Davi Alcolumbre, Pedro Lucas, novo Ministro das Comunicações e Lula (Crédito: Ricardo Stuckert/PR, foto feita no Vietnã)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já confirmou o deputado Pedro Lucas, líder do União Brasil, como o novo ministro das Comunicações, após a saída de Juscelino Filho, que deixou o cargo, denunciado pela PGR. Ele deve assumir após a Páscoa. A decisão de Lula foi tomada depois de uma reunião com o próprio Pedro Lucas, com o ex-ministro Juscelino Filho e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, padrinho da indicação.
Alinhado ao governo
Pedro Lucas sempre foi mais alinhado às pautas do governo. Ele era do PTB e migrou para o União Brasil em 2022, alegando perseguição dentro do Partido de Roberto Jefferson, depois de ter votado pela manutenção da prisão do ex-deputado bolsonarista Daniel Silveira.
Busca do novo líder
O União Brasil agora se divide em relação à escolha da nova liderança do partido na Câmara. Uma ala mais à direita defende que seja um nome menos alinhado ao governo, mas um grupo próximo ao governo resiste, principalmente em razão do União Brasil ter mantido três ministérios, o do Turismo, das Comunicações e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Pessoa amável
O deputado gaúcho Luiz Carlos Busato (União Brasil/RS) define o novo ministro das Comunicações: “uma pessoa muito gentil, amável, que conversa com todo mundo. Não é só negociador, é respeitado por todo o pessoal do partido que gosta muito dele”.
Contemporizar os dois lados

Na opinião de Luiz Carlos Busato, “o grande desafio do novo ministro, é que já entra num período de pré-eleição. “Eu não sei se o nosso partido vai apoiar Lula, é quase certo que não, é um partido de centro-direita, então provavelmente nós vamos ter candidatura própria, talvez o Caiado, ou algum outro nome. Então esse eu acho que é o grande desafio que o Pedro Lucas vai ter à frente do ministério para poder contemporizar os dois lados”.
Dívidas rurais

Após pressão, o ministro Fernando Haddad, marcou para esta terça-feira (15), a reunião com a comitiva das principais entidades do setor agropecuário liderada pelo senador Luiz Carlos Heinze (PP/RS), para tratar das dívidas rurais. O pedido foi ignorado, por mais de 20 dias e só foi agendado, agora, após o senador gaúcho entrar com um pedido de convocação do ministro da Fazenda.
Prorrogação das dívidas
O senador comemorou o avanço, mas reforçou que a principal demanda continua sendo a prorrogação das dívidas dos produtores. “Encaminhamos a indicação legislativa, o Mapa enviou a minuta da resolução, mas sem o apoio do Ministério da Fazenda, nada avança. Sem socorrer os produtores gaúchos, o impacto será irreversível”.
Projeto da Securitização
Na pauta, vai entrar também o projeto de lei da Securitização, além de outras soluções desenhadas pelas entidades e pela equipe técnica do gabinete de Heinze. Para a reunião foram convidados representantes da Farsul, Fetag, Fecoagro, Ocergs, Acergs, Federarroz, Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa, além do governo do Estado.
Fundo garantidor
O projeto prevê um prazo de 20 anos para o pagamento das dívidas, bonificação de até 30% para os produtores adimplentes, e uma taxa de juros entre 1% e 3% ao ano. Além disso, estabelece a criação de um fundo garantidor e uma linha de crédito voltada para a recuperação do solo e para a irrigação.
A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.
Edgar Lisboa