A difícil escolha do bom moço (Paulo Brum) 2

Paulo Brum

Na linha do que disse em comentário anterior, pacificação do país só existirá no momento em que não houver a sombra do golpismo e do autoritarismo. Não vejo problema num processo eleitoral livre e democrático a escolha de um dirigente de direita, de centro direita ou esquerda ou de esquerda, faz parte do jogo democrático, o que não pode mais fazer parte é a apologia do golpismo propugnada por alguns setores políticos.

Esses saudosistas que conspiram contra o estado democrático de direito deviam ter sido punidos quando a ditadura caiu, mas a “generosidade” brasileira anistiou todos os que cometeram atrocidades enquanto agentes do estado, entre eles Brilhante Ustra, tão reverenciado pelo ex-capitão e ex-presidente Bolsonaro e seus familiares e seguidores.

Supreendentemente pessoas que professam o cristianismo, como os pentecostais, em sua expressiva maioria apoiam os que cometeram essas atrocidades, tais como as sofridas pelo Cristo. Não

pode haver perdão nem condescendência para quem professa a tortura e a ditadura. Declarar que seu primeiro ato seria anistiar Bolsonaro e os generais envolvidos na conspiração de 8 de janeiro de 2023 resume bem qual o lado do PSD e de Caiado.

Não sinto pena da inocência de Eduardo Leite, ele colheu os frutos de sua erraticidade política mesmo tendo sido apoiado pelo PT em sua reeleição ao governo do RS. Vamos lá, as cartas estão postas, Flávio, Caiado e Zema, todos farinha do mesmo saco, contra a frente democrático-popular liderada por Lula. As cartas estão na mesa, a escolha estará, queiramos ou não, entre democracia e autoritarismo, entre manutenção de direitos e perda de direitos, entre soberania e entreguismo. Não é pouca coisa. Quanto a Eduardo Leite, se é que posso dar-lhe um conselho, que desça do muro e vá para o PSB, como órfão do PSDB certamente será bem recebido, ficará mais confortável junto com os egressos do frustrado partido da social democracia brasileira e outros progressistas sinceros. Boa sorte para todos/as nós após a Copa do Mundo!