Aprovação de Lula sobe para 54%

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O trabalho que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realiza é aprovado por 54% dos brasileiros, segundo a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10), subindo quatro pontos percentuais em relação ao último levantamento. Desaprovam 43%. Não sabem ou não responderam somam 4%. Na última pesquisa, em maio, o índice de aprovação era 50%; 47% desaprovavam; e 2% não sabem ou não responderam.

Avaliação entre evangélicos

Alcançando 54%, a aprovação retorna ao patamar verificado pelo instituto em outubro e dezembro de 2023. O melhor índice que o governo Lula atingiu até agora, segundo a Quaest, foi de 60% de aprovação, em agosto do ano passado. Ao mesmo tempo, a desaprovação recuou quatro pontos. Entre os evangélicos, a avaliação negativa do governo Lula cai para 39% e a positiva sobe para 26%.

Público jovem

Foram entrevistadas 2.000 pessoas, presencialmente, entre os dias 5 e 8 de julho. O público alvo foi de eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.

Combate à fome e a miséria

Paulo Paim (Crédito:Jefferson Rudy, Agência Senado)

No entendimento do senador Paulo Paim (PT/RS), são vários os fatores que levaram o presidente Lula a crescer nas pesquisas. Ele destacou “o fortalecimento dos programas sociais tanto da área urbana quanto rural, combate à fome e à miséria, redução do desemprego, criação de postos de trabalho com carteira assinada, retorno da política nacional de valorização do salário mínimo, investimentos na saúde e educação, entre outros”.

Compromisso com os pobres

“O governo do presidente Lula tem compromisso com os que mais precisam, pobres e vulneráveis”, acentuou o senador gaúcho, afirmando que “o processo é longo e árduo, mas estamos com um horizonte promissor. O apoio para reconstruir o Rio Grande do Sul tem sido fundamental. O país voltou a ter credibilidade internacional e estamos recebendo mais investimentos de fora”.

Mulheres e evangélicos

Na opinião do diretor da Quaest Pesquisa e Consultoria, Felipe Nunes, os grupos que influenciaram significativamente na melhora da avaliação do trabalho do presidente estão os que tem renda familiar de até 2 salários mínimos, mas houve melhora na aprovação também entre mulheres e evangélicos.

Melhora na economia

Embora seja impossível determinar uma única razão para o crescimento na aprovação do governo, afirma Felipe Nunes, “a  melhora na percepção da economia entre os mais pobres pode ser parte da explicação.”

Principal problema

Para ele, o que reforça essa tese é o fato de que a economia está perdendo protagonismo como o principal problema do país. “De um ano pra cá, caiu de 31% para 21% quem afirma que a economia é o principal problema, enquanto passou de 10% para 19%, há quem acha que é a segurança, por exemplo”.

Aumento dos combustíveis

Para o deputado Mauricio Marcon, (Podemos/RS), a desvalorização do real é a principal razão para o aumento dos preços dos combustíveis, mesmo com o valor do petróleo se mantendo estável no mercado internacional. Ele afirmou que declarações de políticos, nas últimas semanas, contribuíram para que o real perdesse 10% de seu valor em comparação com outras moedas globais.

A Coluna Repórter Brasília é publicada simultaneamente no Jornal do Comercio, o jornal de economia e negócios do Rio Grande do Sul.

Edgar Lisboa

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