
Em meio ao debate nacional sobre transparência e controle de gastos no serviço público, o deputado distrital Chico Vigilante (PT/DF) voltou a criticar os chamados “penduricalhos” salariais e a defender o cumprimento rigoroso do teto constitucional. Segundo o parlamentar, a prática de pagamentos que ultrapassam o limite previsto na Constituição agrava a desigualdade dentro do próprio Estado e compromete a credibilidade das instituições.
“Eu não posso me calar diante do absurdo dos “penduricalhos” que distorcem o serviço público. Enquanto a maioria dos nossos professores, policiais e médicos luta para fechar o mês, uma elite de privilegiados recebe valores estratosféricos, chegando a R$ 330 mil em um único mês. Isso é uma afronta à Constituição, que estabelece o teto do STF como limite máximo para a remuneração no serviço público”.
Imagem manchada
“Essa minoria de “marajás” acaba manchando a imagem de milhares de servidores honestos e trabalhadores que cumprem suas funções com dedicação e responsabilidade. O excesso de benefícios e pagamentos fora do padrão corrói a confiança da população e compromete a credibilidade das instituições”, disparou Vigilante.
Apoio ao veto
O deputado distrital afirmou “por isso, apoio integralmente a decisão do presidente Lula de vetar o projeto que pretendia legalizar esses abusos. O país precisa de regras claras, transparência e respeito ao orçamento público. O dinheiro do contribuinte deve ser aplicado com responsabilidade e chegar onde realmente importa: na ponta, atendendo o povo brasileiro”.
Dever ético
“O Brasil não aguenta mais essa farra salarial financiada por quem paga impostos. Cumprir o teto constitucional não é apenas uma exigência legal é um dever ético com a sociedade. A justiça deve valer para todos, sem exceções nem apadrinhamentos, para que o serviço público seja, de fato, instrumento de igualdade e não de privilégios”, apontou Chico Vigilante.
Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa / Chico Vigilante é deputado distrital.