Na OPINIÃO DO JORNAL ESTADO DE SÃO PAULO, edição de 27/09/2026, consta o seguinte:
“Foi exclusivamente política a decisão que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou ao derrubar uma ordem do ministro André Mendonça, na condição de vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para remover publicações em redes sociais que prejudicavam o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro”, para de forma muito clara e firme também esclarecer:
“Dino atropelou competências de maneira monocrática e atuou de forma escancarada como militante da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Nada surpreendente, diante da baderna judicial à qual infelizmente o País já começa a ficar habituado, graças à irresponsabilidade de uma parte dos ministros do Supremo”.
Tudo aquilo foi café pequeno, da monstruosidade às vésperas da eleição contra a candidatura do Senador Deltan Dalagnol do Paraná, que com sua expressiva votação, deu um puxão de orelhas nos ministros lulistas encarregados da missão de manter o poder petista a qualquer custo.
O verdadeiro atentado contra a democracia nesta campanha eleitoral, ficou escancarado e sem qualquer resquício de pudor, mas rechaçado nos quatro cantos da nação pelo PODER SOBERANO DO VOTO POPULAR QUE SE FEZ OUVIR.
A falta de segurança jurídica impediu até o tradicional debate eleitoral – previamente ajustado com os partidos políticos pela Rede Globo de TV, fazendo com que a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) publicamente se manifestaram com “profunda indignação” ao classificarem as ilegais medidas judiciais como “agressão à liberdade de imprensa”.
Neste país com mais de 83,6% de católicos e evangélicos, vale a citação bíblica de Coríntios 15:33, que diz: “Não vos enganeis: as más companhias corrompem os bons costumes.”Que o espírita ALAN KARDEC, no século XIX, traduziu em linguagem popular: “Dize-me com quem andas e dir-te-ei quem és.”
Que o recado das urnas conscientize a magistratura para entender que novos tempos e atitudes no desgaste legislativo, começam a aparecer com a nova geração de políticos. As votações de Nikolas Ferreira,30 anos, e Lucas Pavanato, de 28, deputados federais mais votados da história ao ultrapassarem os 3 milhões de votos, bem como de Guilherme Derrite, 41 anos, que recebeu 13.273.880 votos, correspondentes a 30,59% dos votos válidos, a maior votação da história política desta nação.
Fiquem atentos também os autoritários capas pretas que anularam as comprovadas corrupções punidas pela LAVAJATOporquanto a eleição em primeiro turno do Senador Sergio Moro para o Governo do Paraná e expressiva votação do prosseguido Deltan Dalagnol, foi o mais claro protesto dos paranaenses que demonstraram não aceitar a anulação das condenações em três instâncias, dos corruptos que devolveram bilhões de seus roubos e fizeram com que a Petrobras tivessem que pagar perto de três bilhões de dólares no acordo com a Bolsa de Valores de Nova York, que corresponderam na época a 15 bilhões de reais.
Mas o recado das urnas, também está lacrado para a exigência de reformas com a promessa do fim da reeleição, da diminuição dos abusivos gastos da administração pública, da extinção das corruptivas emendas parlamentares e imorais fundos eleitorais, bem como da ineficiência do processo educacional que nos mantém atrelados neste crônico subdesenvolvimento.
NILSO ROMEU SGUAREZI, advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor da tese da CONSTITUINTE EXCLUSIVA, com 50% de homens e mulheres, sem fundo eleitoral, com voto distrital e inelegibilidade de dez anos para quem escrever a nova constituição.