
O deputado federal Afonso Hamm (PP-RS) chega a 2026 com uma agenda ampliada e desafios que vão além da atuação legislativa. Em um ano marcado pelo avanço do calendário eleitoral e pela redução do ritmo do Congresso, o parlamentar terá de conciliar a condução de pautas estratégicas com a responsabilidade de assumir a coordenação da bancada gaúcha no Congresso Nacional, em substituição ao deputado Marcelo Moraes (PL), que liderou o grupo em 2025.
Unificação da bancada
A bancada do Rio Grande do Sul em Brasília é composta por 31 deputados federais e três senadores, reunindo diferentes correntes ideológicas e interesses regionais. A tarefa de unificar o grupo em torno de pautas comuns exigirá articulação política e capacidade de diálogo — marcas da trajetória de Afonso Hamm, reconhecido pelo bom trânsito entre parlamentares de diferentes espectros e pela condução equilibrada das discussões em defesa do Estado.
Dívidas agrícolas
No campo legislativo, uma das prioridades do mandato é o PL 5122/23, que trata do alongamento das dívidas agrícolas. Relator da proposta na Câmara dos Deputados, Hamm foi responsável pela construção do substitutivo aprovado por 346 votos, resultado de ampla articulação política. O projeto segue agora para o Senado, onde o deputado já tratou diretamente com o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, defendendo que a matéria seja pautada em regime de urgência.
Continuam as dificuldades de acesso ao crédito
A urgência se impõe pela realidade enfrentada pelo campo. “No Rio Grande do Sul, produtores rurais ainda lidam com prejuízos causados por eventos climáticos extremos, elevação dos custos de produção e dificuldades de acesso ao crédito. Para o agro gaúcho, que segue sem respostas estruturantes do governo federal, o alongamento das dívidas é visto como medida essencial para garantir a continuidade da atividade”.
Contrato safrista
Outra pauta que deve avançar em 2026 é o PL 676/25, que trata do contrato safrista. A proposta busca dar segurança jurídica às relações de trabalho no meio rural, oportunizando que o trabalhador safrista não perca benefícios no momento da assinatura do contrato temporário durante o ciclo da safra, inclusive com a possibilidade de contratação de forma intermitente por até 120 dias. O objetivo é equilibrar segurança para quem precisa contratar com oportunidade para quem encontra trabalho nos diferentes ciclos da produção agrícola.
Defesa das pautas do Estado
Além da atuação em Brasília, Afonso Hamm disse à coluna Repórter Brasília que “mantém presença constante nos municípios gaúchos. A estratégia tem sido o contato direto com prefeitos, produtores e lideranças locais, transformando demandas regionais em resultados concretos por meio de emendas, articulação institucional e defesa permanente das pautas do Estado”.
Poucos discursos e mais decisões
Com pouco espaço para discursos e muito para decisões, 2026 será decisivo. Para Afonso Hamm,” o desafio será entregar resultados, fortalecer o agro e coordenar a bancada gaúcha em um dos momentos mais sensíveis da legislatura”.
A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.
Edgar Lisboa