
O leilão do túnel Santos-Guarujá, no litoral paulista, recebeu proposta de dois grupos estrangeiros para a participação da construção do túnel que vai ligar as cidades de Santos e Guarujá. As empresas que apresentaram proposta para participação do leilão são a espanhola Acciona e a portuguesa Mota-Engil.
A estrangeira Acciona é a empresa atualmente responsável pela execução das obras da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo. Enquanto a Mota-Engil, assinou um contrato recente com a petrolífera Petrobras para a execução de serviços dos sistemas submarinos de plataformas offshore.
O valor estimado para a construção do túnel gira em torno de R$ 6,8 bilhões, e o projeto terá um aporte público de até R$ 5,14 bilhões, que será dividido igualmente entre os governos de São Paulo e o governo federal. O restante do valor será coberto pela iniciativa privada.
Primeira travessia submersa do Brasil
Com 870 metros imersos, o túnel será a primeira travessia submersa do Brasil, e terá 1,5 quilômetros de extensão. A parte imersa será construída com módulos de concreto pré-moldados que serão instalados no leito do canal portuário.
Além disso, o projeto inclui três faixas de rolamento em cada sentido, uma delas adaptada para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de ciclovia e espaço para pedestres e galeria de serviços.
De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) que foi realizado para a construção desse empreendimento, e apresentado em julho de 2024, o túnel visa solucionar um gargalo histórico de mobilidade entre os dois municípios.
Contando atualmente com dois modos de travessia atualmente, o trajeto de 43 km via Rodovia Cônego Domênico Rangoni, que é utilizado por veículos comerciais, com uma duração média de 60 minutos, e o sistema de balsas e barcas, que é utilizado por pedestres, ciclistas e veículos leves, com tempos de travessia que variam de 18 a 60 minutos, dependendo das condições operacionais do porto.
A construção desse túnel deve desafogar o atual sistema de travessias, aliviar o tráfego na Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-055) e aumentar a capacidade de escoamento do Porto de Santos.
Além disso, de acordo com o governo federal, o túnel deve “transformar a mobilidade urbana, estimular a economia local, e melhorar diretamente a qualidade de vida das mais de 720 mil pessoas que vivem nessas duas cidades”. Ainda de acordo com o governo federal, a obra também tem potencial de gerar milhares de empregos diretos e indiretos, tanto na fase de construção quanto na operação do túnel.