Fórum das Américas (Nilso Romeu Sguarezi)

Nilso Romeu Sguarezi/Divulgação

“Cabeça foi feita para pensar e não para bater” ou “Quando a casa do vizinho pega fogo é bom colocar nossa barba de molho”, são velhos ditados que a atualidade recomenda aos brasileiros para ficarem atentos com relação a um dos piores problemas que nos atingem e, até o momento, não se encontrou formas de solução. Falo da expansão do tráfico de drogas e a institucionalização do crime organizado que nos últimos anos imiscui-se nas instituições.

Já dizia o papa João XXIII: AS INSTITUIÇÕES SERÃO O QUE FOREM SEUS DIRIGENTES”. Numa rápida análise de fatos e políticas governamentais, dúvida alguma de que continuará o tráfico e a expansão do crime organizado agora até pela sua infiltração no sistema de governo.

Enquanto o terrorismo clássico é ideológico e procura implantar sua doutrina maquiavélica, o “não ideológico” associa-se com o crime organizado e tráfico de drogas para a manutenção de seu negócio ilícito, chegando à intimidação de rivais e do próprio Estado para garantir seus mercados.

Mas aqui a esquerda vem com a sua costumeira narrativa de que se considerarmos nas leis estes grupos do crime organizado e narcotráfico como TERRORISTAS, os EUA poderiam – pela lei deles, invadirem o nosso país para combater terroristas.

A verdade é que o cenário do continente está complicado e se complicando cada vez mais. Basta notar que as lideranças dos Estados Partes no Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), reunidos na cidade de Belém do Pará, no dia 9 de agosto de 2023, não conseguiram discutir o garimpo ilegal e nem assumir medidas práticas contra as drogas e o tráfico. Agora em 22/08/2025, em Bogotá, capital da Colômbia, nem uma única palavra sobre o narcotráfico e crime organizado constou da declaração final desta última reunião do TCAConfira caro leitor, neste link: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://otca.org/wp-ontent/uploads/2026/01/DECLARACAO-DE-BOGOTA_Cupula-Presidentes.pdf .

Mas os fatos são indesmentíveis, porque apenas dois dias após aquele encontro de Belém, em Quito, capital do Equador, foi assassinado o candidato a presidente Fernando Villavicencio que pregava e defendia ser fundamental combater o narcotráfico que estava tomando conta do país e ameaçando se apossar do continente.

Assim é que nossos 16 mil km de fronteiras com os outros 10 países sul-americanos fica o alerta de que não estamos dando importância a este grave problema do tráfico com crime organizado, além de que, internamente continua a crescer e produzir as deprimentes “Cracolândias” e a maioria dos habitantes de ruas.

“A guerra às drogas é uma política de Estado e isso tem um custo aos cofres públicos. Isso não tinha sido abordado no Brasil. E discutir orçamento não é menos importante, porque ele reflete as prioridades políticas dos governos. O Estado tem investido há mais de 20 anos nessa lógica proibicionista, que não reduz a violência, não atende ao propósito de diminuir o consumo e venda, e ainda gera violência, além de muita dor e sofrimento”, analisa Renata Neder, coordenadora do #Colabora.

“Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) prenderam na Barra da Tijuca, uma metralhadora antiaérea Browning ponto 50. A arma mede 1,68 metro e pesa 38 quilos e é capaz de furar blindagem de carro forte e aeronaves. Dispara de 400 a 600 vezes por minuto, tendo uma precisão que alcança 1,5 km. A Polícia Civil do Rio já apreendeu outras metralhadoras de calibre ponto 50, mas de acordo com o delegado essa é a primeira vez que uma arma da marca Browning, usada pelo Exército americano, é apreendida. A metralhadora estava na Rocinha e seria transportada para a comunidade Fallet Fogueteiro, na região central da cidade. De acordo com o delegado, a arma de guerra foi negociada entre traficantes por R$ 200 mil e a entrega seria feita na Barra da Tijuca, onde foi interceptada pelos policiais”.

Pelas redes sociais vemos a bandidagem ostentando e exibindo seus arsenais e até terem estoques de cartazes prontos para serem espalhados nos locais de confrontos atribuindo a matança às forças de segurança, numa narrativa orquestrada para indispor as forças policiais contra a população.

Foro de São Paulo foi criado em 1990, idealizado por Lula e Fidel Castro para reunir partidos e movimentos de esquerda da América Latina e Caribe. Já a Aliança para o Progresso foi um amplo programa cooperativo destinado a acelerar o desenvolvimento econômico e social da América Latina,  visando frear o avanço do comunismo neste continente.  A Carta de Punta del Este, assinada em agosto de 1961, conclamava os dirigentes latino-americanos a criarem planos de desenvolvimento nacional que seriam auxiliados pelo governo estadunidensecomo de fato foi.

Um dos exemplos mais emblemáticos foi a construção da Vila Kennedy, no Rio de Janeiro – um conjunto habitacional financiado com recursos do programa. Em Natal (RN), foi fundado o bairro Cidade da Esperançatambém com auxílio da Aliança, para citar apenas dois exemplos, por demais conhecidos.

Após o isolamento de Cuba pelos americanos que ainda mantém a Base Militar de Guantánamo na ilha, o comunismo ficou restrito à Cuba, e, com isso, os EUA não tiveram mais interesse na continuidade da estratégia de defesa ideológica da América do Sul desmobilizando a aliança.

FORUM DAS AMÉRICAS, seria uma instituição de todas as nações americanas objetivando combater o mal pela raiz, que atinge a todos pelo narcotráfico, contrabando de armas que instrumentaliza o crime organizado e até mesmo a proliferação e infiltração de ONGS, que sub-repticiamente lesam os recursos naturais da Amazônia e fazem doutrinação nas culturas indígenas, pela INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA. Seria um FUNDO INTERNACIONAL para receber aportes de todos os países além-mar, também vítimas  onde chegam as drogas aqui produzidas. Eles, evidentemente, têm interesse em acabar com a produção das drogas, ou seja, matar na origem a praga da cocaína e maconha.

Esta entidade teria uma força multinacional, equipada com as melhores técnicas de rastreamento e controle para manter nossas fronteiras e auxiliar os governos nacionais no combate à produção de drogas. Não havendo produção de drogas, não haveria o tráfico e nem o lucrativo comércio delas em que o crime organizado se expande.

Com o maior território da América Latina, tendo a maior fronteira terrestre e principalmente dominarmos as modernas técnicas de produção agrícola e pecuária, Brasil que tem moral para apresentar esta proposta já em 2027 pelo novo presidente da República e ser eleito neste ano e descompromissado com este passado de omissão. Deixando de plantar DROGAS para produzir alimentos, mudará também o destino dos nossos vizinhos, bastando mostrar a eles o exemplo do Estado do Paraná, onde a pequena propriedade rural se incorporou no processo produtivo a partir da eletrificação rural, do cooperativismo, da educação que nos coloca em quarto lugar da economia nacional e além do elevado e indiscutível índice e nível da qualidade de vida.

Certo é que nações da Europa e até asiáticas, também vítimas das drogas produzidas aqui e lá consumidas, irão aderir com recursos substanciais e cooperação técnica pelo combate à drogas.

Esta ideia tem que ser adotada por uma nova liderança descomprometida com a velha política.  Quem se habilita?

NILSO ROMEU SGUAREZI – advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor e proponente da tese da CONSTITUINTE EXCLUSIVA, para que em eleição pelo VOTO DISTRITAL e sem financiamento público sejam eleitos CONSTITUINTES sem a obrigatoriedade de filiação partidária para escreverem a NOVA CONSTITUIÇÃO a ser posteriormente submetida a REFERENDO POPULAR, e se aprovada, imediatamente promulgada.