Mandamentos para o voto (Nilso Romeu Sguarezi)

Nilso Romeu Sguarezi/Divulgação

O eleitor consciente, sempre analisa cuidadosamente as candidaturas que se apresentam numa eleição. Assim procede, porque sabe da importância do seu voto.

Já o analfabeto político vota “sem conhecer as propostas dos candidatos, decide seu voto apenas por boatos, slogans ou propagandas mentirosas e populistas; são os eleitores que não acompanham o desempenho dos governantes após as eleições, e até desconhecem o papel dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Demonstram completo e total desinteresse por questões políticas, publicas e administrativas que diretamente afetam sua própria vida.

Aqui no Brasil, as pesquisas mostram que é grande o percentual de eleitores, que não se lembram do nome ou partido, em que votaram nas últimas eleições, vale dizer votaram alienadamente.

Como disse Belfort BrechtEle não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas…… Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, mentiroso, pilantra, oportunista e corrupto”.

Com a experiência de vereador, três mandatos de deputado estadual e um federal, escrevo com a consciência de que os analfabetos políticos por não terem o hábito da leitura, não estarão lendo isso, mas que os eleitores conscientes que possuem  discernimento crítico de saber o que interessa ou não para convencimentos dos analfabetos lerão e até passaram adiante.

Tenho certeza que as informações que aqui recordarei, servirão aos eleitores conscientes como argumentos, na tentativa de convencerem os inconscientes, que não esqueçam das mazelas, fraudes e corrupção comprovada do passado e presente. Outra advertência é que as operações da Polícia Federal se referem apenas aos fatos e crimes que envolvem o governo e seus ministros, secretários e funcionários públicos federais.

Cito para relembrarmos, apenas nove dos maiores escândalos do governo federal. Evidentemente sem esquecer que todo santo dia o noticiário está cheio de operações das policiais estaduais contra o crime organizado, bem como dos dois maiores escândalos da república: ROUBO DOS APOSENTADOS DO INSS e do BANCO MASTER. Nestes, gente graduada que participou da corrupção e por isso já está presa. Evidente que isso será assunto apimentado desta campanha, bem como das SECRETAS EMENDAS PARLAMENTARES.

1) LAVA JATO – operação contra a corrupção na Petrobras envolvendo empreiteiras e políticos:

2) SATIAGRAHA – crimes financeiros e corrupção de empresários e controversas judiciais em 2008;

3) FURACÃO – vendas de sentenças judiciais;

4) ANACONDA – contra juízes federais em 2003 e empresários pela compra e venda de sentenças;

5) ZELOTES – 2015 fraudes no CARF, empresas suspeitas de corrupção tributária;

6) CARNE FRACA – fraudes na indústria frigorífica, com repercussão na exportação brasileira em 2017;

7) CUIBONO – fraude na Caixa Econômica Federal pelos financiamentos públicos e agentes políticos;

8) GREENFIELD – 2016 – investigações de fundos de pensões de estatais;

9) PLACEBO– emergência de contratos e licitações fraudulentas durante a PANDEMIA em 2020;

Estes casos não podem ficar esquecidos, até porque, como bem disse Ulisses Guimarães. “Não basta não roubar. É preciso não deixar roubar.”  

Nas últimas eleições presidenciais,      estavam aptos a votar 156.454.011, mas apenas 124.252.796, compareceram, que representou 20.59%

Abstenções no 1º turno: 32.770.982 eleitores

Abstenções no 2º turno: 32.200.558 eleitores

Em síntese, um em cada 5 eleitores, deixou de votar

VOTOS EM BRANCO 1.769.578 – VOTOS NULOS 3.930.765, TOTALIZANDO 5.700.443, OU 4,59% O DOBRO DA DIFERENÇA DOS DOIS POR CENTO DA ELEIÇÃO PASSADA.

Até 4 de outubro, duração da campanha eleitoral, veremos quais candidatos terão coragem de debater pela televisão aberta as suas propostas ou defenderem-se aqueles que já foram governo das investigações, condenações da corrupção praticada ou que deixaram ser praticadas por seus apaniguados e apoiadores.

Ninguém manda no voto dos que não votaram, dos que anularam e votaram em branco. Mas se eles forem lembrados dos escândalos passados e dos atuais, podem ter motivação de nesta próxima eleição irem votar. Mostrar a REALIDADE DOS ULTIMOS TEMPOS, é a melhor e mais patriótica participação para o voto consciente.

NILSO ROMEU SGUAREZI, advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor da tese da CONSTITUINTE EXCLUSIVA, com 50% de homens e mulheres, sem fundo eleitoral, com voto distrital e inelegibilidade de dez anos para quem escrever a nova constituição.