Projeto contra a misoginia

Foto: Maria do Rosário | Crédito Thiago Cristino/Câmara dos Deputados

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) solicitou a aprovação imediata do projeto de lei contra a misoginia (manifestação de ódio, aversão ou discriminação contra mulheres). A parlamentar fez um apelo pelo fim da obstrução dessa pauta. “A proposta é urgente para salvar vidas e combater a escalada de violência contra as mulheres no país”, esclareceu. Dados apontam que a violência de gênero mata quatro mulheres por dia no Brasil e que há um aumento expressivo do número de crianças órfãs de vítimas de feminicídio.

Apoio às famílias de vítimas de feminicídio

O deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS) comemorou a aprovação do projeto de lei que institui a “Política Nacional de Proteção às Famílias de Vítimas de Feminicídio” na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. “O Rio Grande do Sul registrou 74 feminicídios consumados e 240 tentativas no último ano”, enumera o pedetista. Segundo o parlamentar, o impacto do crime se irradia por todo o núcleo familiar: “A punição do agressor não encerra a tragédia. O Estado tem o dever civilizatório de oferecer suporte e interromper ciclos de vulnerabilidade social e econômica gerados por essa violência”. A proposta legislativa seguirá em tramitação na Câmara dos Deputados, onde ainda será analisada pelas demais comissões antes de sua votação final.

RS em sexto lugar

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou o levantamento mensal do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de junho, e o Rio Grande do Sul ocupa a 6ª colocação entre os estados brasileiros, com R$ 102,73 bilhões, atrás de Mato Grosso (213,50), Minas Gerais (167,85), São Paulo (158,44), Paraná (152,99) e Goiás (117,10).

Trigo e laranja

Entre 2017 e junho de 2026, o trigo foi o grande destaque entre as lavouras gaúchas, passando de R$ 1,28 bilhão para R$ 3,26 bilhões, um crescimento de mais de 153%. Já as plantações de laranja registraram a maior queda: de R$ 507,41 milhões para R$ 160,13 milhões.

Pecuária salvando o balanço

Nesta última década, a agricultura do Rio Grande do Sul apresentou queda no VBP de 5,6% – de R$ 67,57 bilhões para R$ 63,77 bilhões. O tombo só não foi maior porque a soja (que representa o maior volume financeiro do Estado) “segurou as pontas” com um pequeno crescimento de 1,5%. Já a pecuária foi responsável por “salvar o balanço”, tendo crescido 22,1%, um salto de R$ 31,91 bilhões em 2017 para R$ 38,96 bilhões em 2026.

Fim da escala 6×1 e saúde mental

O professor do Instituto de Economia da Unicamp, José Dari Krein, defendeu o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho como medidas centrais para combater a desigualdade social e preservar a saúde do trabalhador. Em debate na Rádio CBN, o pesquisador apontou que 73% dos trabalhadores brasileiros recebem até dois salários mínimos e 37 milhões cumprem 44 horas semanais. Krein destacou que a sobrecarga de trabalho afeta diretamente a saúde pública: em 2024, mais de 204 mil pessoas se afastaram de suas funções por transtornos mentais, um crescimento de 68%. “Não basta só gerar empregos, é preciso gerar empregos que permitam às pessoas viver, preservar a saúde e qualificar-se”, defendeu o economista.

Edgar Lisboa/Portal Repórter Brasília/Jornal do Comércio