
Entramos neste ano de 2026, com um cenário internacional dos mais difíceis e complicados depois da segunda guerra mundial. Mesmo a destruição da faixa de gaza, para Israel recuperar as 250 pessoas sequestradas pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, quando os terroristas sacrificaram 1.200 pessoas, a maioria civis que participavam de festival de música eletrônica, este 2026 nos lembra que a humanidade ainda não se livrou da IMBECILIDADE DAS GUERRAS.
Convivemos desde fevereiro de 2022, com a truculenta invasão da Ucrânia pela Rússia, sem bem que já foi em 2014, que Putin anexou a Crimeia dando início dos confrontos na região de Donbas.
Em 2017 estive no leste europeu e visitei a Ucrânia. Por coincidência no dia que faziam 63 anos, do suicídio do Presidente Getúlio Vargas em 24 de agosto de 1954, estávamos em Kiev – a capital da Ucrania – e fomos assistir o desfile militar pela comemoração da Independência da Ucrania, quando notei que todos os militares ucranianos vestiam fardas de batalha e não de gala porque já se consideravam em guerra contra a Rússia. Foi então que fiquei sabendo que foi exatamente em 24 de agosto de 1991, que o parlamento ucraniano declarou sua independência, confirmada por um referendo em dezembro do mesmo ano. Após o fim da URSS, a Ucrânia consolidou-se como nação soberana, embora as tensões históricas e geográficas tenham persistido. Ao visitar outras cidades ucranianas vi vários monumentos de louvor aos cossacos, “Cossacos eram comunidades guerreiras semiautônomas de origem eslava que habitavam as estepes do leste europeu entre os séculos XV e XX. Conhecidos como “homens livres”, fugiam da servidão, organizando-se em democracias militares. Continuam sendo assim guerreiros que não se entregam.
Mas neste ano dois acontecimentos armados já derrubaram dos tiranos sanguinários. Na Venezuela, nosso vizinho territorial, assistiu os xerifes yankes, capturarem o ditador Maduro, aquele amigão do Lula que foi recebido em Brasília com as honras do tapete vermelho no Palácio da Alvorada, e que os EUA vinham oferecendo uma recompensa de 50 milhões de dólares, a quem entregasse o ditador. Capturado no seu bunker numa fulminante e bem-sucedida operação da DEA americana. Agora está detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) no Brooklyn de Nova York, nos EUA, acusado de chefiar o tráfico de drogas na Venezuela e na América latina. Nesta espetacular operação, não mais que meia dúzia de venezuelanos teriam morrido.
Agora no dia 28 de fevereiro foi morto o aiatolá Ali Hosseini Khamenei, que com mão de ferro governou o Irã por 4 décadas, sob regime teocrático muçulmano escudado pela Guarda Revolucionária do Irã que nos últimos anos eliminou milhares que protestaram contra o regime teocrático do islamismo.
As estimativas são de que na Venezuela, depois de Maduro assumir o poder mais de 8 milhões de pessoas deixaram o país e cerca 18 mil mortes de seus opositores, além de mais de 2 mil presos políticos. O Tribunal Penal Internacional (TPI) mantém a investigação contra Maduro para apurar seus crimes contra os direitos humanos.
Já no Oriente Médio os ataques contra o Irã e no Sul do Líbano, onde o grupo terrorista Hezbolla tem base atacada por Israel, milhares de vidas já foram ceifadas. Notícias dão conta de que apenas nos dois primeiros dias os EUA teriam gastado dois bilhões de dólares. O revide iraniano – que já colocou o filho de Khamenei no lugar do pai – tem atacado os Emirados Árabes e fechado o estreito de Ormuz onde forçosamente passa 20% da grande produção petrolífera dos Emirados. Nestes poucos dias de guerra no Irã, o preço internacional do petróleo disparou e toda a humanidade vai sentir no bolso esta oscilação do petróleo. A boa nova é que finalmente (até 31/12/26) e pela primeira vez o governo Lula, baixa impostos, com um decreto para zerar as alíquotas do PIS e do Confins, para importação e comercialização do diesel. Evidente a tentativa de conter a inflação e melhorar a sua campanha de reeleição. Mas mesmo em função da guerra no Oriente Médio e do fim nitidamente eleitoral, não deixa de ser uma boa notícia.
Como diz um velho amigo meu: “Eta mundão velho onde judeu não se acerta com mulçumano e nunca irão se acertar”, mas contestado por outro coroa que repica: “Pouco importa se aqui nós não temos guerra, mas entre nós mesmos não nos entendemos mais nesta tal defesa da democracia e agora com mais uma eleição é que o “bicho já está pegando”, para desenhar novamente o “nós contra eles”
Realmente o Brasil virou um rebuliço que ninguém mais se entende, pois até o todo poderoso e mandão STF já aparenta estar com “a barba de molho” pelos últimos escândalos de corrupção que bateram na reputação de ministros e ex-ministros que estavam no governo federal. Triste realidade onde governo-justiça-crime organizado e corrupção alimentam o noticiário do nosso dia a dia.
Aqui, o que já foi honra e orgulho de muitas gerações de governantes, atualmente está carcomido e contaminado pela desonestidade, covardia e leniência de outros, apenas preocupados com suas reeleições para manterem-se neste sistema.
Pessimismo a parte, alguns ainda falam a coisa certa, mantendo o bom senso e usando a lógica e razão: “Não se iludam que nesta radicalização desgastante, vença quem vencer, “o nós contra eles” apenas mudará de lado”.
Mas neste mundo confuso e desorientado, ainda permanece viva a advertência do maior Presidente deste hemisfério que foi Abraham Lincoln, ao sentenciar: “Pode-se enganar todos por algum tempo, algumas pessoas o tempo todo, mas não se pode enganar todos o tempo todo”
NILSO ROMEU SGUAREZI – advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor e proponente da tese da CONSTITUINTE EXCLUSIVA, para que em eleição pelo VOTO DISTRITAL e sem financiamento público sejam eleitos CONSTITUINTES sem a obrigatoriedade de filiação partidária para escreverem a NOVA CONSTITUIÇÃO a ser posteriormente submetida a REFERENDO POPULAR