EUA/Brasil (Crédito: Banco de Imagens)
O economista e professor da FGV Gustavo Pessoa será o único representante brasileiro a participar, em 6 de julho, da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Especialista em infraestrutura financeira, ele pretende apresentar uma visão técnica sobre o Pix, destacando os benefícios do sistema para consumidores, empresas e para a própria atividade econômica, afastando interpretações exclusivamente políticas sobre o tema.
Debate sobre Pix deve superar disputa política

Para Gustavo Pessoa, a investigação americana sobre o Pix exige uma resposta baseada em argumentos técnicos e institucionais. O professor defende que o sistema ampliou a inclusão financeira, fortaleceu a concorrência e impulsionou a modernização do mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, reconhece a necessidade de aperfeiçoar a transparência e a governança do Banco Central, transformando a discussão em uma oportunidade para aperfeiçoar a infraestrutura financeira nacional.
Pix no Parlamento

Entre os parlamentares da bancada gaúcha que mais se manifestaram em defesa do Pix diante das críticas e da investigação comercial dos Estados Unidos, destacam-se principalmente deputados do PT do Rio Grande do Sul. Dionilso Marcon classificou as ameaças norte-americanas como um ataque à soberania brasileira e defendeu o Pix como uma conquista tecnológica nacional.
Eficiência econômica

Também a deputada federal Denise Pessôa criticou as medidas dos EUA e afirmou que a ofensiva contra o Pix representa uma tentativa de pressionar o Brasil em favor de interesses de grandes empresas de cartões de crédito e tecnologia financeira. Segundo ela, o sistema tornou-se tornou um instrumento de inclusão financeira e eficiência econômica.
Crianças com deficiência

O deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS) reforçou no Congresso Nacional a defesa de uma proposta que garanta o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para crianças e adolescentes com deficiência até os 18 anos, independentemente da renda familiar. Para o parlamentar, negar esse apoio significa impor ainda mais dificuldades a famílias que já enfrentam desafios diários com tratamentos médicos, acompanhamento psicológico e cuidados especializados.
Direito da criança
Pompeo argumenta que o benefício não deve ser tratado como uma ajuda aos pais, mas como um direito da própria criança. Segundo ele, muitas famílias precisam abandonar o trabalho ou reduzir a renda para acompanhar os filhos, tornando o apoio do Estado essencial para garantir dignidade e qualidade de vida.
Valor ultrapassa cálculos financeiros
A proposta busca retirar barreiras burocráticas e assegurar proteção integral a crianças com Transtorno do Espectro Autista e outras deficiências. O deputado classificou como desumano negar um salário mínimo a quem mais necessita de cuidados e defendeu que a proteção social seja considerada um investimento humano, e não apenas uma despesa pública. Para Pompeo, algumas causas têm valor que ultrapassa qualquer cálculo financeiro.
A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.
Edgar Lisboa