Lula pede votos e cria crise política

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O pedido de votos antecipado para o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 1º de maio, está dando muito trabalho ao Palácio do Planalto, principalmente, ao gaúcho Paulo Pimenta, Ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom).

Fogo Cruzado

Além do fogo cruzado do governo com o Congresso Nacional, o estado de calamidade que enfrenta o Rio Grande do Sul, com mais um temporal levando desespero e mortes a famílias gaúchas, agora, novamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está num fogo cruzado por pedir votos a seu candidato, em meio às comemorações de 1º de maio.

Liberdade de expressão

Paulo Pimenta (Crédito: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

O ministro Paulo Pimenta, negou que a fala de Lula esteja em desacordo com a Lei Eleitoral. “O que ocorreu foi uma manifestação de apoio político, de menção ao cargo a ser disputado, e da plataforma de governo a ser defendida, nos termos do artigo 36 – lei 9.504 de 1997 (Lei das Eleições). A legislação eleitoral permite falar sobre tudo isso. A fala está enquadrada nas permissões da lei, e não nas vedações. Não houve conduta eleitoral vedada”, acentuou Paulo Pimenta, destacando que o que Lula falou foi “liberdade de expressão”.

Campanha Eleitoral

O presidente do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), fez duras críticas ao presidente. “Em vez de oferecer esperança aos trabalhadores no 1o de maio, o Presidente da República foi a São Paulo com a estrutura do governo para fazer campanha eleitoral contra o MDB, partido com três ministros que têm feito um trabalho exemplar para o País”.

Lula deveria dar o exemplo

“Respeitar a lei eleitoral é respeitar a democracia. O chefe da Nação deveria dar o exemplo”, reagiu Baleia Rossi, lembrando que, “é importante ressaltar ainda que no Congresso Nacional nossos 44 deputados e 11 senadores têm tido uma ação colaborativa propositiva desde 2023”. Para que ninguém esqueça, o parlamentar apontou que, “do MDB partiram as iniciativas da PEC 45 da Reforma Tributária, o projeto Pé de Meia (cartão 10) e a Cop 30 em Belém. Todas adotadas pelo atual governo”. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que é do MDB, tenta a reeleição.

Insegurança jurídica

Para o deputado federal Bibo Nunes (PL/RS), “a manifestação do presidente Lula, pedindo votos para Guilherme Boulos, é crime eleitoral, é campanha antecipada, e deve ser cassada a candidatura do candidato do PSol. O TSE tem que cumprir a lei. Nós estamos passando por um momento de incertezas jurídicas em todo o Brasil, com insegurança jurídica a todo o momento”.

Acaba em multa

O certo é que tanto os advogados, como os apoiadores de Lula, terão muito trabalho para evitar um estrago maior como consequência da fala do presidente. Caso seja aceita a denúncia já encaminhada à Justiça Eleitoral por partidos de outros candidatos. Especialistas avaliam que o imbróglio deve acabar em pagamento de multa, que não chega a ser muito dispendiosa.

A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa

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