Davi Alcolumbre, Hugo Motta, Rodrigo Pacheco e Arthur Lira
Os parlamentares do PL e aliados, prometem continuar, nesta emana, da tribuna da Câmara dos Deputados e nas redes sociais, o barulho iniciado logo após o Supremo decidir que o ex-presidente Jair Bolsonaro é réu, na trama de 8 de janeiro. Com ameaças, acusações, ofensas na esteira da polarização dos Partidos, com acusações, sem limites, um festival de narrativas com conteúdos que assustam até os mais radicais. O deputado Afonso Motta (PDT/RS) acha que, “a situação é delicada mas a foto do presidente Lula, no Japão, com o comando do Congresso Nacional, diz muito.
Costurando com o Parlamento
A presença do presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil), do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), do presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos) e do ex-presidente, Arthur Lira (PP) mostra a disposição de uma atuação conjunta em favor da governabilidade.
Mudança da legislação
Afonso Motta (Crédito: Mário Agra, Câmara dos Deputados)
Na opinião de Afonso Motta, no Congresso tem um entendimento, que é não deixar esse tensionamento e essa circunstância do julgamento de Bolsonaro radicalizar. Segundo o parlamentar, o pedido da anistia tem por trás uma possibilidade de que se ela avançar, avança também a mudança da legislação eleitoral sobre inelegibilidade e tentar alterar o prazo das condenações sobre inelegibilidade para poder beneficiar o Bolsonaro”.
Sem chance de prosperar
Afonso Motta disse que tudo é legítimo, “eu não concordo, mas tudo é legítimo”. Para o parlamentar, “nessa altura a segurança que tem no Congresso Nacional é que os líderes, os presidentes não vão correr o risco de botar em pauta esse assunto. E se o presidente botar em pauta, não tem chance de prosperar, não tem como andar”.
Canetaço não vai funcionar
Caso o presidente da Câmara, ou do Senado topem colocar em pauta a anistia, destaca Afonso Motta, “não pensa que é um canetaço e no outro dia tem votação. Tem todo um procedimento com relação a matéria, é dessas que vai demorar um tempo”.
Desestabilizar o país
Na visão do parlamentar gaúcho, “seria uma grande irresponsabilidade colocar na pauta um assunto que vai desestabilizar o país”. Para Afonso Motta, “se isso aí for para pauta, o país retorna aos tempos do impeachment da Dilma. Uma insegurança, sem saber o que vai acontecer ali na frente, um tensionamento, todas as questões de natureza fiscal, econômica, passam para o segundo plano”.
Não entrará em pauta
Na avaliação do congressista, o presidente da Câmara, Hugo Motta, que é onde vai ter o primeiro passo e aonde tem uma presença maior de parlamentares, ele não vai colocar isso na pauta. Se colocar na pauta, é guerra, desestabiliza, aí incendeia” alerta Afonso Motta.
Julgamento vai ser rápido
Por outro lado, avalia o deputado, o Supremo Tribunal Federal está acelerando o processo, não vai ficar aí, tem direito agora, avaliar as provas a tramitação do processo. As partes vão apresentar as razões e tudo mais, isso não vai ficar indefinidamente, o julgamento ao que tudo indica vai ser rápido”.
Eleições 2026
Questionado se haverá impacto maior no Congresso, por causa das eleições de 2026. Afonso Motta acredita que, “é muito cedo eu acho que tem que prestar atenção na federação PP e o União Brasil. É um fato relevante, porque vai ter a maior bancada da Câmara, serão aproximadamente um pouco mais ou um pouco menos de 110 deputados. tem que ver o que vai acontecer também com os deputados da bancada, se vão ficar todos no União Brasil, se vão ficar na federação”.
Três grandes bancadas
Na opinião de Afonso Motta, “o que vai decidir tudo, são três grandes bancadas: PL, PP, União Brasil, PT e a Federação PT, o resto é acessório”.
Dias contados
Na avaliação do deputado, “o tensionamento e a radicalização esquerda, direita, está com os, dias contados.” Acho que vai se achar um caminho, até porque o Lula está com dificuldade de concorrer e o Bolsonaro não vai concorrer, ele está condenado, vai ser condenado de novo”.
Partidos de centro
“Se não vão concorrer nem o Lula e nem o Bolsonaro, como é que vai ficar? Tem um espaço grande para os partidos de centro, não sei se vai ser centro-direita ou vai ser centro com uma grande aliança”, avalia Afonso Motta. “Por exemplo, aqui no Rio Grande do Sul, movimentos de frente ampla, de esquerda, simpatizam com a candidatura do Eduardo Leite, a presidência da República. Simpatiza, não quer dizer que seja viável, ele não tem hoje nem partido, mas tem uma respeitabilidade pela candidatura dele”, argumenta.
Possíveis pré-candidatos
Eduardo Leite, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado
Entre os pré-candidatos que se credenciam, até o momento, para subir a rampa do Palácio do Planalto, estão os governadores Eduardo Leite (PSDB/RS), Ratinho Júnior (PSD/PR) e Ronaldo Caiado (União Brasil/GO), com um candidato de esquerda e um de extrema direita, já temos aí cinco candidatos.
Hugo Motta já deu o recado
O presidente da Câmara, Hugo Mota, sinalizou a pessoas próximas que não vai pautar o projeto de anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro. O entendimento é que ceder a pressão traz prejuízos ao Congresso junto ao Supremo em meio ao julgamento da denúncia do golpe.
A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.
Edgar Lisboa