Hamilton Mourão (Crédito:Andressa Anholete,Agência Senado)
O senador Hamilton Mourão (Republicanos/RS), ex-vice-presidente da República, avalia que o encerramento de 2025 já projeta um ano decisivo para o Brasil e para o Rio Grande do Sul. Segundo ele, o período que se aproxima será marcado por disputas intensas e desafios estruturais no campo político e institucional.
Corrida eleitoral
“O ano de 2025 caminha para o seu encerramento e o ano vindouro mostra-se cheio de desafios para o Brasil e para o Rio Grande do Sul. Assim, a corrida eleitoral certamente será um dos principais temas da pauta política, afirmou o senador gaúcho à coluna Repórter Brasília.
O desafio da direita para 2026
Para Mourão, o principal obstáculo da direita está na capacidade de articulação e união em torno de um projeto nacional consistente, tanto para o Executivo quanto para o Legislativo. “É certo que, para a direita, o maior desafio gira em torno da capacidade de articulação e união para a definição de um nome para a majoritária nacional, bem como de nomes de envergadura para o Congresso, para as assembleias e os governos”.
Projeto de Estado
Na visão do senador, “o sucesso nesse processo é essencial para a defesa de nossos valores, consubstanciados em um projeto de Estado brasileiro que busque o progresso e a paz social, afastando o campo progressista”.”
Recursos represados
Hamilton Mourão faz duras críticas à retenção de recursos destinados ao Rio Grande do Sul, apontando uma ação deliberada do governo federal que, segundo ele, penaliza diretamente a população gaúcha.
Realidade Cruel
“No que diz respeito aos gaúchos e ao Rio Grande do Sul, enxergo também grandes desafios. A retenção de recursos destinados pela Bancada Gaúcha ao Estado, orquestrada pelo governo federal, é uma realidade cruel imposta ao nosso povo e contra a qual seguiremos batalhando.”
Objetivo eleitoral
Mourão afirma ainda que essa estratégia tem objetivo eleitoral. “Lembro, que a artimanha da retenção de recursos tem como objetivo o uso dessa verba para trabalhar a máquina eleitoral em favor da esquerda.”
Baixa liberação de emendas
No Congresso Nacional, segundo o senador, a oposição gaúcha atua para destravar os valores, mas os números revelam um cenário preocupante. “No Congresso, nossa oposição gaúcha segue articulando a liberação desses recursos, mas, infelizmente, apenas 12% dos R$ 528,8 milhões indicados foram efetivamente pagos, com vergonhosos R$ 431 milhões ainda represados, recursos esses que poderiam ir em socorro aos nossos produtores rurais, nossas empresas e serviços de saúde, segurança, transporte e educação.”
Crise climática e endividamento rural
Mourão destaca que o Rio Grande do Sul ainda enfrenta os efeitos das tragédias climáticas recentes, o que exige medidas urgentes no campo econômico, especialmente para o setor rural. Segundo Mourão, “nosso querido Rio Grande, que ainda sofre com os efeitos das recentes tragédias climáticas, precisa que seus representantes no Parlamento sigam batalhando para viabilizar efetivamente a securitização das dívidas, em particular dos nossos produtores rurais, que seguem sofrendo com juros altíssimos e confisco de bens.”
Eleições e a inteligência artificial
O senador alerta para um novo e grave elemento que deverá marcar o processo eleitoral de 2026: o uso da inteligência artificial de forma indevida. “Sobre o período eleitoral, enxergo campanhas políticas disputadíssimas, mas profundamente marcadas pelo perigoso avanço da inteligência artificial, o que exigirá fiscalização e atuação firme para o combate à desinformação, tão prejudicial para nossos eleitores e para a nossa Democracia.”
Disputa presidencial
Ao tratar da eleição presidencial, Mourão afirma que a construção de uma candidatura competitiva será decisiva para barrar a continuidade do atual governo. Disse que, “a aglutinação em torno de uma candidatura à Presidência exigirá resiliência, diálogo e articulação; objetivando barrar a reeleição do atual mandatário sob pena de condenarmos o Brasil a seguir na espiral da desgraça, arcando com o descontrole da dívida pública e o aumento ainda maior do rombo nas contas da União.”

Hamilton Mourão, reforça sua crítica à condução econômica do governo petista. “Não nos enganemos quanto à capacidade de gastança do governo do PT, que certamente utilizará a máquina pública para trabalhar por sua reeleição, com efeitos deletérios para o País.”
Apelo ao voto consciente
Por fim, o senador exorta os eleitores gaúchos a exercerem um voto responsável e criterioso em 2026, destacando a importância da próxima composição do Congresso Nacional. “Por derradeiro, exorto o povo gaúcho para que, em 2026, faça um voto consciente, analisando as capacidades, o perfil e a vida pregressa dos candidatos. Esse voto vai definir a nova composição do Congresso Nacional em 2027 e por isso não podemos errar, pois o Brasil precisa fazer avançar as pautas que permitam que o País volte a crescer, com paz e justiça social; afastando definitivamente o desequilíbrio entre os Poderes e os abusos hoje tristemente vistos por todos.”
A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.
Edgar Lisboa