
Indiscutível que o Brasil ainda é um país subdesenvolvido. Para eliminar os obstáculos que impedem o nosso desenvolvimento, somente uma solução com base no tripé – EDUCAÇÃO-INFRAESTRUTURA-DIMINUIÇÃO DO CUSTO GOVERNAMENTAL.
Ou seja, copiar os modelos educacionais das nações que se desenvolveram com a educação de seus habitantes. Melhorar a infraestrutura de transporte e comunicação para ter competitividade no mercado internacional e enxugar a máquina governamental diminuindo custos e impostos para atrair investimentos externos.
1 – Mais que comprovado que nosso sistema educacional não funciona e custa muito mais que de outros países que saíram da pobreza com a educação de seus habitantes, como Alemanha, Japão e Coreia do Sul, para citar os mais conhecidos.
2 – Depois do império, vale dizer, a mais de um século que deixamos o transporte ferroviário sucateado, bastando citar que países com pequenos territórios tem malhas ferroviárias maiores que a nossa, como podemos constatar no seguinte quadro.
| País | Km de Ferrovias | Area territorial km2 | População |
| Estado Unidos | 220.000 | 9.800.000 | 349.000.000 |
| China | 124.000 | 9.600.000 | 1.413.297.000 |
| Rússia | 87.000 | 17.100.000 | 143.200.000 |
| Canadá | 77.000 | 9.980.000 | 41.500.000 |
| Índia | 65.000 | 9.600.000 | 1.476.625.000 |
| Australia | 36.000 | 7.692.000 | 28.000.000 |
| Alemanha | 43.000 | 357.145 | 83.000.000 |
| Japão | 30.000 | 377.975 | 122.000.000 |
| Argentina | 34.000 | 2.870.000 | 48.000 |
Foi exatamente no dia 30 de abril de 1854 que o Brasil dava, para a época, um gigantesco passo para construir uma rede ferroviária com a inauguração da estrada de ferro Mauá de 14.5 km ligando Porto Mauá a Fragoso em Magé. Foi o gaúcho Irineu Evangelista de Souza, que construiu e com isso ganhou de Dom Pedro II, o título de Barão de Mauá.
Com a queda do Império e do sistema da Monarquia Parlamentarista de governo, veio a República com o presidencialismo de coalizão que não mais acompanhou a evolução tecnológica e planejamento logístico dos outros países. Com isso, fomos perdendo competitividade. Com a crise do café em 1929 caiu ainda mais a rentabilidade das linhas ferroviárias. Na década de cinquenta a decisão de Juscelino Kubitschek, dando prioridade à indústria automobilística, determinou de vez que as ferrovias se tornassem obsoletas e praticamente abandonadas. Quis a ironia do destino, que em mais um acidente fatal dos milhares que acontecem com caminhões de carga nas estradas brasileiras, o ex-presidente também perdesse a vida em 22/08/1976, na Via Dutra, onde já tinha sido vítima, em 1953, o famoso cantor, Francisco Alves, conhecido como o “Rei da Voz”. Mais de cinco mil brasileiros por ano, perdem a vida em acidentes rodoviários que envolvem caminhões de carga, com danos patrimoniais incalculáveis.
Inadiável retomarmos a construção de modernas ferrovias, pelas dimensões continentais do nosso território. Sem elas a gigantesca produção de alimentos e da pecuária, perderão espaço como commodities que ainda são a principal fonte de renda desta nação. Retomamos as ferrovias ou perdemos o “trem da história”.
3 – Governo inchado que gasta mais do que arrecada, jamais vai nos tirar do subdesenvolvimento. O atual governo promoveu a tão decantada Reforma Fiscal, alardeando que teríamos um ARCABOUÇO FISCAL. Este papo não durou nem um ano, porque agora, com nítido interesse eleitoral, pela Medida Provisória nº 1.357/2026, Lula surpreendeu até os estudos técnicos da própria receita ao retirar o famoso imposto da blusinha. A verdade verdadeira é que os contribuintes brasileiros – apesar de existirem nas grandes cidades aqueles painéis do IMPOSTÔMETRO, patrocinado pela iniciativa privada da Federação das Associações Comerciais, não somos informados pelo governo dos seus gastos que continuam sendo maiores que desta monstruosa arrecadação. Muitos deles até sob sigilo de cem anos.
Sob o título “GASTO BRASIL ATINGE R$5 TRILHÕES EM 2025 E REFORÇA O DEBATE SOBRE A EFICIENCIA DO GASTO PUBLICO,” a Federaminas – Confederação das Associações Comerciais de Minas Gerais, informou: “Do total apurado em 2025, R$2.1 trilhões correspondem a esfera federal, R$1.4 trilhões aos estados e R$1,5 trilhões aos municípios. Apenas no âmbito federal, os gastos do Judiciário já passam dos 50 bilhões e 36 bilhões no legislativo, sendo R$1.4 trilhões na Previdência”https://www.federaminas.com.br/gasto-brasil-atinge-r-5-trilhoes-em-2025-e-reforca-debate-sobre-eficiencia-do-gasto-publico/.
Estamos a menos de seis meses das eleições e ainda não vemos os candidatos mostrarem um PROGRAMA DE ESTADO para o Brasil, mas apenas este infamante tiroteio com acusações mútuas e recíprocas de corrupção e negociatas escandalosas de integrantes dos governos.
Será mesmo, que, mais uma vez, teremos que escolher entre o ruim e o menos ruim para presidente?
Será mesmo que por baixo da ponte do tempo para a eleição, continuará correndo esta água contaminada de radicalismo, ou uma enxurrada do clamor público passe a exigir dos candidatos, PROGRAMAS E COMPROMISSOS DE MUDAR ESTA TRISTE E LAMENTÁVEL SITUAÇÃO?
NILSO ROMEU SGUAREZI, advogado, ex-deputado constituinte 1988, defensor da CONSTITUINTE EXCLUSIVA com 50% de membros masculinos e femininos, eleitos pelo VOTO DISTRITAL, sem necessidade de filiação partidária e submetidos a uma inelegibilidade total de 10 anos, para que o texto final seja submetido a REFERENDO POPULAR.