Luiz Inácio Lula da Silva busca recursos na China (Crédito: Ricardo Stuckert, PR)
A ausência de um plano de desenvolvimento econômico do País leva ao estrangulamento dos gastos públicos e ao endividamento insustentável da dívida. As principais despesas do Tesouro Nacional, depois dos juros, são para beneficiar 23,6 mil empresas nacionais, estrangeiras e os programas sociais de auxílio às populações carentes. A anomalia tem levado ao governo Luiz Inácio Lula da Silva a uma situação incômoda e de difícil solução.
Plano negligenciado

Ocorre pela ausência de um plano de desenvolvimento econômico do País, que vem sendo negligenciado desde a criação do plano real. é como se o capitalismo no Brasil não conseguisse se sustentar nas pernas sem subsidio oficial, escreveu ao Repórter Brasília, o jornalista Ivanir José Bartot, após uma longa pesquisa. O governo Lula vem se endividando ao ponta da dívida atingir hoje a RS 7,4 trilhões.
Isenta de arrecadação
O tribunal de Contas da União constatou que atualmente a Receita Federal isenta de arrecadação RS 581 bilhões por ano de grandes e medias empresa e da mais de R$ 127 bilhões de benefícios financeiros e creditícios (o que equivale a 5,96% do PIB), em tese como estimulo para manter a atividade do setor privado.
Menos para as pessoas carentes
Ao não recolher certos impostos destas empresas, a Receita Federal acaba tendo de cobrar mais dos demais contribuintes para fazer frente as suas despesas. O TCU relacionou algumas das empresas beneficiadas: Petrobras, Vale do Rio Doce, FIAT Automóveis, General Motors, GE Celma, Samsung de Manaus, entre outras, quase todas, em nichos de mercados monopolizados. Em tese, os recursos seriam para manter de pé a economia do País. Isso não se verifica na prática.
Governo se endividando
O crescimento da economia é pífio para fazer frente aos gastos correntes e atender a população mais carente. A consequência deste déficit fiscal é uma política monetária com juros elevadíssimos, hoje 14,75%, para conter a inflação sob controle, mas que acaba inibindo qualquer esperança de investimento provado na economia.
Deputado quer que TCU explique

O deputado Pompeo de Mattos (PDT/RS) disse ao Repórter Brasília, que fará, na próxima semana, “uns questionamentos para o Tribunal de Contas da União, de como é que o TCU enxerga tudo isso e como é que é essa gastança lá pra cima”.
Processo de securitização
Pompeo de Mattos afirmou que vem fazendo, esses questionamentos. “Nós estamos brigando pelo processo da securitização. São oito deputados gaúchos que assinam o projeto da securitização. Nós queremos o que? Uma compensação para o Rio Grande por conta das perdas decorrentes de três secas e enchentes. Isso dá um prejuízo enorme”.
Zona Franca de Manaus
Pompeo de Mattos questiona: o governo federal tem a Zona Franca de Manaus, lá tem incentivo fiscal, financiamento longos, juros baixos e carência. O Rio Grande do Sul quer o mesmo tratamento, um fundo constitucional”, acentuou o deputado gaúcho.
A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.
Edgar Lisboa