Luciano Zucco vence no primeiro turno e assume o comando do Rio Grande do Sul

Foto: Divulgação/ Assessoria de Imprensa

Por Edgar Lisboa

Deputado federal do PL conquista o Palácio Piratini com maioria dos votos válidos e abre um novo ciclo político no Estado; Silvana Covatti, do PP, será vice-governadora

Luciano Zucco (PL), de 52 anos, foi eleito neste domingo, 4, governador do Rio Grande do Sul. Com 82% das urnas apuradas, o deputado federal alcançava 58,4% dos votos válidos, resultado suficiente para definir a eleição ainda no primeiro turno.

A vitória leva ao Palácio Piratini um dos principais nomes da direita gaúcha e encerra uma campanha marcada pela disputa entre diferentes projetos para suceder o governador Eduardo Leite. Zucco concorreu tendo como vice a deputada estadual Silvana Covatti (PP), em uma aliança que reuniu PL, PP, Republicanos, Novo, Podemos e outras forças políticas. Durante a campanha, a chapa buscou ampliar sua presença para além do eleitorado tradicional do PL.

Ascensão rápida

Tenente-coronel do Exército, Zucco construiu uma trajetória política relativamente curta, mas marcada por votações expressivas. Entrou na política eleitoral em 2018, quando conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Quatro anos depois, deu um salto para Brasília. Nas eleições de 2022, foi eleito deputado federal e tornou-se o candidato mais votado para a Câmara dos Deputados no Rio Grande do Sul. No Congresso, ganhou projeção nacional e chegou à liderança da oposição na Câmara.

A candidatura ao governo representou um passo ainda maior. Ao longo da construção da chapa, Zucco conseguiu reunir partidos de diferentes segmentos da direita e do centro-direita. A definição de Silvana Covatti para a vice consolidou principalmente a aproximação entre PL e PP, duas forças importantes no cenário político gaúcho.

Mudança no Piratini

A eleição também representa uma mudança importante no comando político do Estado. Zucco sucederá Eduardo Leite, encerrando um ciclo iniciado em 2019.

Durante a campanha, o deputado enfrentou adversários que representavam diferentes campos políticos, entre eles Gabriel Souza (MDB), vice-governador e candidato ligado à continuidade da atual administração, Juliana Brizola (PDT), apoiada por partidos da esquerda, e Marcelo Maranata (PSDB).

A vitória no primeiro turno dá a Zucco força política para iniciar a montagem do futuro governo, mas também amplia sua responsabilidade. A partir de janeiro, a campanha dá lugar aos desafios concretos de administrar um Estado que ainda enfrenta consequências econômicas e estruturais das enchentes, além de problemas históricos relacionados à dívida, infraestrutura, competitividade, saúde, educação e segurança pública.

O desafio começa agora

Se a eleição revelou a força da direita no Rio Grande do Sul, o exercício do governo exigirá uma equação mais ampla.

Zucco terá de construir uma relação com a Assembleia Legislativa, dialogar com prefeitos e buscar em Brasília os recursos necessários para projetos estratégicos. Também precisará estabelecer pontes com setores que não estiveram ao seu lado durante a campanha.

A reconstrução do Estado permanece como uma das grandes tarefas da próxima administração. Indústria, agronegócio, comércio e municípios esperam respostas capazes de recuperar investimentos, gerar empregos e preparar o Rio Grande do Sul para enfrentar novos eventos climáticos extremos.

A eleição termina neste domingo. A partir de agora, o discurso de campanha terá de se transformar em programa de governo.

Luciano Zucco chega ao Palácio Piratini respaldado por uma vitória no primeiro turno. O tamanho desse apoio representa uma vantagem política inicial, mas também aumenta a cobrança.

As urnas deram a ele o direito de governar. O desafio, a partir de janeiro de 2027, será governar para todos os gaúchos.

Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa