Honraria reconhece contribuições à vida religiosa, institucional e jurídica da capital federal

Por Edgar Lisboa
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, na noite desta terça-feira (16), sessão solene para a entrega do título de Cidadão Honorário de Brasília ao cardeal Dom Paulo Cezar Costa, arcebispo da Arquidiocese de Brasília, e ao advogado Kildare Meira, subsecretário de Assuntos Constitucionais da Casa Civil do Governo do Distrito Federal.

A homenagem, proposta pelo deputado distrital João Cardoso (PL), é considerada uma das mais importantes distinções concedidas pelo Legislativo brasiliense e tem como objetivo reconhecer personalidades que, mesmo não sendo naturais da capital, contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento social, institucional, religioso, cultural e econômico de Brasília.
A solenidade reuniu autoridades dos Três Poderes, representantes da sociedade civil, integrantes da comunidade jurídica, lideranças religiosas, familiares e convidados.
Ao abrir a sessão, João Cardoso destacou a trajetória dos homenageados e o legado construído por ambos na capital federal.
“Tenho uma alegria muito grande em declarar aberta esta sessão solene para outorgar o título de Cidadão Honorário de Brasília ao meu amigo e irmão Kildare Meira e ao nosso pastor, arcebispo e cardeal Dom Paulo Cezar Costa”, afirmou.
Reconhecimento à liderança religiosa

A homenagem ao cardeal Dom Paulo Cezar Costa reconhece sua atuação à frente da Arquidiocese de Brasília, marcada pela promoção dos valores cristãos, pelo diálogo institucional e pelo trabalho voltado às comunidades mais vulneráveis.
Desde que assumiu a Arquidiocese, Dom Paulo tem ampliado a presença da Igreja Católica no Distrito Federal, fortalecendo ações sociais, pastorais e de acolhimento. Sua atuação lhe conferiu projeção nacional e internacional, consolidando-o como uma das principais lideranças da Igreja Católica no Brasil.
Destaque na vida jurídica e institucional

O advogado Kildare Meira recebeu a homenagem pelo conjunto de serviços prestados ao Distrito Federal ao longo de sua trajetória profissional. Reconhecido por sua atuação jurídica e institucional, tornou-se uma referência no fortalecimento das relações entre os poderes e na defesa do Estado Democrático de Direito.
Ao longo dos anos, sua atuação contribuiu para o aperfeiçoamento de políticas públicas, da segurança jurídica e do funcionamento das instituições locais.

O advogado João Paulo Echeverria destacou que a homenagem representa um reconhecimento justo à contribuição dos dois homenageados.
“Quem tem que agradecer é Brasília. O povo da cidade ganha dois grandes cidadãos. Brasília passa a contar oficialmente com duas personalidades extraordinárias que há muito tempo já fazem parte da construção da nossa história”, afirmou.
Brasília ganha dois novos cidadãos honorários
Durante a cerimônia, diversos oradores ressaltaram que tanto Dom Paulo quanto Kildare Meira já haviam conquistado o reconhecimento da população brasiliense muito antes da entrega formal da honraria.
Representantes da Arquidiocese lembraram a expansão das ações pastorais conduzidas pelo cardeal e sua participação em projetos sociais e comunitários. Já integrantes da comunidade jurídica destacaram a dedicação de Kildare Meira ao serviço público e à consolidação das instituições do Distrito Federal.
A sessão foi marcada por manifestações de respeito, gratidão e reconhecimento às trajetórias dos homenageados, que passam a integrar oficialmente o seleto grupo de personalidades agraciadas com o título de Cidadão Honorário de Brasília.
Roberval Belinati – Dsembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal dos Territórios

Quero cumprimentar o eminente deputado João Cardoso e parabenizá-lo pela belíssima homenagem ao cardeal Dom Paulo César Costa e também ao doutor Deputado João Cardoso, é conhecido no Distrito Federal como o deputado da igreja católica.
Ao lado do eminente cardeal Dom Paulo César Costa, uma honra pra mim, daqui como um membro do Judiciário, desembargador de carreira, resido aqui no Distrito Federal há 40 anos.
E não tenho dúvida, desde o período de 40 anos, todos os cardeais que passaram, o que eles fizeram pela capital da república, merecem nossas homenagens, mas o Dom Paulo César Costa merece muito mais, ao lado de todos, pelo excelente trabalho que vem realizando.
Parabéns pela justíssima homenagem, parabéns pelo excelente trabalho que vem realizando em prol do povo do Distrito Federal.
Dom Denilson Geraldo, nosso grande dispo auxiliar do arquidiocese de Brasília. Nós cumprimentamos com muito carinho também e Dom Denilson já celebrou duas missas de Natal no Tribunal do Justiça. Dom Paulo celebrou uma missa de Natal.
Quero cumprimentar deputada Bia Kicis. Quero cumprimentar o advogado João Paulo Echeverria, que tem prestado serviços não tinha um documento de ocupação de solo e o excelente trabalho para regularizar essa situação.
Cumprimento os familiares que estão presentes aqui homenageando, os advogados representantes e paroquianos foi uma grande honra.
Convite do deputado João Cardoso para estar aqui neste momento. Participar dessa homenagem é um privilégio para todos nós.
Eu era presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Na minha gestão nós organizamos as últimas eleições e com muito sucesso deu tudo certo. O Distrito Federal foi campeão de voto em matéria de abstenção.
Em matéria de abstenção, a unidade da federação onde as pessoas mais votaram no Brasil. Ele foi campeão em matéria de abstenção.
E o Distrito Federal também foi campeão de votos deputado nas eleições para os conselhos tutelares.
Nós tivemos aqui duzentos e trinta e dois mil votos numa eleição facultativa que mostra a cidadania, o interesse do povo de Brasília pelas eleições, pela democracia. Então nós tivemos um momento feliz aqui no Tribunal Regional Eleitoral.
Não vamos falar aqui de 8 de janeiro, como ressaltou a deputada Bia Kicis amanhã ela vai visitar uma pessoa que foi condenada em razão de 8 de janeiro.
Mas nós tivemos, neste primeiro momento, quando eu conheci D. Paulo. Vi um notícia no jornal. Aí eu falei, opa, não gostei da notícia, não gostei da tonalidade da matéria, porque não exploraram exatamente o que tinha acontecido. Pouco tempo depois eu conheci D. Paulo.
Agora eu vou convidar o D. Paulo, e já rápido, naquele início de ações aqui no Distrito Federal, que ele estava querendo fazer um trabalho gigantesco aqui na nossa capital, como ele faz até hoje.
Nós tivemos a solenidade para a diplomação dos políticos eleitos. Eu presidia essa solenidade no centro de convenções.
Eu faço questão de convidar o nosso cardeal, o Arcebispo, e para a minha surpresa, eu não sabia que ele iria comparecer, para a minha surpresa, com toda humildade, chega ao centro de convenções o nosso querido Arcebispo, chamou a atenção de muitos de nós, é coisa rara, o Arcebispo comparecer a esse tipo de solenidade.
O Dom Paulo foi lá, e aos poucos ele foi comparecendo aos eventos no Distrito Federal, ele compareceu à minha solenidade, convidei, eu recebi uma medalha aqui na Câmara, ele também, D. Paulo compareceu em tantos eventos, uma hora eu ia à Igreja Santuário Santo Antônio, também o D. Paulo ele não economiza energia, ele faz questão de estar presente, isso é importante.
Quando a Catedral arquidiocese promoveu uma reunião para homenagear o Papa Francisco após o seu falecimento, me convidaram para aquele momento e eu fui.
O presidente federal estava lá. Naquele momento, ele não sabe disso, mas eu vou falar aqui do nosso cardeal.
A imprensa perguntou desembargador, quem o senhor acha que vai ser o Papa, o próximo Papa? Eu falei, olha, quem vai ser o próximo Papa? Eu pergunto pra Deus, é só Deus sabe quem vai ser o próximo Papa.
Mas o senhor não acha que vai ser um brasileiro? Quem diria que eu gostaria que fosse Papa? Eu falei, olha, nós temos muitos brasileiros maravilhosos que poderiam ter o próximo Papa. O senhor não tem o nome, ele cita o nome.
Eu disse, eu gostaria muito de ver D. Paulo César Costa lá no Vaticano. Com essa juventude dele, um homem preparado, maduro, um homem de Deus, certamente, que ele faria um excelente trabalho, mas Deus tá vendo tudo isso.
Deus sabe quem vai ser o próximo papo, mas eu fiz questão de citar o nome do senhor.
E não tenho dúvida, doutor Paulo, que o senhor está no caminho, já é cardeal, já votou na última eleição, e pode ser eleito também, pode ser votado futuramente. É o que Deus sabe, a missão que o senhor tem que cumprir aqui.
E doutor Paulo, é um homem da justiça social, que prestigia o poder judiciário, a sociedade, os eventos sociais, está engajado.
Como eu disse, qualquer lugar, aparece lá o nosso cardeal, para levar a palavra de Deus, um grande profissional de Deus, um homem que defende a nossa igreja, defende a vida do Senhor.
Não é um homem fraco não Dom Paulo, é um homem muito forte. Eu tive a honra de receber o seu livro, ele fez doutorado e ele me deu de presente o livro, ele publicou sobre a sua tese defendida como doutor da palavra de Deus.
Então Dom Paulo, essa homenagem da câmara que teve a iniciativa do deputado João Cardoso, é uma homenagem do Distrito Federal que conta hoje com mais de três milhões de habitantes, temos aqui a sede do poder, a capital da República.
Então nós, com essa homenagem, reconhecemos o valor que o senhor tem aqui no Distrito Federal, valorizamos. A sua missão em favor da igreja, em favor da nossa população.
Então, parabéns, parabéns ao deputado que, em nome desse povo, presta essa merecida homenagem que Deus continue abençoando o Senhor para o cumprimento dessa missão que o senhor cumpre com dignidade em todos os momentos.
Então, é uma honra para nós, todos aqui nessa solenidade. Então, parabéns. Deus continue abençoando o Senhor. Uma salva de palmas para D. Paulo.
Eu quero, também, fazer aqui uma leitura em homenagem ao Kildare Meira, a concessão do título de como cidadão de Brasília, destacando seu legado de serviço público, integridade e compromisso com o bem-estar coletivo.
Parabéns pelo pela justíssima homenagem que Deus também continue a perfeição de sua valorosa missão aqui do Distrito Federal.
Deus seja louvado por esse momento tão importante e histórico aqui na casa.
Obrigado, deputado João Cardoso, vossa excelência, já disse que pretende mais um mandato, mas que Deus vai lhe dar muito mais do que isso. Parabéns.
Dom Denilson Geraldo “Dom de João Paulo é sempre a partir do Evangelho”

O Dom de João Paulo é sempre a partir do Evangelho. Aquilo que o Evangelho nos mostra, nos indica. E aqui tem, de fato, tudo aquilo que diz respeito à nossa vida.
E é a transparência na administração, das relações, a exigência da coerência de todos nós, principalmente nós padres, os bispos.
E Dom Paulo, nessa sua exigência pessoal e comunitária de viver o Evangelho, faz com que todos nós também nos sintamos impelidos a caminhar com ele e também, principalmente, com toda a igreja.
A visão de Dom Paulo sobre a cidade é uma relação muito respeitosa com o poder público e, ao mesmo tempo.
Muito incisiva e muito saludar, e a gente vê isso pela dedicação, ou seja, quanto mais se vive o Evangelho, melhor cidadão nós somos, e por isso São Paulo é um grande cidadão dessa cidade.
Vivendo de fato o Evangelho, a altura do Evangelho, e faz com que a gente, todos nós, essa palavra que já foi lembrada aqui, nos desgastemos pela cidade, pela vida da igreja, pelas pessoas, para fazer o bem, sempre fazer o bem, nas comunidades, seja que nas comunidades do plano, nos bairros mais bem economicamente, mas também aquelas comunidades mais de periferia.
São Paulo não faz distinção, ele está em toda parte. E fazendo o seu pastoreio com o bispo, arcebispo e cardeal desta igreja particular e vivendo de fato aquilo que é a sua missão.
Ao mesmo tempo em que essa homenagem é do Distrito Federal, ele também traz para todos nós uma visão da igreja católica, da igreja universal, e se preocupa também com os diversos problemas que a igreja tem, seja no Brasil, seja fora do Brasil.
E preocupar-se com a igreja significa com as pessoas, com as necessidades. Há pouco tempo, Dom Paulo esteve na Ucrânia, uma visita tão importante na Ucrânia, com um mensageiro de paz.
Dom Paulo se interessa por tantos outros assuntos da igreja que não dizem respeito só à Brasília, mas a ele interagem. E há pouco tempo esteve em Roma para algumas questões, outras questões.
Tive a alegria também de acompanhá-lo outras questões que envolvem a igreja em outras partes do Brasil e do mundo e isso é um testemunho tão grande pela sua dedicação, pelo seu empenho.
Portanto, hoje, esta homenagem do DF através da proposição do deputado João Cardoso, que a gente nos alegra tanto, então é mais do que justa a Dom Paulo pelo bem que faz essa cidade, a igreja e a todas as pessoas.
E por fim, eu gostaria ainda de, não menos importante, saudar aqui a presença dos padres e das irmãs, as religiosas que aqui estão, que compõem a nossa igreja, que tem uma presença tão grande e tão importante junto às comunidades, aos pobres, aos migrantes.
E por fim, saudar as crianças, que vieram hoje aqui homenagem a Dom Paulo, que o dejamos. Que alegria
ver a escola e a presença das crianças aqui entre nós. Então a todos os parabéns pela homenagem, parabéns a Dom Paulo, ao Kildare por esse momento tão importante para a nossa cidade, o nosso Distrito Federal.
Bia Kicis: “uma homenagem especial e merecida”

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) destacou a relevância da homenagem concedida pela Câmara Legislativa ao cardeal Dom Paulo Cezar Costa e ao jurista Kildare Meira, ressaltando a contribuição de ambos para Brasília. Como católica, afirmou que a presença e o trabalho pastoral de Dom Paulo marcaram profundamente a vida dos fiéis da capital.
Segundo ela, o título de Cidadão Honorário de Brasília é um reconhecimento destinado àqueles que, mesmo não sendo naturais da cidade, ajudam a construir sua história. Bia também elogiou a atuação de Kildare Meira e enfatizou que, apesar dos inúmeros compromissos políticos, fez questão de participar da solenidade por considerá-la uma homenagem especial e merecida
Paula Belmonte destaca Bíblia histórica e valores cristãos
Durante a sessão solene que concedeu o título de Cidadão Honorário de Brasília ao cardeal Dom Paulo Cezar Costa e ao advogado Kildare Meira, a deputada distrital Paula Belmonte destacou a entrega de uma rara e valiosa edição da Bíblia, produzida há mais de 40 anos pela Editora Capela. A obra, com cerca de oito quilos, reúne textos do Gênesis ao Apocalipse, enriquecidos por ilustrações do artista plástico Carlos Araújo, e integra acervos de destaque, incluindo o Vaticano. A Bíblica foi um presente do Proprietário da Capella Editora, Daniel Pereira dos Santos.
Emocionada, a parlamentar ressaltou a importância da família, da fé e dos valores cristãos presentes na trajetória dos homenageados. Paula também elogiou o deputado João Cardoso pela iniciativa da homenagem e por sua atuação conciliadora na Câmara Legislativa. Segundo ela, o diálogo, a defesa da família, a ética, a honestidade e o amor ao próximo são princípios fundamentais para a sociedade e marcas da atuação dos homenageados e do parlamentar.
Os discursos de agradecimento do advogado Kildare Meira, do cardeal Dom Paulo Cezar Costa, na íntegra, devido à relevância de seus pronunciamentos e ao significado da homenagem para a história da capital federal.
Kildare Meira
Boa Noite a todos!
A saudação será longa, porque essa é uma noite de gratidão, mas começo agradecendo a Deus, razão fundante da nossa existência, e estendo a cada um de vocês que saudarei e a todos os presentes meu sentimento de gratidão, pois reconheço que só caminhamos apoiados, só aguentamos a caminhada e só terminamos a construção com comunhão de esforços e se hoje tenho a imensa alegria de ser formalizado cidadão dessa Brasília que escolhi viver, é porque tive vocês ao meu lado.
Assim, saúdo Vossa Excelência Deputado João Cardoso, que Preside a mesa na noite de hoje, autor da propositura do Título de Cidadão Brasiliense, tanto para mim, como para Vossa Eminência, Cardeal Dom Paulo César, a quem me dirijo de forma calorosa, confessando a dupla honra para mim essa noite, receber a Cidadania de minha amada Brasília, e fazê-lo ladeado do meu Pastor, o líder religioso que ilumina essa cidade, com sua atitude profética de exortação ao diálogo.
E me dirijo a essa mesa hoje repleta de amigos e competências que merecem nossa reverência:
Vossas Eminências Dom João Braz e Dom Damasceno, que plantaram muitas sementes na fé católica em Brasília;
O Excelentíssimo Deputado Rafael Prudente, que quando Presidiu essa Casa priorizou o aperfeiçoamento da legislação para destravar os processos de regularização de templos;
Meu líder e Professor, Gustavo Rocha, com quem tanto aprendi na Casa Civil.
Reverencio Dr. João Paulo Echeverria, representando o Fórum Religioso do Distrito Federal e aproveito para na sua pessoa, também saudar os nossos amigos irmãos sócios da Covac Sociedade de Advogados: Daniel Cavalcante, Augusto Paludo (aqui presentes) e também registro meu abraço a Gilberto Graça Couto Filho (meu irmão mais Velho), Covac Junior, Iara Covac e do nosso Eterno José Roberto Covac.
Cumprimento ainda as autoridades:
Aproveito para saudar meu Chefe imediato no GDF, meu amigo Mauricio Carvalho e registro meus cumprimentos a toda equipe da SERP, especialmente minha unida e empenhada equipe de assuntos religiosos da CACI, Léa Sales e Varlindo Cabral (os dois pistões dessa engrenagem), Queile Carvalho, Mãe Zaze, Patrícia, e os agregados Pastores Diones e Geraldo, e o amigo Vascaíno Carlinhos.
Agradeço a presença e tudo que representa na minha vida a minha amada esposa Izabella, meus dois filhos aqui presentes Ulisses e Davi, que junto com João Emanuel, ausente por estar estudando fora, formam o conjunto dos meus melhores amigos. Saúdo calorosamente o meu Pai, Rafael Meira, meu primeiro amigo e meu maior exemplo. Hoje representando toda a família e sendo o testemunho vivo da presença de minha mãe (Creusa Meira) entre nós.
Deixo minha saudação ao meus conterrâneos amigos aqui presentes Drs Manoel Luiz, Leonardo Morais, Ronnie Charles Lopes Torres ( o jurista da minha turma de faculdade), Klebervânio, Julio César.
E gostaria de registrar meu abraço caloroso e minha saudação a cada um de vocês que vieram hoje presenciar essa solenidade, cada amigo, Padre, pastor, Povo de Terreiro, líder espírita, lideranças, colegas de trabalho, que nos ajudaram a fazer nos últimos 7 anos um diálogo assertivo entre o GDF e as religiões, que congregam o povo do Quadradinho.
Essa missão prova que Estado laico não é o Estado com medo das religiões ou que as persegue, é aquele que as respeita e as procura para construir o bem comum, na forma que a Constituição impõe.
Vou aproveitar as palavras do Mestre Fernando Pessoa para definir como me sinto nesse instante:
Não Sou Nada, Nunca serei nada, Não quero ser nada. Aparte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
E ainda na toada dos grandes escritores, parafraseando Eduardo Galeano, registro que os sonhos servem para isso, para nos fazer caminhar. E foi assim que me tornei advogado, e essa escolha definiu todas as outras.
Para me tornar advogado migrei de Patos, interior da Paraíba, terra amada onde nasci, para João Pessoa, lá concluí os estudos na UFPB, e escolhi ser advogado.
Desde o começo da Faculdade, percebi que estava vocacionado ao exercício da advocacia, porque ferve em mim assumir a defesa da cidadania em disputa.
E para ser advogado meus amigos, é como diz o trecho de Faroeste Caboclo, do inigualável Renato Russo:
“Estou indo pra Brasília, Neste país lugar melhor não há.”
Cheguei aqui no início do novo Milênio, fevereiro de 2000, logo eu descobri que esse lugar é o melhor que há para tudo, até para o amor, apaixonei e me casei com uma mulher que, apesar de ser carioca de nascença, tem essa cidade como o céu na terra, e já na época de namoro deixou claro que só casaria com um homem que prometesse nunca sair de Brasília.
Essa promessa foi fácil de cumprir. E assim essa cidade, que escolhi para morar, também se tornou um voto de casamento.
Ou seja João Cardoso, antes de receber essa honraria posso dizer que casei com Brasília.
E aqui vivo há mais de 26 anos como um advogado apaixonado, cuja ideologia é a Constituição, e a defesa dos seus constituídos minha arte. Atuando no direito tributário e do terceiro setor na defesa de entidades filantrópicas, instituições privadas de ensino superior (Universidades, Centros Universitários, Faculdades).
Felizmente, em 2007, o Cardeal Dom João procurou-nos para advogar para Arquidiocese de Brasília, para mim que foi praticamente criado dentro de uma sacristia, no meio das pastorais, no seio do Cursilho de Cristandade de Patos, em convívio com lideranças como Dom Gerardo de Andrade Pontes, Padre Gervásio Queiroga (meu Padrinho de Crisma), Padre Luiz Couto (hoje Deputado Federal pela Paraíba), Dom Helder Câmara, aluno de Dom Paulo Jackson (hoje Arcebispo de Recife), foi quase uma convocação apostólica.
E na advocacia para Arquidiocese de Brasília me surgiu a inquietude de que na Cidade que escolhi para viver ainda se negava cidadania às Igrejas, a regularidade fundiária, um preço injusto para quem só disseminava o bem.
E foi dessa luta pública, Constitucional por excelência, que busquei a força da OAB e lá encontrei lideranças extraordinárias, que também comungavam a Constituição por ideologia e a cidadania por partido, convivi com advogados extraordinários como Ibaneis Rocha, nosso saudoso Presidente Juliano Costa Couto, Daniela Teixeira, Leonardo Mundim, Fernando Assis, Fernando Martins, Severino Cajazeiras e tantos outros.
Confesso que me assustei com a liberdade de trabalho e confiança na delegação que Ibaneis, então presidente da OAB, me deu como mero Presidente da Comissão de Direito do Terceiro Setor. Chegávamos com as notas de repúdio, batendo em tudo e em todos que atacavam os templos e meu Presidente assinava com a coragem que lhe é peculiar.
Mas cidadania se conquista não só com nota de repúdio, faz-se principalmente na construção, no diálogo, e levei a OAB a participar do Fórum Religioso do DF, onde estavam interlocutores como Dr João Paulo Echeverria, representando a Mitra em nome de Dom Sérgio, Pai Alexandre representando o povo de Terreiro, Paulo Maia e José Waterllo representando a Federação Espírita do DF; Bispo Renato Andrade pela evangélica Fenaic, Pastor Josimar Francisco o Conselho de Pastores (Coopev).
Todos dialogávamos com o Governo, época que conheci José Humberto, na gestação da LCP 806 e uma deputada forte e guerreira sempre pronta a legislar em favor da Cidadania das Igrejas, nossa atual Governadora, Celina Leão.
E foi no front do diálogo inter-religioso e na construção da política pública de regularização fundiária dos templos que Ibaneis Rocha, recém-eleito governador me intimou a compor seu governo, na então assessoria de assuntos religiosos do Gabinete do Governador.
Aceitei, mas não sem antes conversar com o Cardeal Dom Sérgio da Rocha, então Arcebispo de Brasília, que me deu conselho pastoral de atuação no governo, vá com espírito mariano de serviço, atenda a todas as religiões sem distinção e foi assim que estou passando pela experiência que me fez sair do plano piloto, conhecer Brasília de verdade, como um todo.
Servir a comunidade, permitiu enfrentar junto das igrejas a experiência humana da pandemia, ver como muito foi feito graças aos templos que deram força a nosso povo na travessia dessa histórica Covid.
E nesse período que enfrentamos a Covid, registro a capacidade de organização do nosso secretário da CACI, Gustavo Rocha, com quem muito aprendi.
Mas a Covid ficou para trás!
E o que fica de legado dessa caminhada foi o avançar da cidadania dos templos, pulamos de algo em torno de 50 escrituras entregues para quase 700, isso fruto do diálogo com as Igrejas e com a colaboração de genialidades como Leonardo Mundim, Marcelo Vaz, Matheus Oliveira, a firmeza na Terracap de Izidio, a força de José Humberto, a sensibilidade social no DF legal do Sec Cristiano Mangueira, a existência de deputados defensores das igrejas nessa CLDF como João Cardoso, Rafael Prudente, Delmasso, Daniel de Castro e principalmente a vontade política instrumentalizada na direção de tirar do papel as regularizações dos Governadores Ibaneis, Paco e Celina.
E foi como advogado que cheguei até aqui, mas foi com o coração que escolhi Brasília para viver, por isso quando meu filho mais velho João Emanuel falou da tramitação da proposta e depois João Cardoso na sua generosidade me comunicou a aprovação meu sentimento foi de alegria genuína, primeiro porque aprendi a amar essa Cidade, depois por reconhecer que ela me deu esposa e três filhos, que são brasilienses natos, e me permitiu exercer a advocacia como sempre sonhei, com paixão, na luta pela construção do estado de direito e da democracia.
Nesse bojo, para mim a Cidadania hoje recebida, não é pouca coisa, está na compreensão que nos faz existir como titular de direitos e obrigações, na construção coletiva que vai além do voto, mas no serviço recíproco, no diálogo entre os diferentes, e apesar de já me sentir há tempos cidadão de Brasília, a honraria que recebo hoje vai para além de uma formalidade, é um compromisso de responsabilidade e serviço a essa comunidade. E aí Dom Paulo, Dom João, Dom Damasceno é uma expressão da exigência de amor e serviço que o Cristo nos faz, recebo essa comenda hoje sob a ótica da cobrança de responsabilidade comunitária, sob a ideologia de realização da Constituição que a advocacia me impõe e sob a ótica da fé católica e cristã de amar a Deus e servir ao próximo.
Muito obrigado a cada um de vocês! Muito obrigado Brasília!
Pronunciamento do Cardeal Dom Paulo Cezar Costa
“Saúdo com alegria, com afeto, excelentíssimo deputado João Cardoso, que é amigo, que é alguém que aprendi com o passar do tempo admirar, a vida foi nos tornando amigos, alguém que a vida foi aproximando, que eu aprendi a ter uma grande admiração. Tenha certeza disso, João.
Saúdo às demais autoridades presentes, saúdo o desembargador Roberval Belinati, também alguém que eu aprendi a ir admirando e ter uma profunda admiração por você, Belinati. A admiração nasceu um dia que eu fui falar com o consulado da oração, você estava no canto lá tranquilo, alegre com a sua vida. Eu falei, olha, esse homem é um homem de profundo valor, ele tem uma grande virtude, que é a virtude da humildade.
Tenha certeza disso que, a partir daquele dia. Eu mudei, quer dizer, não te conhecia mais assim, comecei a ter uma grande admiração por você. Os grandes homens têm sempre a virtude da humildade.
Saúdo também Dom Denilson, bispo auxiliar, saúdo à deputada Paula Belmonte, saúdo o Dr. Kildare, que tem a graça de receber com ele também o título de cidadão dessa cidade.
Dr. Kildare seu trabalho na nossa amada Arquidiocese, depois também no governo, foi nos aproximando e a sua forma de conduzir as coisas, o seu amor principalmente pela Arquidiocese, a sua capacidade de conduzir as questões mais complicadas, foi me mostrando o grande homem de valor que o senhor é, homem que tem a capacidade antes de tudo de perceber as consequências e também o bem que aquelas decisões vão tomar.
Há grandes coisas, grandes questões que foram encaminhadas na vida dessa cidade, nessa Arquidiocese, pela sua sabedoria, aquilo que eu chamo a sabedoria salomônica que o Senhor manifestou, que este título é mais do que justo.
Saúdo o doutor Renan, saúdo o doutor João Paulo, saúdo a cada um, a cada uma, saúdo aos padres, religiosos, religiosas e saúdo a cada uma que veio aqui participar desse momento bonito.
Recebo com profunda gratidão o título de cidadão honorário brasiliense que esta casa legislativa hoje me concede.
Esta honraria ultrapassa a minha pessoa. Ela representa de modo especial o reconhecimento, a presença e atuação da igreja Católica nesta amada cidade de Brasília.
A missão de um arcebispo e cardeal não se limita à vida interna da igreja.
Ela possui também uma dimensão social e pública, também política no sentido de bem comum, marcada pelo compromisso com a promoção da dignidade humana, da justiça, da paz e do bem comum.
Eu, antes de vir para Brasília, fui bispo de São Carlos. E São Carlos Borromeu, ele foi um grande bispo.
No tempo em que Milão foi assolada pela peste, e as autoridades deixavam a cidade, o bispo que estava fora entrava na cidade para socorrer os impesteados, para promover a caridade, para promover a esperança. Ele andava como a cruz, de forma que as pessoas olhando para ele, pra cruz pudessem ali ter esperança.
Ele organizou a Caridade em Milão, ele organizou assistência aos empesteados, assim deve ser a atuação de um bispo, que vai muito além simplesmente da questão religiosa, assim deve ser a atuação, que foi a atuação de grandes bispos, a vida desse país mesmo.
Quem não se lembra de um Dom Hélder Câmara, de Dom Paulo Evaristo Árns, de Dom Eugênio Araújo Salles e tantos outros cardiais e bispos, gente que não mediu esforços para ser uma presença a partir do Evangelho em momentos difíceis, em momentos difíceis, inclusive da história desse país.
Sabemos que a igreja católica teve um papel determinante nesta cidade, desde a sua origem gerando cultura, criando instituições educacionais e de assistência social, trazendo vida e cidadania.
A igreja foi crescendo e cresceu com a cidade. Claro, existe uma separação entre igreja e estado.
Papa Bento XVI, na Carta Encíclica, Deus em amor, afirma que pertence à estrutura fundamental do cristianismo a distinção entre o que é de César e o que é de Deus. Isto é, distinção entre igreja e Estado.
Afirma ele, o Estado não pode impor a religião, mas deve garantir a liberdade da mesma e a paz entre os aderentes das diversas religiões.
Por sua vez, a igreja, como uma expressão social da fé cristã, tem a sua independência e vive, assente na fé, a sua forma comunitária, que o estado deve respeitar.
As duas esferas são distintas, mas sempre em recíproca relação. A recíproca relação e colaboração ajuda a sociedade a crescer, pois o Estado sozinho não pode responder a todas as necessidades do seu povo.
O Distrito Federal encontrou na igreja uma companheira de viagem que se mostrou atenta às feridas sociais, aos desafios educativos e à promoção da justiça e da paz.
Basta olharmos a incidência positiva da igreja na vida da sociedade através da sua reflexão social, através das campanhas da fraternidade, mas principalmente através das inúmeras obras sociais, escolas, universidades, ambulatórios, creches, centros de reabilitação, fazendas da esperança, trabalho com os migrantes, indígenas, assistência às pessoas em situação de rua.
Não posso deixar de citar os inúmeros movimentos que vão ao encontro dos mais pobres levando-lhes auxílio, aliviando um pouco suas dores e sofrimentos.
Seguramente, sem a presença da igreja, a nossa Brasília seria um pouco mais pobre de sentido, de esperança, de vida digna, de justiça e de paz.
A preservação da memória é fundamental. A memória compromete, dizia Johann Batista Métis.
Aqui não estamos elencando, não por ufanismo, mas o desejo de mostrar a incidência que a fé tem na Construção de uma sociedade à altura da dignidade humana.
A fé operosa de bispos, padres, religiosos, leigos e leigas, tornou essa cidade mais bonita e mais humana. Uma sociedade sem fé corre o risco de perder a esperança.
Ela permanece uma grande luz para a atuação da igreja e para a vida da sociedade nesses nossos tempos.
Uma das coisas que o governador Ibaneis Rocha dizia e que também, quer dizer, ali o pensamento dele também me impactou, era a capacidade de mostrar como os valores religiosos são importantes na vida de uma sociedade.
Nós vivemos uma sociedade que às vezes a tendência é a gente querer resultados, resultados imediatos. Eu venho da universidade e o pessoal valorizava muito as engenharias, as ciências exatas, e esqueci, às vezes, um pouco de valorizar as humanas, as outras áreas.
Claro que também eram valorizadas, mas, uma das coisas que o governador Ibaneis me ensinou é exatamente a importância dos valores religiosos na vida de uma sociedade.
Os valores religiosos, a religião, a fé, ela ajuda a elevar o nível da vida de uma sociedade. Ela ajuda a elevar a moral da vida de uma sociedade.
Ela ajuda uma sociedade a pautar por valores e valores, valores altos, que são os valores espirituais.
Este reconhecimento do papel da igreja na vida e na história da nossa cidade de Brasília mostra a verdadeira laicidade do Estado, onde a religião não é relegada à espera do privado, mas é protegida, como dizem.
Eu queria dizer, Dr. Kildare, também na sua fala, a verdadeira laicidade é aquela onde o estado protege a liberdade religiosa e o livre direito de expressão pública da fé e das convicções religiosas.
Eu sou partidário e uma das minhas pautas nessa cidade é mostrar a laicidade positiva do estado. Estado laico não é estado ateu. Se o estado fosse ateu, o estado já seria confessional.
Diante da religião, ele já teria tomado uma postura e a postura de combater a religião, porque o ateu é aquele que nega e o ateu é aquele que tem então uma postura negativa diante da religião.
Se o Estado, se o Estado laico é estado ateu, a postura do estado diante da religião já é uma postura negativa. Mas o Estado laico é aquele Estado que protege a liberdade religiosa.
Religiões, e é que todas as religiões no Estado não pode proteger só uma religião.
A verdadeira laicidade do Estado é que o Estado que protege todas as religiões e permite que todas as religiões possam exercer com beleza a sua missão, seja a missão religiosa, seja a missão caritativa, seja a missão de fazer o bem e o próprio estado DNA da religião.
Nos encontramos numa Assembleia Legislativa, uma casa que tem um papel importante na vida de um, na vida de Brasília, na vida do DF. Aqui se fazem as leis, aqui se discute e se aprovam tantas realidades da vida do Distrito Federal.
Essa casa tem um papel fundamental na vida e na produção de Brasília. A igreja católica, através da sua doutrina social, tem uma visão elevada da vida política.
O mesmo conselho Vaticano Segundo diz que a comunidade política existe, portanto, em vista do bem comum. Nele encontra sua completa justificação e significado e dele deriva o seu direito natural e próprio.
Quanto ao bem comum, ele compreende o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição.
Sim, o bem comum é o sentido primeiro e fundamental da política. É triste o que assistimos no Brasil hoje, essa desfiguração da política através da falta de compromisso ético.
Colocar o bem particular acima do bem público é uma desfiguração total da política. Uma sociedade democrática não vive sem bons políticos. Vocês têm um papel fundamental na condução e na promoção do bem público.
O exercício do bem comum deve conduzir a pessoa humana à realização da sua vocação. Deve conduzir a pessoa humana e a sociedade a condições de vida, a altura da dignidade humana.
Isso deve incluir inclusive os mais pobres, os mais necessitados. O grande pensador romano Guardini coloca como critério para julgar uma época a realização do ser humano naquela referida época.
Quer dizer, no fundo, Guardini se pergunta como é que o ser humano é tratado em cada época. Isso para ele é um critério para julgar uma época.
A realização do bem comum exige a capacidade de olhar as principais questões concretas da vida de uma sociedade. O diálogo como um elemento fundamental para a resolução dos conflitos sociais.
Papa Francisco afirmava, o caminho e o futuro da nossa sociedade se encontra no diálogo. O diálogo exige respeito, a valorização do outro, uma visão alta, elevada do outro e das instituições. Implica olhar o outro não como inimigo, mas como possibilidade. Dialogar significa ter a disposição de encontrar a todos sem distinção de cor, credo, condição social, ideologia, etc.
Dialogar implica perceber que o outro tem uma contribuição a dar nas discussões, que ele é possibilidade, não inimigo.
Papa Francisco diz que isto não se consegue agrupando só os puros, porque até mesmo as pessoas que possam ser. Ser criticadas pelos seus erros, tem algo a oferecer e que não deve se perder.
Quer dizer, todo mundo deve ser ouvido, todo mundo é possibilidade no diálogo.
O diálogo parte da premissa de que são seres pensantes, onde existem pessoas pensantes às condições para o diálogo, onde a lógica da racionalidade é quebrada pela visão parcial da ideologia, as condições para o diálogo vão sendo minadas.
O grande inimigo do diálogo é a ideologia, que pode conduzir a radicalismos. A ideologia implica sempre uma visão parcial das coisas, das pessoas e da realidade.
Todo é maior do que as partes que o compõem. A igreja católica de Brasília deu e quero continuar a dar a sua contribuição na construção do bem comum, na construção da parte social, na promoção da cultura, da educação, na inclusão dos mais pobres, na proteção das mulheres, etc.
E temos conseguido, temos buscado trilhar esse caminho dialogando, construindo a cultura do diálogo. Se nós podemos olhar hoje a nossa catedral, e a catedral está mais bonita, está bem cuidada.
Por que existe um diálogo hoje bonito, frutífero entre igreja católica e entre GDF e entre o governo? Se nós podemos promover o bem é porque estamos buscando dialogar.
Se nós podemos, projetos futuros, talvez até de uma casa de acolhida para as pessoas em situação de rua, causa do diálogo que existe entre igreja católica e entre o Estado e entre o GDF.
O diálogo vai tornando a sociedade mais íntegra. Se nós podemos construir pequenos e grandes projetos como “Não Temos Maria”, que vai cada vez mais envolvendo uma rede aqui dentro do DF, é por causa do diálogo.
O diálogo vai tornando a sociedade mais íntegra. Com que, tantas pessoas possam ser atingidas, possam ser beneficiadas, porque os atores de uma sociedade são capazes de sentar juntos, são capazes de juntos construir pequenos e grandes projetos.
Esse é o caminho que a Igreja de Brasília quer continuar a trilhar, vivendo com beleza, uma igreja que está buscando cada vez mais ser uma igreja evangelizadora, missionária, que cumpre com beleza a sua missão interna.
Uma igreja que busca através também do diálogo de ir regularizando seus espaços, dando cidadania às pessoas, dando cidadania àqueles que professam a fé católica, uma igreja que quer cada vez mais continuar ir ao encontro dos mais pobres, dos mais necessitados.
Tantas outras pessoas que se doam também no acolhimento aos migrantes, a igreja que quer continuar a fazer o bem e percebe o caminho que Papa Francisco indicou, o caminho do diálogo.
Então muito obrigado de coração pela graça de ser cidadão brasiliense, cidade que aprendi a amar e que é a minha cidade, e que eu quero continuar pregando todas as minhas graças, como arcebispo, como cardeal, para que cada vez mais a igreja seja dignificada, a sociedade seja dignificada, o bem que seja feito, o diálogo aconteça e a sociedade possa viver um pouco mais em paz”.
Biografias
Natural de Valença (RJ), Dom Paulo Cezar Costa nasceu em 1967 e foi ordenado sacerdote em 1992. Possui formação em Filosofia e Teologia e concluiu mestrado e doutorado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma. Ao longo da trajetória religiosa, exerceu funções como pároco, reitor de seminário, professor e dirigente de instituições ligadas à formação teológica.
Em 2010, foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese Metropolitana do Rio de Janeiro. Posteriormente, atuou como bispo da Diocese de São Carlos (SP) e, em 2020, foi transferido para a Arquidiocese Metropolitana de Brasília, onde exerce atualmente a função de arcebispo. Em 2022, foi criado cardeal-presbítero pelo Papa Francisco.
Já Kildare Meira nasceu na cidade de Patos (PB), em 1977, é sócio da Covac Sociedade de Advogados, especialista em Direito Tributário pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e em Direito Processual Civil pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual. Atualmente, ocupa o cargo de Subsecretário de Assuntos Constitucionais da Casa Civil do Governo do Distrito Federal.
Ao longo da carreira, atuou na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Distrito Federal (OAB/DF), onde foi conselheiro e presidente da Comissão de Direito do Terceiro Setor. Também esteve à frente da Unidade de Assuntos Religiosos e Terceiro Setor do Gabinete do Governador do DF e participou de iniciativas voltadas à assistência social, ao combate à violência familiar, à prevenção às drogas e ao enfrentamento da intolerância religiosa.
Portal Repórter Brasília, Edgar Lisboa