
O empresário e vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), nascido em Caiçara (RS), alcançou o comando do Executivo de Mato Grosso ao vencer a disputa no 1º turno. Com trajetória consolidada no agronegócio e três mandatos como prefeito de Lucas do Rio Verde (MT) no currículo, Pivetta simboliza a histórica conexão econômica e política entre o Rio Grande do Sul e o Centro-Oeste brasileiro. O resultado nas urnas reforça a presença de lideranças de origem gaúcha à frente de estados estratégicos para a produção agropecuária nacional.
Delegado Camargo no Executivo de Rondônia
Já o bageense Delegado Camargo (PL) construiu sua carreira pública na segurança de Rondônia antes de chegar à política partidária. Deputado estadual eleito em 2022, o delegado da Polícia Civil agora alça voo ao Executivo rondoniense como vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Marcos Rogério (PL). A conquista integra um movimento mais amplo de gaúchos radicados fora do Estado que garantiram postos de relevância no Executivo e no Legislativo pelo País no pleito de 2026.
Base da pirâmide econômica
O senador Marcelo Castro (MDB-PI) destacou que a aprovação do fim da escala 6 x 1 traz equidade às relações de trabalho ao atender os trabalhadores de menor renda. “Os servidores públicos, os autônomos e os profissionais liberais já praticam a escala 5×2. A PEC vem para proteger o elo mais fraco da cadeia produtiva, o trabalhador que ganha salário mínimo e precisa de dois dias de descanso para a sua saúde física e mental”, afirmou o piauiense.
O impacto na saúde pública
Ao reforçar o apoio à proposta, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) apresentou dados sobre o impacto das longas jornadas no bem-estar social. “Centenas de milhares de trabalhadores são afastados anualmente por transtornos mentais e estresse exaustivo. A escala 6×1 é especialmente cruel para as mulheres, que cumprem jornada tripla ao somar as horas do emprego formal aos afazeres domésticos”, alertou o amapaense.
Respeito ao Senado
O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) voltou a criticar a condução da matéria no Congresso, reiterando ser favorável à redução de jornada, mas contrário à rejeição total de emendas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “O Senado não pode ser um mero carimbador da Câmara dos Deputados. Precisamos de espaço para aperfeiçoar o texto, ouvir os setores produtivos e ajustar os prazos de transição, sob pena de causarmos um choque evitável na economia”, ponderou o parlamentar paranaense.
BNDES aprova R$ 300 milhões para a Aurora Coop
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 300 milhões para a Cooperativa Central Aurora Alimentos, sediada em Chapecó (SC). A medida visa apoiar o conglomerado agroindustrial – afetado pela instabilidade geopolítica e pela guerra no Golfo Pérsico, região compradora do Oriente Médio – na diversificação de mercados internacionais para carnes suínas e de aves. A Aurora Coop conta com 14 cooperativas filiadas em estados do Sul e do Centro-Oeste, reunindo 87 mil famílias associadas, com presença no Rio Grande do Sul por meio de cooperativas em Erechim, Sarandi e Três de Maio.
MEC repassa R$ 6,9 milhões para instituições gaúchas
O Ministério da Educação (MEC) autorizou o repasse emergencial de R$ 6,9 milhões para cinco instituições federais de ensino no Rio Grande do Sul atingidas por temporais e eventos climáticos recentes. Os recursos serão divididos entre a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que receberá R$ 2,5 milhões, e a Universidade Federal do Rio Grande (Furg), contemplada com R$ 2,2 milhões. Na educação profissional e tecnológica, o IF Farroupilha receberá R$ 1,3 milhão para reparos nos campi de Alegrete, Júlio de Castilhos, Santiago e Santo Ângelo; o IFSul ficará com R$ 500 mil; e o IFRS terá R$ 400 mil destinados a obras de recuperação, com foco no Campus Rio Grande, afetado por tempestade em setembro.
Edgar Lisboa/Portal Repórter Brasília/Jornal do Comércio