Novas tecnologias no mercado do trabalho

Paulo Paim (Crédito: Agência Senado)

O senador Paulo Paim (PT/RS) comentou um estudo do Fórum Econômico Mundial e da Fundação Dom Cabral sobre as novas tecnologias, como a Inteligência Artificial, no mercado de trabalho nos próximos anos.

Estatuto do trabalho

“As novas tecnologias, especialmente a inteligência artificial, estão na pauta dos trabalhadores e sendo debatidas no novo Estatuto do Trabalho, atualmente em tramitação na Comissão de Direitos Humanos do Senado”, disse ao Repórter Brasília, o senador Paulo Paim, da qual o parlamentar é relator.

Direitos Sociais

Na opinião de Paulo Paim, “é fundamental que essas inovações incluam, em vez de excluir, garantindo direitos sociais, promovendo empregos de qualidade e aumentando a renda das pessoas. A sociedade precisa enxergá-las de forma positiva, como ferramentas para melhorar a vida de todos”, defendeu, Paulo Paim, congressista que tem o maior número de projetos aprovados e transformados em lei, no Congresso Nacional.

Qualificação e requalificação

Para Paulo Paim, “é preciso também que o ensino técnico e profissionalizante avance com a perspectiva das novas tecnologias e da inteligência artificial, proporcionando aos jovens brasileiros oportunidades nesse novo cenário mundial. A qualificação e a requalificação são fundamentais, pois abrem portas para o mercado de trabalho”.

Redução da jornada do trabalho

Com as novas tecnologias e a inteligência artificial, “é necessário pensar também na redução da jornada de trabalho para garantir qualidade de vida, oportunidades de estudo e a geração de mais empregos,” acentua Paulo Paim acrescentando que, “assim, a roda da economia continuará girando. Há dois projetos de redução nesse sentido: um de minha autoria, que está no Senado, e outro da deputada Érica Hilton, em tramitação na Câmara”.

Segurança Pública

Com resistência de governadores e da bancada da bala, o Ministério da Justiça deve encaminhar para análise da Casa Civil da Presidência da República, a PEC da Segurança Pública. A medida cria o sistema único de segurança aos moldes do SUS e amplia as competências das Polícias Federal e rodoviária federal.

Maior poder ao governo federal

A proposta, elaborada pelo ministro Lewandowski, faz mudanças na Constituição para criar o sistema único de Segurança Pública e dar um maior poder de coordenação ao governo federal sobre as polícias.

Aberração política

Ubiratan Sanderson (Crédito: Vinicius Loures/ Câmara dos Deputados)

“Concentrar o monopólio da força policial num único ente federativo é uma aberração política que jamais podemos aceitar”, afirmou o deputado Ubiratan Sanderson (PL/RS), da Frente Parlamentar de Segurança Pública.

Sentido contrário

Na opinião do parlamentar, “quando o mundo todo caminha para a descentralização do poder estatal, o governo Lula vai no sentido contrário, tentando levar adiante uma proposta de emenda à Constituição – PEC da Segurança – que busca concentrar todo poder de polícia no Ministério da Justiça em Brasília, alijando as secretarias de segurança dos Estados”.

Esconder o verdadeiro objetivo

Além do mais, o projeto pode esconder o seu verdadeiro objetivo, qual seja: criar uma espécie de guarda nacional fardada, aos moldes da Guarda Nacional Bolivariana da Venezuela, responsável pelas maiores atrocidades a mando do ditador Nicolás Maduro, aliás, conhecido companheiro político do atual presidente do Brasil.

PT fez a obstrução

Na visão de Ubiratan Sanderson, “chama a atenção, também, o fato de o governo petista referir que uma das intenções é constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), criado por lei ordinária em 2018 no governo Temer. Ora, foi o próprio PT quem fez obstrução quando da votação do projeto de lei que criou o SUSP em 2018. Por que motivo mudaram de ideia em tão pouco tempo?”

Empoderar policias da União

Parece-me óbvio que a intenção do governo Lula não é melhorar a segurança pública ou diminuir os índices de violência país afora, tampouco fechar o cerco às facções criminosas. Ainda que dissimuladamente, o objetivo é sim o de empoderar as polícias da União, a comando absoluto de Lula e Lewandowski, tudo com objetivos políticos e de fortalecimento no poder.

Investir nas forças existentes

“O Governo Federal ajudaria muito se disponibilizasse recursos e condições materiais às forças policiais já existentes”, disparou Ubiratan Sanderson, da bancada da bala.

A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa