Casa Branca restringe IA e pode abrir caminho para a China, alerta Pedro Doria na CBN

ILustração (Edgar Lisboa com recursos de IA)

Questionado por Milton Jung, durante o Jornal da CBN, sobre o que está acontecendo no mercado de inteligência artificial, o colunista de tecnologia Pedro Doria respondeu de forma contundente:

“Loucuras, loucuras, loucuras. O governo americano pirou.”

Segundo Pedro Doria, os ouvintes devem se lembrar de que, há cerca de duas semanas, o programa tratou da decisão do governo dos Estados Unidos de impedir a disponibilização global do mais novo modelo da Anthropic, o Claude Fable.

“O motivo é que se trata de um modelo extremamente avançado, capaz de identificar vulnerabilidades de cibersegurança em praticamente qualquer sistema: Windows, macOS, plataformas bancárias, serviços de internet e muito mais.”

De acordo com Doria, o governo norte-americano determinou que o modelo só poderia ser disponibilizado a cidadãos americanos. A empresa respondeu que não tinha como verificar a nacionalidade de todos os usuários que acessam a plataforma.

“A Anthropic respondeu: ‘Eu não tenho como controlar a cidadania de cada pessoa que entra e acessa o sistema’. Então retirou o modelo do ar. E ele continua indisponível.”

O colunista afirmou que a situação se agravou na semana passada. Segundo ele, a OpenAI anunciou que também não fará um lançamento amplo do seu novo modelo, o GPT-5.6.

“A Casa Branca quer aprovar, literalmente, usuário por usuário. Vai existir uma equipe analisando quem poderá ou não acessar o GPT-5.6.”

Ao ser questionado por Milton Jung se esse sistema funcionaria, Doria ironizou:

“Vai dar certo? Acho que vai demorar um pouquinho.”

Na avaliação do jornalista, porém, o fato mais preocupante ocorreu simultaneamente na China.

Segundo ele, a startup chinesa DeepSeek recebeu o maior investimento já destinado a uma empresa chinesa de inteligência artificial: US$ 7,4 bilhões, passando a ser avaliada em cerca de US$ 50 bilhões.

Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa