Michele Bolsonaro (Crédito: Isac Nóbrega/ PR)
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a provocar desconforto entre aliados do bolsonarismo ao fazer referências amistosas ao ministro Alexandre de Moraes durante um evento político em Brasília. Em clima de pré-campanha de uma deputada distrital, Michelle chamou Moraes de “irmão em Cristo” ao citar uma passagem bíblica e comentar que o magistrado autorizou a entrada de um barbeiro para que o ex-presidente Jair Bolsonaro pudesse cortar o cabelo.
Declaração explosiva
A declaração caiu como gasolina em setores mais radicais do bolsonarismo, que já estavam irritados desde a cerimônia de posse de Nunes Marques no TSE, quando Michelle cumprimentou Moraes com um beijo no rosto. As imagens, divulgadas pelo Portal Metrópoles, viralizaram rapidamente em grupos e perfis bolsonaristas nas redes sociais.
“O perdão liberta o coração”
Horas após a repercussão, Michelle publicou uma mensagem com tom religioso afirmando que “o perdão liberta o coração” e que “a justiça pertence a Deus”. A tentativa de reduzir a tensão, porém, não impediu novas críticas de apoiadores que esperavam uma postura mais dura da ex-primeira-dama diante do ministro do STF.
Perguntas devem ser feitas ao senador
Michelle também evitou entrar na crise envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Questionada sobre o tema, respondeu que as perguntas deveriam ser direcionadas ao próprio senador.
Distância da pré-campanha presidencial
Nos bastidores, aliados observam que Michelle mantém distância da pré-campanha presidencial do enteado. Desde que Flávio passou a ser tratado como possível nome do grupo para 2026, a ex-primeira-dama ainda não participou de agendas públicas nem fez movimentos claros de apoio.
Relação turbulenta
A relação turbulenta entre Michelle e os filhos de Jair Bolsonaro voltou a ganhar força nos últimos meses. Ela já declarou publicamente que não desejava conviver com Carlos Bolsonaro. Com Flávio, o desgaste mais recente ocorreu após o senador sinalizar aproximação política com Ciro Gomes no Ceará. Michelle reagiu publicando um vídeo lembrando declarações antigas em que Ciro chamou Jair Bolsonaro de “jumento”.
Imagem moderada e religiosa
Nos Bastidores da direita, cresce a percepção de que Michelle tenta construir uma imagem mais moderada e religiosa, enquanto parte da militância cobra confronto direto com o STF e defesa irrestrita do ex-presidente.
Master amplia desgaste

A deputada federal Maria do Rosário (PT/RS) afirma que novas revelações envolvendo o Banco Master ampliam o desgaste político da família Bolsonaro. Segundo ela, áudios, movimentações financeiras e relatos ligados ao empresário Daniel Vorcaro reforçam suspeitas já investigadas pelas autoridades.
Contradições em declarações de aliados
Maria do Rosário também aponta contradições em declarações de aliados políticos e avalia que os novos episódios enfraquecem versões apresentadas anteriormente sobre pedidos de recursos e relações financeiras. Para a parlamentar, o caso ainda deve produzir forte repercussão política em Brasília nos próximos meses.
Chega de corrupção

A ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, fez à coluna, um duro desabafo sobre o atual cenário político brasileiro. Ao lembrar o escândalo do mensalão, citou a criação do movimento de 2005, “Chega de Corrupção”, articulado com parlamentares como Fernando Gabeira e Aldo Rebelo. Para Yeda, o país apenas sofisticou os métodos de corrupção ao longo dos anos.
Duplicação emperrada
O deputado federal Pompeo de Mattos (PDT/RS) voltou a cobrar a continuidade das obras da BR-386, a chamada Estrada da Produção, e criticou o atraso no cronograma de duplicação da rodovia. Para o parlamentar, o pedido da concessionária para postergar o início das intervenções representa mais um exemplo da lentidão que trava obras estratégicas no país. Pompeo alerta que o impasse afeta diretamente a segurança dos motoristas e compromete o desenvolvimento econômico do norte e noroeste gaúcho. O deputado acionou a ANTT e cobra explicações imediatas sobre os prazos e responsabilidades pela paralisação do projeto.