Apesar das tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, as exportações totais de carne bovina em outubro obtiveram uma receita de US$ 1,897 bilhão, alta de 37,4% em relação ao mesmo período de 2024. Foram movimentadas 360,28 mil toneladas, 12,8% a mais do que um ano atrás.
Setor reagiu com competência, diz Heinze

O senador Luis Carlos Heinze (PP/RS) destacou que o desempenho do setor da carne bovina, mesmo diante das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, é prova da força e da inteligência do agro brasileiro. Segundo ele, “o setor reagiu com máxima competência: diversificou destinos, consolidou presença em mercados estratégicos e garantiu recordes históricos de exportação”.
Ação integrada
Heinze afirma que esse resultado não surgiu por acaso, mas sim da atuação integrada entre produtores, técnicos, cooperativas, frigoríficos e exportadores, todos conscientes de seu papel no comércio internacional. “É um trabalho de excelência que nasce na propriedade e termina com a carne brasileira nas mesas do mundo inteiro”, disse.
Caminho do confronto
Ao comparar o esforço do setor com a postura do governo federal, Heinze foi contundente: “Enquanto o agro dá uma aula de estratégia e diplomacia comercial, o governo escolheu o caminho do confronto, agravando a relação com um dos maiores mercados do mundo. É uma contradição inexplicável que coloca em risco o futuro das exportações e, principalmente, penaliza quem trabalha e sustenta a economia.”
Debate perigoso no virtual

Para o deputado Pompeo de Mattos (PDT/RS), a proposta de combate ao crime organizado não pode ser votada em plenário virtual. Ele considera “temerário” avançar com um tema tão sensível sem a presença física dos parlamentares: “É um tema muito momentoso, muito perigoso, precisamos aprofundar o debate”.
Crime organizado sem fronteiras
O parlamentar lembrou que tratou do assunto no Mercosul, no ParlaSul, defendendo uma ação conjunta entre Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai. Citou a recente operação uruguaia que prendeu uma quadrilha responsável por enviar 8 mil armas ao Brasil. Para ele, “os bandidos estão cada vez mais sofisticados”, e o enfrentamento deve ser integrado entre os países.
Resposta firme do Estado
Pompeo de Mattos defende que chefes de facção sejam alvo de um sistema mais duro: penas ampliadas, prisões mais rígidas e fortalecimento da capacidade do Estado. “O bandido tem que ser preso, processado, condenado. O Congresso tem que dar uma resposta”.
Menos briga política, mais foco no crime
O deputado alerta que transformar o debate em disputa entre esquerda e direita, Lula e Bolsonaro, é um erro que favorece apenas o crime organizado. “Enquanto brigamos, os bandidos agradecem”. Para ele, a verdadeira divisão é sociedade contra facções, milícias e narcotráfico.
A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.
Edgar Lisboa