis, ocorrido em 1994. O episódio, considerado um dos mais trágicos da história recente, será lembrado como forma de reflexão e conscientização.
O embaixador relembrou o cenário vivido por Ruanda há pouco mais de três décadas. Segundo ele, o país foi praticamente destruído. “Todas as fábricas foram destruídas. As pessoas morreram, a infraestrutura foi devastada. Não sobrou nada — nem profissionais, nem hospitais, nem juízes”, afirmou.
Reconstrução e desenvolvimento
Ao mesmo tempo, Manzi ressaltou a transformação vivida por Ruanda desde então. De acordo com ele, o país passou por um processo profundo de reconstrução, baseado na união da população e em políticas inclusivas.
“Quando você ouve sobre Ruanda hoje, é um país totalmente diferente. Existe um desenvolvimento notável, com as pessoas agindo em comunhão”, disse.
O diplomata destacou ainda que o país africano se consolidou como um polo estratégico no continente. “Hoje, Ruanda é um hub de tecnologia, um centro financeiro e um ponto importante para o comércio na África”, afirmou.
Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa