
O cenário para as eleições de 2026 no Distrito Federal entrou em fase de pré-campanha antecipada, com forte presença de ex-governadores e uma disputa,mao Palácio Burwito, que tende a ser marcada por polarização, articulações nacionais e peso das estruturas locais.
Celina Leão larga na frente
A atual governadora, Celina Leão (PP), parte como nome central do páreo. Com a máquina administrativa, boa interlocução política e apoio de setores da direita, incluindo o bolsonarismo, ela tende a iniciar a disputa como favorita.
Levantamentos recentes de intenção de voto indicam Celina numericamente à frente nos cenários testados, com vantagem sobretudo entre eleitores mais alinhados ao campo conservador e ao eleitorado de renda média. O desafio será ampliar esse alcance e reduzir rejeição em segmentos mais críticos ao atual governo.
Ex-governadores voltam ao jogo
Um dos traços mais marcantes da disputa é a presença de seis dos sete ex-governadores, em movimentação política ativa, evidenciando um cenário de forte “reciclagem” de lideranças no Distrito Federal:
- José Roberto Arruda (PSD): tenta viabilizar candidatura ao Buriti, embora ainda enfrente entraves judiciais que podem limitar sua participação.
- Ibaneis Rocha (MDB): deve disputar o Senado, buscando capitalizar o legado de sua gestão.
- Cristovam Buarque (PSB): articula retorno via Câmara dos Deputados ou CLDF.
- Rodrigo Rollemberg (PSB): também se movimenta para voltar ao Legislativo.
- Maria de Lourdes Abadia (PSD): avalia candidatura proporcional.
- Agnelo Queiroz (PT): tenta reorganizar espaço político no campo da esquerda.
Fora da disputa direta, Rogério Rosso (PP) atua nos bastidores, influenciando articulações.
Campo adversário tenta se organizar
Na oposição ao atual governo, o cenário ainda é fragmentado:
- Leandro Grass (PT) aparece como principal nome da esquerda, com apoio do governo federal e tentativa de unificação do campo progressista.
- Ricardo Cappelli (PSB) surge como alternativa com perfil técnico e trânsito nacional.
- Paula Belmonte (Cidadania) é opção na centro-direita, mirando eleitorado mais independente.
Páreo aberto, mas com tendência definida
Apesar da vantagem inicial de Celina Leão, o cenário segue aberto. A presença simultânea de ex-governadores, a possível judicialização de candidaturas e a formação de alianças até agosto de 2026 devem redefinir forças.
A tendência, neste momento, é de uma disputa com dois polos principais, governo local e oposição alinhada ao Planalto, com nomes tradicionais tentando recuperar espaço em meio a um eleitorado ainda em movimento.
Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa