Começa uma semana cheia na capital federal. Nesta terça-feira (9), o Supremo retoma o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e demais acusados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. O relator, ministro Alexandre de Moraes, abrirá a sessão com seu voto. Na sequência, votarão Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, o presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin.
Pressão política e anistia em pauta
Enquanto o julgamento avança, aliados de Bolsonaro intensificam a campanha em defesa de um projeto de anistia. A proposta vem ganhando força entre partidos como Republicanos, Progressistas e União Brasil, que defendem abertamente o texto.
Negociações com o Centrão
Do outro lado, o governo Lula tenta conter esse movimento. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, tem articulado com lideranças do Centrão, PSD, MDB e União Brasil para barrar a votação da anistia. A disputa política é intensa e deve se refletir no plenário da Câmara nos próximos dias.
Tarcísio no tabuleiro
Outro ponto que vem sendo avaliado nos bastidores de Brasília é a movimentação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Seu protagonismo crescente em meio à crise reforça a leitura de que trabalha intensamente para pavimentar uma eventual candidatura presidencial, mirando a rampa do Palácio do Planalto.
Confiáveis e não confiáveis
Pesquisa Genial Quest, divulgada nesta segunda-feira (8) chama a atenção para as instituições mais e menos confiáveis do Brasil, segundo a opinião pública. A pesquisa mostra que os brasileiros continuam confiando mais em instituições de fé e de força, uma expressão usada pelo próprio CEO da Quest, Felipe Nunes. Em primeiro lugar estão a Igreja catõlica, PM, e Forças Armadas, aparecem com destaque quando o tema é confiança. Já as instituições democráticas, partidos políticos, congressos e STF, estão na outra ponta.
Igreja em primeiro lugar
Em primeiro lugar estão a igreja católica, a polícia militar, as forças armadas, as igrejas evangélicas e o prefeito da cidade. São os cinco primeiros nessa lista dos mais confiáveis. Na parte de baixo nós temos como menos confiáveis os partidos políticos, as redes sociais, os juízes de futebol, o Congresso Nacional e o STF.
Congresso lidera desconfiança popular

O Congresso Nacional é a instituição entre os três poderes que mais perdeu a confiança dos brasileiros ao longo dos dois últimos anos, segundo a pesquisa Genial Quest. O índice relacionado ao desprezo ativo caiu de 54% no fim de 2022 para 45%, e foi superado pela desconfiança, que atingiu 52%. A pesquisa ouviu 12.150 pessoas entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro varia de 1 a 2 pontos percentuais e o nível de confiança chega a 95%. Já a Igreja Católica ficou no topo do ranking de confiabilidade, com 73%. Depois apareceram a Polícia Militar, as Forças Armadas e as Igrejas.