Pedro Westphalen (Crédito: Agência Câmara)
A falta de planejamento dos governos estaduais e municipais, somado a insuficiência de investimentos federais, que tem provocado uma precarização do sistema público de saúde e levado sofrimento e morte de pessoas que esperam nas filas do SUS, foram criticadas por deputados e líderes do setor de saúde. “O Sistema Único de Saúde do setor ambulatorial é um desastre”, avaliou o deputado e médico Pedro Westphalen.
Falta de investimento

O deputado José Nelto (União/GO) alerta as pessoas que acham que o SUS está bem. Mas na realidade, segundo o parlamentar, “a falta de investimento da união, do estado e municípios tem criado um problema, sendo revertido até em morte e filas”.
Deputado médico vê com preocupação
Pedro Westphalen (PP/RS), que é deputado e médico, presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Serviços de Saúde da Câmara dos Deputados, afirmou que vê com muita preocupação porque “essa é uma das bandeiras de minha vida. Foi o que me levou para a política”.
10 anos sem corrigir tabela
O parlamentar argumenta que o subfinanciamento do SUS, que ficou praticamente dez anos sem corrigir tabela.“Fui relator do projeto do deputado Brita Bahia, que vai reajustar todo o ano o SUS, de acordo com a inflação, e isso vai a longo prazo corrigir um problema deficitário”.
Municípios aplicam mais
Na realidade,”o que existe é que todos os municípios do Rio Grande do Sul aplicam mais do que os 15% da sua obrigação condicional, porque a dificuldade de repasse do estado e da federação, principalmente da federação que não cumpre a sua parte”, criticou Westphalen.
SUS e Saúde Suplementar
Pedro Westphalen, falou ao Repórter Brasília, sobre alguns números. “Nós temos 150 milhões de brasileiros que usam o sistema único de saúde, e se gasta 150 bilhões com esses brasileiros”, acentuou, acrescentando que
“temos 52 milhões de brasileiros, que são da saúde suplementar, que gasta, temos 250 bilhões, é quatro vezes mais que o sistema único de saúde.
Setor ambulatorial, um desastre
O sistema único de saúde do setor ambulatorial é um desastre, avaliou o deputado Pedro Westphalen. Afirmou que “os laboratórios não tem reajuste há muitos anos, e nas cirurgias, principalmente, de média e alta complexidade, nós temos um problema grave”.
Espera de quatro anos
Segundo o congressista, “temos pessoas esperando quatro anos, para operar um quadril, operar um joelho. Muitos morrem na fila, e é verdade. Isso é uma constatação que tem que ser tratada nas três esferas em conjunto, a federal, a estadual e a municipal”.
Caminho para buscar solução
O caminho para tentar buscar uma solução, na visão de Pedro Westphalen é primeiro admitir que o problema está acontecendo, segundo haver uma remuneração adequada para isso poder acontecer. E para as entidades poderem sobreviver. As tecnologias avançaram muito, argumenta o parlamentar ressaltando que “temos que fazer com que essas tecnologias
cheguem na ponta também. Tem tecnologia para uma meia dúzia de pessoas, tem que chegar na ponta, para todos”, defende o médico deputado.
Telemedicina e telessaúde
Para o deputado, “tem que fazer com que o dinheiro não fique no meio do caminho, acabe na ponta. Há muito custo burocrático, nisso tudo. “São programas que precisam ser executados, a começar por essas filas que não tem explicação. Acho que um dos caminhos também pode ser a telemedicina, a telessaúde”.
Programas preventivos
“Um dos caminhos para poder agilizar os pacientes é fazer programas preventivos para que não chegue ao ponto de adoecer, defende Pedro Westphalen. “Tem que investir muito em prevenção e comoção de saúde. Aí a pessoa não adoece tanto” Segundo o congressista, tem uma porção de ações que tem que ser feitas, que podem ser feitas e que primeiro, tem que ser admitida e que há problema”.
Defesa da vacinação
“Uma das coisas importantíssimas é a vacinação que tem que ser feita” acentua Pedro Westphalen. A Covid não pode ser obrigatória, mas as outras vacinas, é importante fazer, o mundo tem dois momentos antes e depois da vacina da água potável e do antibiótico. Não deve ser obrigatória a vacina do Covid para a criança”, conclui.
A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.
Edgar Lisboa