A derrota da base do governo Lula na CPMI do INSS teve dois protagonistas gaúchos no centro do confronto: os deputados Marcel van Hattem (NOVO) e Paulo Pimenta (PT). No embate direto, Van Hattem saiu fortalecido ao conseguir aprovar os requerimentos que determinam a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha.
Antes do início dos trabalhos, na quinta-feira (26), líderes da comissão haviam definido que os 86 requerimentos seriam votados em bloco, em uma única deliberação. Com maioria no colegiado, Pimenta avaliava que a estratégia garantiria a rejeição dos pedidos mais sensíveis, entre eles os que miravam o filho do presidente.
A oposição, porém, reagiu com rapidez. Articulado por Van Hattem, o grupo solicitou verificação de votação, exigindo registro nominal dos parlamentares presentes. A manobra mudou o cenário, expôs divergências e resultou na aprovação das quebras de sigilo, impondo revés à base governista.
O episódio, além de tensionar ainda mais os trabalhos da CPMI, projeta no plano nacional a disputa política entre dois nomes que já se movimentam de olho no Senado pelo Rio Grande do Sul em 2026.
Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa