Neste ano elegeremos o 33º Presidente, dos 137 anos de República. Qual a experiência que se pode tirar neste período da nossa história?
No império Don Pedro I, nos tirou da condição de Colônia, proclamando a independência como nação soberana. Seu filho Don Pedro II, além de libertar os escravos, traçou e iniciou a malha ferroviária, incrementou a melhoria da educação; determinou estudos sobre o aproveitamento das águas do Rio São Francisco para atender às regiões castigadas pela estiagem. Ao contrário da atualidade, tornou-se mundialmente respeitado e conhecido por dominar mais de quinze idiomas, além de ser membro notável de academias cientificas e culturais da Europa e das Américas. Apesar disso foi deposto pelos militares, no primeiro golpe de estado, que tivemos na história brasileira.
Agora na Republica impõe-se uma análise do preparo cultural e político dos nossos 32 Presidentes, para saber como votar. Doze chegaram a ser governadores de estados, antes da presidência. Foram cinco de São Paulo: Prudente de Morais, Campos Sales, Rodrigues Alves, Washington Luís e Jânio Quadros. Quatro de Minas Gerais:Afonso Pena, Venceslau Brás, Artur Bernardes, Juscelino Kubitschek, a conhecida “politica do café com leite”. Rio Grande do Sul: Getúlio Vargas. Maranhão: José Sarney e Alagoas: Fernando Collor de Mello.
Três foram senadores antes de assumir a Presidência;Prudente de Morais, Washington Luiz e Fernando Henrique Cardoso; sendo que Tancredo Neves faleceu antes da posse;
Uma dúzia, foram Deputados Federais: Prudente de Morais, Campos Sales, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Epitácio Pessoa, Getúlio Vargas. João Goulart, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Michel Temer e Jair Bolsonaro.
Dos oito presidentes militares, quatro marechais: Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Hermes da Fonseca e Castelo Branco; quatro generais: Eurico Gaspar Dutra, Costa e Silva, Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo. Além disso, a Junta Militar de 1969 formada pelo colegiado de três ministros militares: Augusto Rademaker Grunewald – Almirante de Esquadra da Marinha, Aurélio de Lira Tavares – General de Exército e Márcio de Sousa e Melo – Tenente-Brigadeiro.
Dilma Roussef – economista, foi secretária e ministra, mas nunca exerceu mandato eletivo antes da presidência. Assim, desde a Independência até hoje, o Brasil teve trinta e quatro chefes de Estado. Dois imperadores e trinta e dois presidentes.
Sobre a honestidade destes governantes, em Consulta a Inteligência Artificial (CHAT-GPT) obtive a seguinte resposta:
“Entre historiadores, juristas e analistas políticos, os governos mais frequentemente associados a grandes escândalos de corrupção são:
1 – Luiz Inácio Lula da Silva (2003–2010) – Durante seus mandatos vieram à tona o Mensalão e Petrolão, apurados posteriormente pela Operação Lava Jato, que revelou um amplo esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, empreiteiras, partidos políticos e agentes públicos. A Lava Jato investigou fatos ocorridos em diferentes governos e empresas estatais, mas grande parte dos esquemas identificados se desenvolveu durante esse período. No atual mandato, escândalos do roubo dos aposentados e Banco Master com figuras e lideranças do governo envolvidas;
2 – Dilma Rousseff (2011–2016) – A Operação Lava Jato continuou durante seu governo, com inúmeras investigações, prisões e acordos de colaboração. Embora Dilma não tenha sido condenada por corrupção, muitos dos fatos investigados ocorreram ou continuaram durante sua administração. Seu impeachment, contudo, foi fundamentado em crimes de responsabilidade relacionados às chamadas “pedaladas fiscais”, que cassaram seu segundo mandato.
Fernando Collor de Mello (1990–1992) – Seu governo terminou com um processo de impeachment motivado por denúncias de corrupção envolvendo o esquema de Paulo César Farias (PC Farias). Posteriormente, Collor também foi condenado por corrupção em outro processo relacionado à Lava Jato. Cumpre pena em prisão domiciliar.”
Considerando o resultado do segundo turno da última eleição presidencial, os números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram estes: Lula da Silva: 60.345.999 ou 50,90% dos votos válidos, Jair Bolsonaro: 58.206.354 ou 49,10%, uma diferença de 2.139.645 votos ou 1.80% em favor de Lula.
Agora 158.369.824 eleitores foram habilitados, cerca de dois milhões a mais da eleição passada, ou seja, exatamente a diferença entre os candidatos da última eleição de 2022. Será uma disputa sem precedentes, porquanto o índice de aprovação de Lula tem girado em torno dos 40% em todas as pesquisas registradas no TSE.
Em resumo, mais uma vez, o eleitor terá a mesma opção que vem tendo nos últimos vinte anos pela continuidade da situação, mas agora com várias opções de oposição face novas candidaturas, novas propostas e planos diferentes da situação.
A esperança ainda fica com a costumeira crença que “DEUS SEJA BRASILEIRO,” para iluminar o eleitor na escolha do melhor e não do menos ruim.
NILSO ROMEU SGUAREZI, advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor da tese da CONSTITUINTE EXCLUSIVA, com 50% de homens e mulheres, sem fundo eleitoral, com voto distrital e inelegibilidade de dez anos para quem escrever a nova constituição.