
Além do pacote para combater o super endividamento, o Palácio do Planalto está discutindo o lançamento de novas linhas de crédito e financiamento com juros abaixo do mercado para motoristas de aplicativo, taxistas e caminhoneiros renovarem a frota. A informação foi antecipada pelo O Globo e confirmada pela CBN. O estudo pretende analisar formas de conter o endividamento desses públicos sem restringir o acesso a novos bens. A equipe econômica, no entanto, tem resistências.
Fontes do governo afirmaram , à CBN, que pesquisas internas mostraram que esses públicos precisam de ações específicas. A avaliação é que esses grupos têm grande resistência ao presidente Lula, aos quais o Planalto busca aumentar a aprovação. Entre as ações que já foram colocadas em prática, no primeiro ano da gestão, o Ministério do Desenvolvimento e Indústria (MDIC) coordenou programa que concedeu descontos para ônibus, caminhões e carros de passeio de até R$ 120 mil através de incentivo fiscal. Também está em curso – até dezembro deste ano – o programa Carro Sustentável, que zera o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos com de alta eficiência energética-ambiental fabricados no Brasil, além dos considerados econômicos.
Agora, falta convencer o Ministério da Fazenda. Segundo interlocutores, a equipe econômica quer frear novas frentes de incentivos, considerando que o foco da Pasta está em viabilizar as medidas de redução do endividamento das famílias.
As dívidas, em especial, de pessoas de baixa renda e pequenas empresas está em foco. O governo busca alternativas como alinhar com os bancos para oferecer oportunidades de renegociação de dívidas de até um ano ou ainda a troca de débitos muito caros por linhas mais baratas sob garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Outra aposta está na liberação de cerca de R$ 7 bilhões que a Caixa Econômica Federal reteve a mais do dinheiro do FGTS que tem relação com as antecipações do saque aniversário. A Fazenda e o Ministério do Trabalho ainda estudam a liberação de até R$ 10 bilhões para a quitação de dívidas altas ou impagáveis como aquelas acumuladas pelos juros do rotativo do cartão de crédito.
Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa/Fonte CBN