Lula manda recado para Trump na ONU: “Nossa democracia e nossa soberania, são inegociáveis”

Lula, foto Ricardo Stuckert, PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu nesta 3ª feira (23) a 80ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, 1 dia depois de os Estados Unidos aplicarem novas sanções contra o Brasil .Mandou, sem citar nomes, recados ao presidente Donald Trump .O presidente condenou “os falsos patriotas e a anistia”.

O presidente brasileiro reafirmou que, “nossa democracia e a nossa soberania são inegociáveis”. Afirmou que internet não pode ser terra sem lei destacando que sanções e atentados à soberania, estão virando regras.

Lula denunciou que, em Gaza, “ a fome é usada como arma de guerra”. O presidente manifestou sua  admiração “ aos judeus que se opõem a punição coletiva, em Gaza”. Lula defendeu reforma no conselho de segurança, na ONU e destacou que Sul Global deve se respeitado e ouvido”.

No discurso na ONU, Lula abordou temas que tradicionalmente leva às cúpulas internacionais, como a defesa da democracia, o combate à fome e a recuperação da relevância dos mecanismos multilaterais globais.

Íntegra do discurso de Lula na abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na manhã desta terça-feira (23):

“Caros chefes de estados e de governos, representantes dos estados membros aqui reunidos, este deveria ser o momento de celebração das Nações Unidas.

Criada na guerra, a ONU simboliza a expressão mais elevada da aspiração pela paz e pela prosperidade. Hoje, contudo, os ideais que inspiraram seus fundadores, em São Francisco, estão ameaçados como nunca estiveram em toda a sua história.

O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta organização está em cheque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder.

Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra. Existe um evidente paralelo entre a crise do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente à arbitrariedade.

Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas. Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades.

Cultua a violência, exalta a ignorância, atua como milícias físicas e digitais e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataques sem precedentes, o Brasil optou para resistir e defender sua democracia, reconquistada há 40 anos pelo seu povo depois de duas décadas de governo ditatoriais.

Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e nossa economia. A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável.

Esta ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil.

Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias e pela primeira vez em 525 anos de nossa história um ex-chefe de Estado foi condenado por atentado contra o Estado Democrático de Direito. Foi investigado, indiciado e julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso.

Teve amplo direito de defesa, prerrogativa que as ditaduras negam as suas vítimas. Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas e aqueles que os apoiam. Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis.

Seguiremos como uma nação independente e como um povo livre de qualquer tipo de tutela. Democracias sólidas vão além do ritual eleitoral.

Seu vigor pressupõe a redução das desigualdades, a garantia dos direitos mais elementais, a alimentação, a segurança, o trabalho, a moradia, a educação e a saúde.

A democracia falha quando as mulheres ganham menos que os homens ou morrem pelas mãos de parceiros e familiares. Ela perde quando fecha as tuas portas e culpa migrantes pelas mazelas do mundo.

A pobreza é tão inimiga da democracia quanto o extremismo. Por isso, foi com orgulho que recebemos da FAO a confirmação de que o Brasil voltou a sair do mapa da fome este ano de 2025.

Mas no mundo ainda há 670 milhões de pessoas famintas e cerca de 2 bilhões e 300 milhões enfrentam à insegurança alimentar.

A única guerra que todos podem sair vencedores é a que travamos contra a fome e a pobreza. Esse é o objetivo da Aliança Global que lançamos no G20 e que já conta com apoio em 103 países.

A comunidade internacional precisa rever suas prioridades, reduzir os gastos com guerras e aumentar a ajuda ao desenvolvimento.

Aliviar os serviços nativos de externo dos países mais pobres, sobretudo os africanos, e definir padrões mínimos de tributação global para que os super-ricos paguem mais impostos que os trabalhadores.

A democracia também se mede pela capacidade de proteger as famílias e a infância. As plataformas digitais trazem possibilidade de nos aproximar como jamais havíamos imaginado, mas têm sido usadas para semear intolerância, misoginia, xenofobia e desinformação. A internet não pode ser terra sem lei, cabe ao poder público proteger os mais vulneráveis.

Regular não é restringir a liberdade de expressão, é garantir que o que já é ilegal no mundo real seja tratado assim também no ambiente virtual.

Ataques à regulação serve para encobrir interesses escusos e dar guarida a crimes como fraudes, tráfico de pessoas, pedofilia e investidas contra a democracia.

O parlamento brasileiro, corretamente, apressou sem abordar esse problema. Com orgulho, promulguei na última semana uma das leis mais avançadas do mundo para a proteção de crianças e adolescentes na esfera digital.

Também enviamos ao Congresso Nacional um projeto de lei para fomentar a concorrência nos mercados digitais e para incentivar a instalação de data centers sustentáveis.

Para mitigar os riscos da inteligência artificial, apostamos a construção de uma governança multilateral em linha com o pacto digital global aprovado neste plenário o ano passado.

Senhoras e senhores, na América Latina e Caribe, vivemos um momento de crescente polarização e instabilidade. Manter a região como zona de paz, sempre foi e é a nossa prioridade. Somos um continente livre de armas e destruição em massa, sem conflitos étnicos ou religiosos.

É preocupante a equiparação entre a criminalidade e o terrorismo. A forma mais eficaz de combater o tráfico de drogas é a cooperação para reprimir a lavagem de dinheiro e limitar o comércio de armas.

Usar força letal em situações que não constituem conflitos armados equivale a executar pessoas sem julgamento.

Outras partes do planeta já testemunharam intervenções que causaram danos maiores do que se pretendem evitar, com graves consequências humanitárias.

A via do diálogo não deve estar fechada na Venezuela. O Haiti tem direito a um futuro livre de violência, e é inadmissível que Cuba seja alistada como país que patrocine o terrorismo.

No conflito na Ucrânia, todos já sabemos que não haverá solução militar.

O recente encontro no Alaska despertou a esperança de uma saída negociada. É preciso pavimentar caminhos para uma solução realista. Isso implica levar em conta as legítimas preocupações de segurança de todas as partes.

A iniciativa africana e o grupo de amigos da paz, criado por China e Brasil, pode contribuir para promover o diálogo. Nenhuma situação é mais emblemática do que o uso desproporcional e ilegal da força do que a da Palestina.

Os atentados terroristas depredados pelo Hamas são indefensáveis sobre qualquer ângulo, mas nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza.

Ali, sobre toneladas de escombros, dezenas e milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o Direito Internacional Humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente.

Este massacre não aconteceria sem a cumplicidade dos que poderiam evitar. Em Gaza, fome é usado como arma de guerra. O deslocamento forçado de populações é praticado impunemente.

Quero expressar minha admiração aos judeus que dentro e fora de Israel se opõe a essa punição coletiva. O povo palestino corre o risco de desaparecer. Só sobreviverá como um Estado independente integrado à comunidade internacional.

Esta é a solução defendida por mais de 150 membros da ONU reafirmada ontem aqui nesse mesmo plenário, mas obstruída por um único veto. É lamentável que o presidente Mahmoud Abbas tenha sido impedido pelo país anfitrião de ocupar a bancada da Palestina nesse momento histórico.

O alastramento desse conflito para o Líbano, para a Síria, e o Irã e o Catar, fomenta escalada armamentistas sem precedentes.

Senhoras, Presidenta, bombas e armas nucleares não vão nos proteger da crise climática. O ano de 2024 foi o mais quente já registrado.

A COP30 em Belém, no Brasil, será a COP da verdade. Será o momento de os líderes mundiais provarem a seriedade de seu compromisso com o planeta. Sem ter o quadro completo das Contribuições Nacionalmente Determinadas, a chamada (NDCs),  caminharemos de olhos vendados para o verdadeiro abismo.

O Brasil se comprometeu a reduzir entre 59 e 67% suas emissões, abrangendo todos os gases de efeito estufa em todos os setores da economia.

Nações em desenvolvimento enfrentam a mudança do clima ao mesmo tempo em que lutam contra outros desafios.

Enquanto isso, países ricos usufruem de padrão de vida obtido às custas de 200 anos de emissão de gases. Exigir maior opção e maior acesso a recursos e tecnologias não é uma questão de caridade, é apenas uma questão de justiça.

A corrida por minerais críticos e essenciais para a transição energética não pode reproduzir a lógica predatória que marcou os últimos séculos.

Em Belém, o mundo vai conhecer a realidade da Amazônia. O Brasil já reduziu pela metade o desmatamento na região nos dois últimos anos. Erradicá-lo requer garantia, condições dignas de vida para seus milhões de habitantes.

Fomentar o desenvolvimento sustentável é o objetivo do Fundo Floresta Tropicais para sempre, que o Brasil pretende lançar para remunerar os países que mantêm suas florestas em pé.

É chegado o momento de passar da fase da negociação para a etapa da implementação.

O mundo deve muito ao regime criado pela convenção do clima, mas é necessário trazer o combate a mudança do clima para o coração da ONU para que ela tenha a atenção que merece.

