Fake News, “concordância e Contrariedades”

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Ilustração: Edgar Lisboa com recursos IA.

A Fake News é um tema essencial ou forçoso, que tem que ser discutido e buscada uma solução, com a maior brevidade. O deputado Afonso Motta (PDT/RS) que integra o grupo que foi indicado para trabalhar no tema, acredita que não vai dar tempo para votar neste ano. “Nós não progredimos, há espaços de concordância e contrariedades”.

Opinião e matéria editorial

O parlamentar disse ao Repórter Brasília que “temos manifestações como: é censura, é a utilização da comunicação social para fins próprios, indevidos, de vantagem política”. Afonso Motta lembrou: “eu e tu, somos do tempo, que tinha um veículo de comunicação social com espaço de opinião e matéria editorial, hoje não é mais assim”.

Conteúdos tencionados

Na nova constituição de conteúdo, critica o parlamentar, “ ela passa prioritariamente, por aquele conteúdo, tencionado, que dá audiência. O que é constitutivo, positivo, dá audiência normal ou pequena”.

Grandes plataformas

Questionado sobre o crescimento das mídias sociais e inteligência artificial, ele que viveu intensamente a comunicação, antes de ser parlamentar, se via algum caminho para fazer que isso retorne a um andar mais positivo, mais cuidadoso, aconselhou:  “primeiro diminuir a influência, falamos aqui, de grandes plataformas, são plataformas mundiais, que tem maior repercussão, que tem maior audiência. Elas são reconhecidas por um modelo de negócio e quem valoriza esse tipo de atividade, são conteúdos tencionados, conteúdos disputados”.

Queda de audiência

Afonso Motta

O líder do PDT na Câmara, provoca. “ Imagina se a tua audiência, cai pela metade porque tu começas a produzir um conteúdo normal e tradicional ou se tu perdes, 100 milhões de seguidores, no mundo, de uma hora para outra? O que acontece? O valor da plataforma, que são bilhões e bilhões de reais, elas caem pela metade”, atestou.

Importante a autorregulação

Afonso Motta defende que é importante, que se crie determinadas regras “e é isso que eu acho que é a regulação da desinformação ou da Fake News. Precisamos avançar e estabelecer referências e limites. Claro que algum tipo de espaço regulatório há que ter, mas é muito importante, como em qualquer comunicação social, a autorregulação”.

Pacto com relação ao conteúdo

Para Afonso Motta, “ na medida que essas plataformas façam um pacto, e acho que elas vão ter que fazer, está indo cada vez mais para os extremos, façam um pacto com relação ao conteúdo que está sendo produzido. Acredito que já pode ser um avanço e aí as coisas já podem começar. A segunda, é a derrota a sociedade, hoje, com esse debate, com essa disputa, ela, é em parte, a sociedade da exclusão, ela é a sociedade do ódio, ela é a sociedade da diferença, ela é a sociedade de um contra o outro, de uma classe contra a outra, e um segmento contra o outro. E a gente sabe que, o resultado disso, é guerra”.

A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa

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