
Tradição turca, doces árabes e uma experiência que vai além do paladar
No coração de Brasília, no Conjunto Nacional, há um espaço que convida o visitante a uma pequena travessia cultural. Asmars Doces Árabes não é apenas uma cafeteria é uma experiência sensorial que mistura história, tradição e hospitalidade típica do Oriente Médio.
Logo na entrada, o ambiente remete aos mercados árabes: cores quentes, aromas marcantes e vitrines repletas de doces que parecem obras de arte. Mas o diferencial não está apenas na estética. Está no atendimento e no conhecimento de quem conduz essa experiência.
O anfitrião da experiência
À frente do espaço está César Mendes, jovem empreendedor que transforma cada atendimento em uma verdadeira aula sobre gastronomia árabe e turca. Com simpatia e domínio do tema, ele não apenas vende produtos, ele conta histórias.
Cada doce apresentado vem acompanhado de origem, curiosidades e formas tradicionais de preparo. É o tipo de atendimento que faz o cliente voltar, não só pelo sabor, mas pela conexão.
“Nosso público vem pela curiosidade e volta pela experiência”, resume.
*Doces que atravessam séculos
A variedade impressiona, são mais de 20 opções, muitas com ingredientes clássicos da culinária do Oriente Médio. Entre os destaques:

- Baklava: talvez o mais famoso doce turco, feito com camadas finas de massa filo, pistache e calda de mel.
- Kadayif (ou “ninho”): crocante, com fios delicados de massa e recheios variados.
- Ma’amoul: biscoito tradicional recheado com tâmara ou nozes.
- Halva (ou Halawa): doce à base de tahine (pasta de gergelim), muito consumido em países árabes.
- Lokum (delícia turca): cubos macios, levemente gelatinosos, muitas vezes com rosas ou pistache.
Alguns nomes citados no cotidiano da loja aparecem adaptados, como “magrumis”, que remete a variações de doces fritos típicos, semelhantes ao luqaimat, bolinhos dourados servidos com calda.
Os ingredientes também contam histórias: pistache, damasco, tâmara e especiarias são marcas de uma culinária que nasceu nas rotas comerciais entre Europa, Ásia e Oriente Médio.
O café do deserto

Mas o grande ritual da casa é o preparo do café turco um dos mais antigos do mundo. Feito no cezve (pequena panela metálica) e preparado sobre areia quente, o método reproduz a tradição dos povos nômades do deserto. Não é coado: o pó se deposita no fundo, e o café é servido encorpado, intenso, quase cerimonial.
Há variações que encantam:
- Tradicional (100% arábica)
- Com cardamomo (clássico da cultura árabe)
- Com canela
- Misturas aromáticas, como o “Ankara”, com especiarias
O cliente não apenas bebe o café, ele participa de um ritual milenar.
Muito além do doce
A experiência se completa com chás típicos:
- Chá preto com cardamomo ou anis
- Chá de hortelã (estilo marroquino)
- Infusões com figo e maçã
Os preços são acessíveis para o padrão da experiência: o café turco varia em torno de R$ 23,90 a R$ 25,90 (servindo até três pessoas), e os doces são vendidos por peso.
Um pedaço do Oriente no DF
A unidade do Conjunto Nacional, assim como a do ParkShopping, virou ponto de encontro de famílias, curiosos e apaixonados por gastronomia.
E há algo que não se compra no cardápio: a sensação de viagem.
Entre um gole de café e uma mordida de baklava, o cliente deixa de estar em Brasília por alguns minutos e se vê em uma tenda no deserto, onde histórias são contadas ao redor do fogo.
Autenticidade e sabor
Num cenário cada vez mais padronizado, espaços como a Maras Doces Árabes se destacam por oferecer algo raro: autenticidade.
Não é apenas sobre comer.
É sobre experimentar cultura, tradição e memória, tudo servido em pequenas porções de doce e em xícaras de café carregadas de história.
Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa