Caiado cobra defesa do Brasil e critica disputa eleitoral acima dos interesses nacionais

Ronaldo Caiado, Rio de Janeiro (Foto:Reprodução/TV Globo)

Por Edgar Lisboa

Em agenda no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (9), o governador de Goiás e pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado defendeu que os interesses do Brasil estejam acima das disputas eleitorais, principalmente diante da crise comercial entre Brasil e Estados Unidos.

Ao comentar o pedido feito pelo senador e também pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro para que o governo americano adie a aplicação do tarifaço contra produtos brasileiros para depois das eleições, Caiado classificou a iniciativa como um erro.

Segundo ele, é inaceitável que um candidato à Presidência pense primeiro na conveniência eleitoral, enquanto o governo federal também conduz o tema sob forte viés político. Para Caiado, “o Brasil fica em segundo plano” quando governo e oposição transformam uma questão de interesse nacional em instrumento de campanha.

O governador afirmou que o momento exige união na defesa do país e criticou o fato de lideranças políticas priorizarem estratégias eleitorais em vez de buscar uma solução para preservar empregos, investimentos e as relações comerciais brasileiras.

Respeito às alianças estaduais

Questionado sobre a decisão do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também filiado ao PSD, de apoiar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado, Caiado minimizou o impacto político.

Segundo ele, cada Estado possui realidade própria e as alianças regionais devem ser respeitadas. “Eduardo Paes disputa o governo do Rio de Janeiro e eu disputo a Presidência da República. Respeitamos as circunstâncias de cada Estado”, afirmou.

Nos bastidores, avançam as negociações para uma aliança entre o PSD e o PT no Rio, com a possibilidade de uma chapa ao Senado formada pelos deputados federais Pedro Paulo (PSD) e Benedita da Silva.

“Eleição de rejeitados”

Na tentativa de consolidar uma alternativa à polarização nacional, Caiado voltou a atacar os dois principais adversários na disputa presidencial. Classificou o cenário como uma “eleição de rejeitados”, afirmando que parte do eleitorado vota mais por rejeição ao outro candidato do que por convicção.

Também criticou os históricos de denúncias envolvendo adversários e afirmou que sua trajetória política não está associada a escândalos como rachadinha, mensalão ou petrolão.

Agenda com mulheres

Durante encontro com lideranças femininas, Caiado também rebateu declarações de que mulheres deveriam apenas acompanhar as decisões políticas dos maridos. Defendeu a autonomia feminina e destacou a importância da participação das mulheres na vida pública.

A agenda integra a estratégia do pré-candidato para ampliar o diálogo com o eleitorado feminino, considerado um dos segmentos mais decisivos da eleição presidencial de 2026.

Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa