A Aneel aprovou o reajuste da revisão tarifária anual da energia. A recomposição é abaixo da inflação, mas vai aumentar o valor dos boletos

A conta de luz ficará mais cara no Distrito Federal. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a revisão tarifária anual. Para consumidores residenciais, o aumento será de 1,06%. Os boletos de indústrias e comércio de médio e grande porte terão reajuste de 4,27%. O índice médio da recomposição é de 1,92%.
Com o reajuste uma conta residencial de R$ 100 terá o aumento de aproximadamente R$ 1. Uma conta de luz industrial ou comercial de R$ 5 mil receberá um reajuste de R$ 213,50. Os novos valores entram em vigor a partir de quinta-feira (22/10).
Na terça-feira (20/10), a diretoria colegiada da Aneel aprovou o resultado provisório da revisão tarifária periódica de 2026 da distribuidora Neoenergia Distribuição Brasília S.A., concessionária responsável pela prestação do serviço no DF. A empresa atende aproximadamente 1,2 milhão de unidades consumidoras.
Segundo a concessionária, o reajuste ficou abaixo da inflação. A Neonergia frisou ainda que, na composição da tarifa, a distribuidora representa a menor parcela. No caso da Neoenergia Brasília, 16,8% do valor cobrado na fatura fica com a empresa para cobrir os custos de operação, manutenção, administração do serviço e investimentos.
“Isso significa que, para uma conta de R$ 100, por exemplo, apenas R$ 16,80 são destinados efetivamente à companhia para operar, manter e expandir todo o sistema elétrico do DF. A maior parte, 42,8%, são destinados para pagar os tributos (encargos setoriais e impostos)”, argumentou a concessionária.
Desta forma, de acordo com a Neoenergia, os custos com a compra e transmissão de energia continuam tendo uma grande participação nos custos da tarifa de energia elétrica, representando 40,4% do total.