Um conselho vinculado à Assembleia Geral, com força e legitimidade para monitorar compromissos, dará coerência à ação climática.

Trata-se de um passo fundamental na direção de uma reforma mais abrangente da organização que contemple também um Conselho de Segurança ampliado nas duas categorias dos seus membros. Poucas áreas retrocederam tanto como o sistema multilateral de comércio.

Medidas unilaterais transformam em letra morta princípios bazilares, como a cláusula de nação mais favorecida, desorganizam cadeia de valor e lançam a economia mundial em uma espiral perniciosa de preços altos e de estagnação. É urgente refundar a OMC em bases modernas e flexíveis.

Senhoras e senhores, este ano, o mundo perdeu duas personalidades excepcionais, o presidente do Uruguai, Pepe Mojica e o nosso querido Papa Francisco. Ambos encarnaram como ninguém os melhores valores humanistas.

Suas vidas se entrelaçaram com as oito décadas de existência da ONU. Se ainda estivesse entre nós, provavelmente usariam esta tribuna para lembrar que o autoritarismo, a degradação ambiental e a desigualdade não são inexoráveis.

Que os outros derrotados são os que cruzam os braços resignados. Que podemos vencer os falsos profetas de oligarcas que exploram o medo e monetizam o ódio.

E que o amanhã é feito de escolha diárias e é preciso coragem de agir para transformá-los. No futuro que o Brasil vislumbra, não há espaço para reedição de rivalidades ideológicas ou esfera de influência.

A confrontação é inevitável. Precisamos de liderança com clareza de visão, que entenda que a ordem internacional não é um jogo de soma zero. O século XXI será cada vez mais molecular.

Para se manter pacífico, não pode deixar de ser multilateral. O Brasil confere crescente importância à União Europeia, a União Africana, a ASEAN, a FELAC, aos Brics e ao G20, a voz do sul global deve ser respeitada e ouvida.

A ONU tem hoje quase quatro vezes mais membros do que os 51 que estiverem na sua fundação.

Nossa missão histórica é retomada novamente, portadora de esperança e promotora da igualdade e da paz, do desenvolvimento sustentável e da diversidade e da tolerância. Que Deus nos abençoe a todos e muito obrigado”.

Luiz Inácio Lula da Silva

Em discurso na ONU, Trump diz que teve “química excelente” com Lula e afirma que os dois se reunirão na semana que vem

Presidente dos EUA elogiou Lula durante discurso a líderes de países membros da ONU nesta terça (23). Ele também defendeu sua própria gestão e disse que ONU ‘não está nem perto de seu potencial’.

Trump diz que abraçou Lula e que tiveram ótima química

Trump discursa na ONU em 23 de setembro de 2025 — Foto: Shannon Stapleton/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (23), durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, que se reunirá na semana que vem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para debater as retaliações que os EUA vêm aplicando ao Brasil por conta do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre outros pontos, em seu duscrso, personalista e recheado de críticas ao governo anterior dos Estados Unidos  e um balanço de seu trabalho, segundo ele, exitoso pelo mundo, afirmou: “Acabei com sete guerras em sete meses, pelo mundo; essa é a era de ouro dos Estados Unidos; Palavras vazias não acabam com guerras; ONU só me deu escada ruim e teleprompter com problema; Deveria receber Nobel da Paz, por acabar com guerras; Acabamos com guerra Israel-Irã, em 12 dias; Estado Palestino seria recompensa para o Hamas; Temos de acabar com guerra em Gaza e trazer reféns de volta; Guerra na Ucrânia não acoanteceria se eu fosse presidente; Se usarmos armas que temos, o mundo pode acabar; ONU não está resolvendo problema, mas criando; Trump critica política da ONU sobre imigração; Trump sobre imigração: EUA são do povo americano; Países têm de ter direito de limitar imigrantes; ONU está financiando imigração descontrolada; Hora de acabar experimento falido de fronteiras abertas; Designei cartéis de drogas selvagens como terroristas; Trump  sobre cartéis: “vamos explodir vocês”; Washington era capital do crime e virou cidade segura; Trump critica agenda verde de países Europeus; Europa está endl destruída por energia verde e imigração; China produz mais CO2 que todos os paises”, acentuou Donal Trump.

“Ele gostou de mim, eu gostei dele”, Trump falou de Lula.

Durante o discurso — no qual ele também exaltou seu próprio governo e criticou a ONU, Trump diz que teve “uma química excelente” com o presidente brasileiro, “que pareceu um cara muito agradável”.

“Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem”, disse Trump. “Não tivemos muito tempo para conversar, tipo uns 20 segundos (…). Mas ele pareceu um homem muito legal. Ele gostou de mim, e eu gostei dele”.

Fontes do governo brasileiro confirmaram a reunião entre Trump e Lula na semana que vem, mas não disseram se a conversa ocorrerá ao vivo ou por telefone.

A fala contrasta com a tensa relação que Estados Unidos e Brasil vêm tendo desde julho, quando Trump anunciou tarifas de 50% a produtos brasileiros em retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No discurso desta terça, o presidente dos EUA voltou a criticar indiretamente o processo. Ele afirmou haver “censura, repressão, corrupção judicial e perseguição a críticos políticos” no Brasil.

“O Brasil agora enfrenta tarifas pesadas em resposta aos seus esforços sem precedentes para interferir nos direitos e liberdades dos nossos cidadãos americanos e de outros, com censura, repressão, armamento, corrupção judicial e perseguição de críticos políticos nos Estados Unidos”, disse Trump, antes de elogiar Lula.

A reunião entre Trump e Lula será a primeira conversa direta entre os dois líderes desde o início da crise do tarifaço. Mas o presidente norte-americano já havia sinalizado estar disposto a se reunir com o brasileiro.

Em julho, após anunciar as tarifas, Trump disse que deveria conversar com Lula “em algum momento, mas não agora”. Depois, no início de agosto, Trump disse que “Lula pode falar comigo quando quiser”, ao ser questionado sobre a crise com o Brasil.

Em julho, Trump enviou uma carta a Lula anunciando tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Na ocasião, ele justificou a medida, em parte, pelo que classificou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A medida entrou em vigor na primeira semana de agosto. Na época, a Casa Branca anunciou que quase 700 itens seriam isentos, incluindo suco de laranja, combustíveis, veículos, aeronaves civis e determinados tipos de metais e madeira.

Discurso

Também antes de mencionar o Brasil, Donald Trump discursou por mais de uma hora na Assembleia Geral — a ONU recomenda que os líderes não passem de 15 minutos em suas falas na sessão —, exaltando seu governo, criticando a ONU e negando, novamente, o aquecimento global.

“Graças à minha gestão, os EUA estão na era de ouro. Somos o país mais ‘sexy’ do mundo”, iniciou o presidente norte-americano.

Falando pela primeira vez aos líderes de membros da ONU em seu novo mandato presidencial, o norte-americano disse ter melhorado índices de economia e levantou a bandeira de sua política anti-imigração, uma das principais marcas de seu governo até agora.

Na sequência, Trump disparou críticas à ONU, a quem culpou por “criar novos problemas” para o mundo.

“A ONU não só não resolve os problemas que deveria com muita frequência, como também cria novos problemas para nós resolvermos. O melhor exemplo é a principal questão política do nosso tempo: a crise da migração descontrolada”, disse Trump. “A ONU não está nem perto de todo seu potencial”.

Para justificar a crítica à ONU, usou o argumento que tem repetido em sua autocampanha para vencer o Prêmio Nobel da Paz: o de que “tive de encerrar, sozinho, sete guerras”, em referência a conflitos como entre Cambódia e Tailândia, Paquistão e Índia e Israel e Irã — pausado após um ataque dos EUA ao território iraniano.

“Muita gente diz que eu deveria ganhar o Nobel da Paz”.

Com um discurso que pareceu improvisado em alguns momentos — Trump alegou que o teleprompter do plenário não estava funcionando e que falaria “do coração”, o presidente dos EUA arrancou aplausos da plateia em apenas um momento: quando pediu um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

No entanto, ele criticou a onda de países que reconheceram o Estado da Palestina nos últimos dias, como os aliados Reino Unido e França.

“Tem gente reconhecendo o Estado Palestino, seria uma recompensa muito grande para o Hamas…. Apenas libertem os reféns”.

‘Encerrei sete guerras sem a ajuda da ONU’, diz Trump

Trump também disparou contra a Rússia e a China. Criticou a tentativa de Moscou de controlar o mercado de petróleo e gás natural e disse que se reunirá com líderes europeus ao longo da Assembleia Geral para negociar o boicote que propôs uns dias atrás.

Sobre a China, sugeriu que o país foi o responsável por criar o coronavirus. Também menosprezou as mudanças climáticas e disse que “as energias renováveis são uma piada”. As previsões sobre o aquecimento global “foram feitas por pessoas estúpidas”, afirmou ainda.

Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa com g1