Imposto para Veículos elétricos

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Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea (Crédito: Anfavea/Divulgação)

A inclusão do veículo elétrico na tarifa do imposto seletivo, na reforma tributária, preocupa o setor. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite afirmou na manhã desta segunda-feira (08), que “o imposto seletivo vai na contramão, porque ele tem como objetivo, afastar o consumo, ele tem uma externalidade negativa, quando na verdade, o que a gente quer é aumentar esse consumo para se ter a renovação da frota”.

Prevalecer a descarbonização

Na opinião do presidente da Anfavea, “o que se deveria ter independente da rota tecnológica escolhida, pode ser do elétrico, pode ser do híbrido, pode ser do etanol, o que deveria ser, na hipótese de se ter um imposto seletivo, é prevalecer a descarbonização e não a rota tecnológica escolhida”.

Facilitar o acesso

Márcio de Lima leite disse, em entrevista à CBN, que os fabricantes de veículos, e montadoras estão investindo R$130 bilhões no País. “Nós não podemos dificultar o consumo, nós precisamos é facilitar o acesso ao carro novo”.

Industrialização do Brasil

O presidente da Anfavea afirmou que todos os fabricantes brasileiros, tem fábrica na China. “Nós não estamos discutindo posicionamento de uma empresa A contra uma empresa B, com os chineses que estão chegando no Brasil. O que está em jogo, é a industrialização no Brasil. Todos os países têm colocado tarifas. Os Estados Unidos mais de 100% na importação de carros elétricos; a Europa 48%. O Brasil, hoje, com 15%. Até um mês atrás era 10%”.

Importação da China

“O que nós estamos vendo é que para viabilizar R$ 130 bilhões, de investimentos que o setor tem feito é fundamental que se tenha um período de transição para novas rotas tecnológicas”, argumentou Márcio de Lima Leite, acrescentando “esse período de transição, a exemplo de outros países, é que tenha uma tarifa que respeite um equilíbrio, com a produção local”.

Importação de 200 mil veículos

Márcio de Lima leite acentua que, ”o que a gente vê, hoje, é que somente no primeiro semestre de 2024, nós tivemos 200 mil veículos importados no Brasil, e um forte crescimento de veículos importados da China, que cresceram quase 500%, em apenas um ano”.

A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa

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